Artigos Café Brasil
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“Existe uma força vital curativa com a qual o médico tem de contar. Afinal, não é o médico quem cura doenças: ele deve ser o seu intérprete.” (Hipócrates)   Dediquei-me nas últimas semanas ...

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Tá tudo invertido Quem diria? “A nova ordem mundial não é explicada pelo declínio dos Estados Unidos da América, mas sim pela ascensão de todos os outros países”. Fareed Zakaria Desde 2009, ...

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Cafezinho 2 – O bobageiro
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O problema deles

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Luciano Pires -

Publiquei o podcast Café Brasil 251 – Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil, onde entrevisto Leandro Narloch, o autor do livro homônimo, dos mais vendidos no país em 2011. A Livraria Cultura lançou o livro no formato audiolivro e eu tive a honra de ser o narrador.

Leandro deixa clara uma questão preciosa: existe uma grande quantidade de historiadores compromissados com a ciência, que estão recolocando a história do Brasil nos eixos. No processo, eles derrubam mitos, recompõem verdades e revelam as armadilhas ideológicas que ajudam a explicar a imagem que temos do Brasil.

A história do Brasil foi reescrita, especialmente ao longo dos anos 1980,  a partir de falácias lógicas, como a falácia do falso dilema ou do pensamento preto e branco: tudo se resume a um pobre oprimido lutando contra um poderoso bandido. Índio é do bem, fazendeiro é do mal. Trabalhador é do bem, empregador é do mal. Pobre é do bem, rico é do mal. Não existem opções, ou é preto ou é branco.

“A história que a gente aprendeu era sempre uma fábula de personagens do mal contra personagens do bem. Os do mal eram sempre os ricos, as grandes potências, os poderosos. Os historiadores tentaram encaixar a luta de classes, conceitos marxistas, na história do Brasil. Pegaram o conceito e encaixaram à força na história. Hoje se faz o contrário: o historiador lê a documentação antiga e tira a conclusão. Se a conclusão é a favor ou contra  a ideologia dele, não importa. Ele é um cientista.”, diz Leandro.

Lembrei dessa entrevista quando estive em Nova Iorque, na semana passada e passei em frente ao prédio da New York Historical Society, que está em obras. Os painéis que o circundam tem estampados os rostos de dezenas de personalidades históricas. Nenhum jogador de beisebol, nenhum artista de cinema, apenas políticos, educadores, escritores, líderes e legisladores. Tentei imaginar como seria o mesmo painel aqui no Brasil, quem seriam as personalidades, que tipo de conhecimento temos sobre elas, como as reverenciamos e que herança elas nos deixaram. Lembrei-me especialmente do final dos anos 1950, dos “50 anos em 5”, quando éramos campeões mundiais de futebol, basquete, tênis e boxe. Quando construíamos a cidade mais moderna do mundo, a Bossa Nova conquistava mercados, Marta Rocha quase ganhava o Miss Universo, o Cinema Novo aparecia com uma proposta diferente, gente como Carlos Drummond de Andrade, Nelson Rodrigues, Villa Lobos, Procópio Ferreira, Anita Malfatti e tantos outros representavam a elite intelectual nacional. Como nos EUA de hoje, havia muitos motivos para orgulho. E concluí que algo se perdeu pelo caminho… 

O revisionismo histórico baseado na militância ideológica construiu uma visão negativa sobre nossas raízes, nossos antepassados, nossos líderes, nossa capacidade de criar soluções. Aprendemos a transferir a culpa para um certo “eles”, exploradores, poderosos, maquiavélicos, gananciosos e insaciáveis. Tudo é culpa deles. E como eles são poderosos e inimputáveis, aprendemos que sempre será assim… e nos conformamos.

Ouça o podcast Café Brasil 251 – Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil em http://www.portalcafebrasil.com.br/dlog/guia-politicamente-incorreto-da-historia-do-brasil. Se você ficar nervoso, já será um começo. Você estará no caminho para entender que o problema não são “eles”. E nem é “deles”. 

É nosso. 

Luciano Pires