Artigos Café Brasil
O pacto dos canalhas
O pacto dos canalhas
Isca Intelectual de Luciano Pires sobre o grande mal ...

Ver mais

A colheita
A colheita
isca intelectual de Luciano Pires, sobre um Brasil que ...

Ver mais

Pelo exemplo
Pelo exemplo
Isca intelectual de Luciano Pires sobre gestão. Todo ...

Ver mais

Quem faz nossa cabeça
Quem faz nossa cabeça
Isca intelectual de Luciano Pires. Imagino uma criança ...

Ver mais

562 – Orgulho de ser corrupto
562 – Orgulho de ser corrupto
Podcast Café Brasil 562 - Orgulho de ser corrupto. ...

Ver mais

561 – Intueri
561 – Intueri
Podcast Café Brasil 561 - Intueri. Às vezes você tem a ...

Ver mais

560 – Welcome to the Hotel California
560 – Welcome to the Hotel California
Podcast Café Brasil 560 - Hotel Califórnia. O programa ...

Ver mais

559 – Vida de vampiro
559 – Vida de vampiro
Podcast Café brasil 559 - Vida de vampiro. Ainda na ...

Ver mais

LíderCast 069 – Panela Produtora
LíderCast 069 – Panela Produtora
Hoje converso com Daniel, Filipe, Janjão e Rhaissa ...

Ver mais

LíderCast 068 – Gilmar Lopes
LíderCast 068 – Gilmar Lopes
Hoje converso com Gilmar Lopes, que de pedreiro se ...

Ver mais

LíderCast 067 – Roberto Caruso
LíderCast 067 – Roberto Caruso
Hoje conversamos com Roberto Caruso, um empreendedor ...

Ver mais

LíderCast 066 – Alex Bezerra de Menezes
LíderCast 066 – Alex Bezerra de Menezes
Hoje converso com Alex Bezerra de Menezes, que é Clark ...

Ver mais

Confraria Café Brasil
Confraria Café Brasil
A Confraria Café Brasil nasceu para conectar pessoas ...

Ver mais

Videocast Nakata T02 10
Videocast Nakata T02 10
Videocast Nakata Temporada 02 Episódio 10 - Hábitos ...

Ver mais

Videocast Nakata – T02 09
Videocast Nakata – T02 09
Videocast Nakata - Temporada 02 Episódio 09 Quando ...

Ver mais

Videocast Nakata T02 08
Videocast Nakata T02 08
Videocast Nakata Temporada 02 Episódio 08 Já falei ...

Ver mais

Assuma o Brasil de vez
Adalberto Piotto
Olhar Brasileiro
Isca intelectual de Adalberto Piotto, No Brasil, tem coisas que só acontecem no Brasil.

Ver mais

A mentalidade da caixa preta
Raiam Santos
Fiquei um tempinho distante do MundoRaiam porque estava em “Modo Buda” focado 100% na produção do meu quinto livro CLASSE ECONÔMICA: PAÍSES BALCÃS. Agora que o livro já tá na mão da ...

Ver mais

O coração da empresa
Tom Coelho
Sete Vidas
“Se fôssemos bons em tudo não necessitaríamos trabalhar em equipe.” (Gisela Kassoy)   É comum qualificarmos as empresas como “organismos vivos”. E, sob esta ótica, comparar seu funcionamento ...

Ver mais

Manual de disrupção do marketing
Mauro Segura
Transformação
17 fenômenos acontecendo no marketing que nem todo mundo está enxergando

Ver mais

O que é Popular?

O que é Popular?

Luciano Pires -

Estou viciado no Auditório Ibirapuera. Vira e mexe vou lá, num domingo pela manhã, numa sexta à noite ou em qualquer dia da semana que posso. Já assisti ali shows memoráveis de André Abujamra, Antonio Nóbrega, Tangos e Tragédias, Funk Como Le Gusta e muita gente mais. Um auditório maravilhoso, confortável, seguro, com acústica perfeita e frequentado por gente que sabe o que está fazendo lá. Quando o show é caro, custa 30 reais… Ou seja: consigo apreciar o que existe de mais fascinante na música brasileira, pagando bem barato.

Esta semana estive no SESC da Avenida Paulista. Assisti um maravilhoso show de jazz, lanchei numa “comedoria” deliciosa, e visitei uma lojinha com CDs inacreditáveis… Saí de lá alimentado, com seis CDs e com o espírito leve de quem se entrega à boa música. E gastei em torno de 80 reais, incluídos os seis CDs…

Então recebo este email da leitora Lívany Salles com um comentário interessante:

“Luciano, brasileiro sempre reclama que cultura é para intelectuais ou que cultura custa caro, como se fosse um objeto que pode ser vendido ou comprado. Parece até que as pessoas dão mais valor quando compram um ingresso caro para uma peça de teatro ou vão ao cinema nos finais de semana e feriados, gastando dinheiro com estacionamento, com comida e com o ingresso propriamente dito, que anda bem salgado, diga-se de passagem. Não estou dizendo para ninguém deixar de ir ao teatro ou ao cinema, pelo contrário. Apenas afirmo que existem opções para os dias de, digamos, vacas magras. E, ultimamente, como a grana anda hiper apertada, resolvi entrar na ‘onda’ dos eventos gratuitos. Descobri tantas opções que algumas até calham de ser no mesmo dia e horário. Ou seja, estou até escolhendo! Ontem fui numa palestra do programa Café Filosófico. Bom, a palestra foi fenomenal e saí com aquela sensação de ‘ah, se todos aproveitassem essas oportunidades’. Se realmente as pessoas dessem valor. Conclusã uma noite super agradável ao preço de duas passagens de ônibus e um chocolate quente que custou R$ 0,65. E eu vejo tanta gente reclamando que não sai porque não tem dinheiro. Ou, então, reclama que não tem opção de lazer. Que tudo o que é bom, é caro. Mas basta sair de casa para encontrar diversas oportunidades de apreciar bons programas sem gastar muito dinheiro.”

Pois é… Minhas experiências no Auditório Ibirapuera, no SESC e em tantos outros lugares, assim como o email da Lívany, me levam a uma daquelas reflexões: o que é “popular”?
As definições de dicionários dizem que popular é aquilo que é do povo comum a todos democrático. Portanto acessível. Pelo critério da acessibilidade ao artista, então “popular” é a Orquestra de Câmara da Ulbra lá de Porto Alegre, dirigida por meu amigo Tiago Flores, que cobra 10 ou 15 reais pelo ingresso, quando não toca de graça. “Popular” é a Biblioteca Municipal, que não cobra ingresso. “Popular” é o grupo de chorinho que toca todo sábado na Feira da Benedito Calixto, sem cobrar nada. “Popular” é a quantidade imensa de artistas independentes que vendem seus CDs como podem, por 5, 10 ou 15 reais. “Popular” são o SESC e o Auditório Ibirapuera.

Mas curiosamente nossa sociedade inverteu essa lógica: “populares” são a Ivete Sangalo. A Banda Calypso. Zezé di Camargo e Luciano. Roberto Carlos. Artistas competentes, batalhadores, mas a cujos shows é impossível ir sem gastar 80, 100 ou 200 reais.

Sacou o jogo? Neste nosso mundo midiático, quanto mais “popular”, mais caro. E inacessível.

Felizmente temos aquela velha arma nas mãos: a liberdade de escolha para optar pelos artistas dos auditórios Ibirapuera e Sescs.

Liberdade de escolha, sempre ela…

Pena que a maioria não usa.