Artigos Café Brasil
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Uma reunião para ser objeto de estudo em qualquer aula ...

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Transgredir é muito mais que pintar o rosto, urinar na ...

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Vem aí o Cafezinho
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Nasce nesta segunda, 4/9 o CAFEZINHO, podcast ...

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Educação adulta
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Preocupados demais com a educação de nossos filhos, ...

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591 – Alfabetização para a mídia
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590 – O que aprendi com o câncer
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589 – A cultura da reclamação
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LíderCast 91 – Saulo Arruda
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Saulo Arruda, que teve uma longa carreira como ...

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Confraria Café Brasil
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Vale fazer um curso universitário se as profissões vão desaparecer?
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Transformação
Numa perspectiva de que tudo muda o tempo todo, será que vale a pena sentar num banco de universidade para se formar numa profissão que vai desaparecer ou se transformar nos próximos anos?

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Tolerância? Jura?
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Engraçada essa tal “tolerância” que pregam por aí, por dois simples motivos: 1) é de mão única e 2) pretende tolher até o pensamento do indivíduo. Exagero? Não mesmo. Antes que algum ...

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Ensaio sobre a amizade
Tom Coelho
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“A gente só conhece bem as coisas que cativou. Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm ...

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Um reino que sente orgulho de seus líderes
Luiz Alberto Machado
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Um reino que sente orgulho de seus líderes  Victoria e Abdul   Uma vez mais, num curto espaço de tempo, o cinema nos brinda com um filme baseado na história de uma destacada liderança britânica. ...

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Cafezinho 28 – No grito
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Não dá pra construir um país no grito.

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Cafezinho 27 – Planos ou esperanças
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Tem gente que, em vez de planos, só tem esperança.

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Cafezinho 26 – Brasil Futebol Clube
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Não dá para ganhar um jogo sem acreditar no time.

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Cafezinho 25 – Podres de mimados 2
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O culto do sentimento destrói a capacidade de pensar e ...

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O Taxista De Araxá

O Taxista De Araxá

Luciano Pires -



O TAXISTA DE ARAXÁ


Ilustração por Eldes – www.eldes.com



Recentemente fui para Araxá, num evento da Associação Brasileira da Indústria de Massas. Conheci o Tropical Grande Hotel, inaugurado em 1944 por Getúlio Vargas. Fiquei deslumbrado ao entrar no grande saguão do hotel, com aquela arquitetura dos anos 30. Uma pérola, esquecida, e praticamente fora do circuito turístico brasileiro.



Na volta para o aeroporto, uma surpresa. No trajeto, o taxista me falou de sua vida. Com 46 anos de idade, aparenta 56, e me sensibilizou ao dizer:



“Doutor, a primeira vez que calcei um sapato foi aos dezesseis anos. Quando garoto, na roça, eu ouvia a campainha de uma bicicleta e ficava imaginando se um dia teria uma. Pois saí da roça e fui cuidar da vida, com uma mão na frente e outra atrás. Trabalhei muito, honestamente. Hoje tenho três carros e este celular. Cada vez que o celular toca, eu choro. Ao lembrar de onde vim e até onde cheguei”.



Nas últimas semanas tenho vivido as contradições de ser brasileiro. Fui ao Rio de Janeiro palestrar na nova sede do SESC, vizinha da Cidade de Deus, aquela do filme que fez sucesso. Na entrada do belo conjunto de prédios do SESC, uma grande maquete do complexo escolar que estão construindo ao lado. Coisa de primeiro mundo. Uma escola de nível médio com tudo aquilo que estamos acostumados a ver nos filmes estadunidenses. Ali, no Rio, ao lado da Cidade de Deus…



Depois, em Águas de São Pedro, palestrei no Encontro Estadual de Supervisores do Magistério. Mais de trezentas pessoas discutindo os meios de elevar o nível da cultura e da educação brasileira. Ninguém conformado…



Em seguida, Aracajú, na reunião anual da Fundação Brasil Criativo. Mais de 400 pessoas discutindo como melhor utilizar os processos criativos no nosso dia a dia, na educação e no trabalho. E já era o sétimo encontro em Aracajú!



A próxima palestra foi na APAS, a feira da Associação Paulista de Supermercados em São Paulo. Centenas de estandes, mais de 60 mil visitantes, a economia brasileira em todo seu esplendor num evento de primeiro mundo.



Depois, Rio Claro, palestrar para mais de 500 pessoas num evento organizado para proporcionar àquela comunidade o contato com novas idéias, novos processos.



Em seguida foi a Bienal do Livro, no Rio. Meu texto “Mar de Letras” já disse o que vi e senti ali.



Pois é…



Nas últimas semanas conheci projetos brasileiros capazes de orgulhar qualquer cidadão de primeiro mundo. Conheci pessoas interessadas em fazer acontecer. E tive a certeza que olhar o Brasil pela ótica dos políticos, da mídia interessada nos deslizes e daqueles que desertaram da luta, é burrice.



Só um olhar me interessa. O das pessoas que estão fazendo acontecer, num movimento silencioso que aos poucos vai moldando uma nova cultura, um novo Brasil.



O Brasil do taxista de Araxá.