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– Eu amo o mundo! Eu detesto o mundo! Eu creio em Deus! Deus é um absurdo! Eu vou me matar! Eu quero viver!
– Você é louco?
– Não, sou poeta.


Esse é o poema “Simultaneidade” de Mario Quintana, poeta gaúcho cuja obra é reverenciada por todos os que têm sensibilidade para perceber as sutilezas da alma. Escrevi este texto na Casa de Cultura Mario Quintana, em Porto Alegre, enquanto preparava-me para realizar uma palestra.
Originalmente um hotel construído no início do século passado, a Casa de Cultura Mario Quintana transformou-se num grande centro voltado à preservação e incentivo das artes. Localizada no centro de Porto Alegre, conta com dezenas de salas de leitura, teatros, ateliês e auditórios. E promove eventos diariamente. É um banho de cultura, num país que precisa desesperadamente de cultura.
Mas lá existe um lugar mágico. Um quarto do antigo hotel, onde viveu Mario Quintana por vários anos, está preservado. É o “quarto do poeta”.
Numa pequena sala, por uma parede de vidro, pode-se ver o quarto simples, com os pertences do poeta que faleceu em 1994 aos 88 anos.
Fascinado, me atrevi a perguntar se era possível entrar no quarto. Como eu era o palestrante do dia, a resposta foi “sim”. O diretor foi buscar a chave e meu estômago foi ficando gelado… Pedi para entrar sozinho e para que o diretor fechasse a porta.
Pronto. Eu estava dentro de um santuário.
Em silêncio, caminhei pelo quarto minúsculo.
Ali, uma velha máquina de escrever. Toquei nas teclas. Do lado, alguns livros. Toquei na bengala encostada na cadeira. Não me atrevi a sentar na poltrona. Na parede, fotos de Greta Garbo, Cecília Meirelles, Charles Chaplin… A cama, pequenina, com o lençol bordado… Um cinzeiro cheio de bitucas. Uma garrafa de água mineral. Sobre uma mesa, uma velha TV destoando do ambiente. Emocionei-me ao tocar nas folhas de caderno onde, com sua letra, estavam escritos alguns poemas.
Simples. Admiravelmente simples. Assim era o poeta. Para causar impacto sobre nossas vidas precisou apenas de poucos pertences e um tímido quarto de hotel.
O poeta não fez planos de marketing.
O poeta fez arte. E tornou-se eterno.
Saí do quarto emocionado. Em silêncio, lembrando do “Poeminha do Contra”, do grande, simples e solitário Mario Quintana:


Todos estes que aí estão
Atravancando o meu caminho,
Eles passarão…
Eu passarinho!