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Se tenho orgulho de meu país? Sim. Mas também tenho vergonha.

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O quê e o porquê.

O quê e o porquê.

Luciano Pires -

Em recente entrevista para a Folha de São Paulo, o deputado e ex-ministro Miro Teixeira contou que em 2003 participou de uma reunião de cúpula com mais três importantes membros do governo então recém eleito, para discutir como montar no Congresso uma base de apoio político que assegurasse o atingimento das metas por eles fixadas. O depoimento de Miro é fundamental para quem quer compreender a história do Brasil nos anos do governo do PT.

Faço um exercício de imaginação, criando cenários para aquela reunião da qual Miro Teixeira participou. Veja:

Cenário A, o angelical. Aqueles quatro eram exatamente o que a propaganda do PT dizia que eram: generosos e altruístas santos estadistas, que tinham em mente um “quê” comum: justiça, paz e harmonia, baseados em princípios da integridade, do caráter, do bem para o povo brasileiro. Anjos.

Cenário B, o demoníaco. Os quatro estavam apenas interessados em construir uma estrutura que garantisse o poder pelo maior tempo possível, usando para isso qualquer meio, e assim obtendo imensos privilégios para os partidos aliados e para cada um deles. Demônios.

Cenário C, o soberbo. Os quatro, imbuídos daquela arrogância que só os ignorantes ostentam, tinham certeza que eram donos da verdade, que conheciam todas as soluções e receitas infalíveis para fazer do Brasil um paraíso. Soberbos.

Lembrando: a discussão girava em torno do como fazer para obter o apoio da maioria dos parlamentares. Miro diz: ”

– Havia quem dissesse que a maioria poderia ser em torno de projetos. E havia quem dissesse que aquele Congresso burguês poderia ter uma maioria organizada por orçamentos. Essa tendência dos que quiseram organizar pelo orçamento foi vitoriosa.

Bem, vou esclarecer. “Organização por orçamento” faz parte daquilo que chamo de “nonsense semântico”, está na mesma cesta de “recursos não contabilizados”, significa nada mais que “comprar apoio com dinheiro”.

Miro Teixeira disse que ele e o ex-ministro Palocci foram contra essa tese, mas foram votos vencidos. Era uma reunião entre quatro pessoas, duas a favor de uma tese, duas contra, deveria dar empate, mas venceu a tese dos dois mais fortes, Lula e Zé Dirceu: compre-se os parlamentares.

Deu no que deu.

Tivesse vencido o “como” dos que defendiam a conquista do apoio através de projetos, talvez não tivessem acontecido mensalão, petrolão ou outros ãos… E a situação hoje seria completamente diferente.

Angelical, diabólico ou soberbo. Escolha o cenário que você acha que orna com o “como” adotado por eles, e você compreenderá que mais importante que as atitudes tomadas, são as razões pelas quais elas são tomadas.

Não analise o que foi feito. Analise por que foi feito.

E a luz se fará.