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Sábado, 25 de junho, completo 49 anos de idade. A cada manhã diante do espelho, custo a acreditar que estou prestes a me tornar um cinqüentão. Mas os cabelos brancos, as rugas e a olheira não deixam dúvidas. Virei um tiozinho.
Meio século de vida aumenta as dores nas costas, diminui a audição, a vista enfraquece… Fisicamente, envelhecer é uma merda.
Mas pra compensar (será?), mentalmente fiquei mais rico. Estou me tornando o mala que, pra cada assunto, tem uma história antiga pra contar.
E hoje tomo decisões com uma facilidade que não tinha aos trinta anos. É o benefício da vivência, da experiência. Tenho mais jogo de cintura para lidar com os idiotas, por exemplo. Se antigamente eu me incomodava com eles, hoje simplesmente deixo pra lá. Não tenho tempo a perder com imbecilidades.
Crianças…Tomaram outro significado. Não são mais aqueles pentelhos barulhentos. Agora são explosões de energia, cujo som traz alegria à minha vida. Mas… Minhas crianças agora têm 21 e 15 anos. Não são mais crianças, justamente no momento em que sinto que preciso de crianças por perto.
Acho que entrei na fase pré-avô…
O mundo tomou outros significados. O preto e branco passou a ter tons de cinza. Não tenho mais posições radicais, compreendo que nada é definitivo, nada é totalmente bom nem totalmente ruim. E não existem deuses sobre a face da terra. Os homens e mulheres, não importa em que posição, são iguais a mim: cheios de defeitos. Incapazes de resolver os grandes problemas da humanidade ou do vizinho.
Não existem mais heróis. Nem santos.
Pois é…
Sou um brasileiro chegando aos cinqüenta. Minha geração, de certa forma, perdeu o bonde. Éramos jovens demais em 1968 para participar das mudanças do mundo. Amadurecemos entre o amor livre e a Aids. Fomos crianças quando quase não havia televisão. Achávamos que no ano 2000 estaríamos vivendo em outros planetas. Vimos o computador nascer. Incorporamos o automóvel em nossas vidas desde pequenos. Adotamos o controle remoto e o celular com dificuldade…
Minha geração é a da perplexidade.
E é assim, perplexo, que no ano que vem chegarei aos cinqüenta.
Por enquanto, posso assegurar que jamais estive tão ativo. Construí uma rede de amigos pela Internet, cujo alcance e tamanho, desconheço. Mas que a cada dia, a cada semana, me dá o prazer de perceber que, do lado de lá deste teclado, existe inteligência.
Muito bem.
Amanhã a casca do Lucianinho fica mais velha. Mas o moleque continua lá, doidinho pra sacanear os cinqüentões.
Vida longa ao moleque.
E tiozinho, é a mãe.