Artigos Café Brasil
Podpesquisa 2018
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Em sua quarta edição, a PodPesquisa 2018 recebeu mais ...

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Como decidi em quem votarei para Presidente
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Não sei se estou certo, não fui pela emoção, não estou ...

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O dia seguinte
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Com o aumento considerável do mercado de palestrantes ...

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O Marcio Ballas, que é palhaço profissional, me ...

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Uma pesquisa de 2016 sobre comportamento humano mostrou ...

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Empreendedora cultural e agora cineasta, que ...

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LíderCast 127 – Lito Rodriguez
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Empreendedor, criador da DryWash, outro daqueles ...

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LíderCast 126 – Alexis Fonteyne
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Decidimos antecipar o LíderCast com o João Amoêdo ...

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046 – Para quem vai anular o voto
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Confraria Café Brasil
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Os 7 erros da Folha de São Paulo sobre o “escândalo do Fake News”.
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O jornal Folha de São Paulo publica um artigo feita por uma petista confessa: Ver aqui: https://www.facebook.com/carlos.nepomuceno/posts/10156853246303631 …sem nenhum fato, baseado em ...

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Sempre, sempre Godwin
Fernando Lopes
Iscas Politicrônicas
O advogado Mike Godwin criou em 1990 a seguinte “lei” das analogias nazistas: “À medida que uma discussão online se alonga, a probabilidade de surgir uma comparação envolvendo Adolf Hitler ou os ...

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Existe uma crença muito difundida de que a história humana avança em etapas gradativas e que culminará numa revolução transformadora. O tipo de revolução muda conforme o viés ideológico. A ...

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Cafezinho 116 – Os demônios brochadores
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O Taxista De Araxá

O Taxista De Araxá

Luciano Pires -



O TAXISTA DE ARAXÁ


Ilustração por Eldes – www.eldes.com



Recentemente fui para Araxá, num evento da Associação Brasileira da Indústria de Massas. Conheci o Tropical Grande Hotel, inaugurado em 1944 por Getúlio Vargas. Fiquei deslumbrado ao entrar no grande saguão do hotel, com aquela arquitetura dos anos 30. Uma pérola, esquecida, e praticamente fora do circuito turístico brasileiro.



Na volta para o aeroporto, uma surpresa. No trajeto, o taxista me falou de sua vida. Com 46 anos de idade, aparenta 56, e me sensibilizou ao dizer:



“Doutor, a primeira vez que calcei um sapato foi aos dezesseis anos. Quando garoto, na roça, eu ouvia a campainha de uma bicicleta e ficava imaginando se um dia teria uma. Pois saí da roça e fui cuidar da vida, com uma mão na frente e outra atrás. Trabalhei muito, honestamente. Hoje tenho três carros e este celular. Cada vez que o celular toca, eu choro. Ao lembrar de onde vim e até onde cheguei”.



Nas últimas semanas tenho vivido as contradições de ser brasileiro. Fui ao Rio de Janeiro palestrar na nova sede do SESC, vizinha da Cidade de Deus, aquela do filme que fez sucesso. Na entrada do belo conjunto de prédios do SESC, uma grande maquete do complexo escolar que estão construindo ao lado. Coisa de primeiro mundo. Uma escola de nível médio com tudo aquilo que estamos acostumados a ver nos filmes estadunidenses. Ali, no Rio, ao lado da Cidade de Deus…



Depois, em Águas de São Pedro, palestrei no Encontro Estadual de Supervisores do Magistério. Mais de trezentas pessoas discutindo os meios de elevar o nível da cultura e da educação brasileira. Ninguém conformado…



Em seguida, Aracajú, na reunião anual da Fundação Brasil Criativo. Mais de 400 pessoas discutindo como melhor utilizar os processos criativos no nosso dia a dia, na educação e no trabalho. E já era o sétimo encontro em Aracajú!



A próxima palestra foi na APAS, a feira da Associação Paulista de Supermercados em São Paulo. Centenas de estandes, mais de 60 mil visitantes, a economia brasileira em todo seu esplendor num evento de primeiro mundo.



Depois, Rio Claro, palestrar para mais de 500 pessoas num evento organizado para proporcionar àquela comunidade o contato com novas idéias, novos processos.



Em seguida foi a Bienal do Livro, no Rio. Meu texto “Mar de Letras” já disse o que vi e senti ali.



Pois é…



Nas últimas semanas conheci projetos brasileiros capazes de orgulhar qualquer cidadão de primeiro mundo. Conheci pessoas interessadas em fazer acontecer. E tive a certeza que olhar o Brasil pela ótica dos políticos, da mídia interessada nos deslizes e daqueles que desertaram da luta, é burrice.



Só um olhar me interessa. O das pessoas que estão fazendo acontecer, num movimento silencioso que aos poucos vai moldando uma nova cultura, um novo Brasil.



O Brasil do taxista de Araxá.