Artigos Café Brasil
Silvio Santos, Zé Celso e o Oficina
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Uma reunião para ser objeto de estudo em qualquer aula ...

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#TransgressaoEhIsso
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Transgredir é muito mais que pintar o rosto, urinar na ...

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Vem aí o Cafezinho
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Nasce nesta segunda, 4/9 o CAFEZINHO, podcast ...

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Educação adulta
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Preocupados demais com a educação de nossos filhos, ...

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591 – Alfabetização para a mídia
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Hoje em dia as informações chegam até você ...

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590 – O que aprendi com o câncer
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LíderCast 91 – Saulo Arruda
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Saulo Arruda, que teve uma longa carreira como ...

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Confraria Café Brasil
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Videocast Nakata Temporada 02 Episódio 10 - Hábitos ...

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Vale fazer um curso universitário se as profissões vão desaparecer?
Mauro Segura
Transformação
Numa perspectiva de que tudo muda o tempo todo, será que vale a pena sentar num banco de universidade para se formar numa profissão que vai desaparecer ou se transformar nos próximos anos?

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Tolerância? Jura?
Fernando Lopes
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Engraçada essa tal “tolerância” que pregam por aí, por dois simples motivos: 1) é de mão única e 2) pretende tolher até o pensamento do indivíduo. Exagero? Não mesmo. Antes que algum ...

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Ensaio sobre a amizade
Tom Coelho
Sete Vidas
“A gente só conhece bem as coisas que cativou. Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm ...

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Um reino que sente orgulho de seus líderes
Luiz Alberto Machado
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Um reino que sente orgulho de seus líderes  Victoria e Abdul   Uma vez mais, num curto espaço de tempo, o cinema nos brinda com um filme baseado na história de uma destacada liderança britânica. ...

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Cafezinho 29 – O menos ruim
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Comece a reparar nos discursos que você faz e ouve ...

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Cafezinho 28 – No grito
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Não dá pra construir um país no grito.

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Cafezinho 27 – Planos ou esperanças
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Tem gente que, em vez de planos, só tem esperança.

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Cafezinho 26 – Brasil Futebol Clube
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Não dá para ganhar um jogo sem acreditar no time.

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O preço da liberdade

O preço da liberdade

Luciano Pires -

Larry Flynt é um editor norte-americano, criador da Hustler, revista masculina que desde que nasceu, no início dos anos 70, ficou célebre pelos excessos na linguagem pornográfica, impertinente e mal educada, uma agressão à moral e aos bons costumes da sociedade. A Hustler rendeu a Larry Flynt muita dor de cabeça. Ele foi perseguido por gente que se julgou ultrajada e pela justiça, sofrendo em 1978 um atentado que o deixou paraplégico.

No filme O Povo Contra Larry Flynt, o ator Edward Norton interpreta o advogado de Flynt, Alan L. Isaacman, reproduzindo trechos de sua argumentação em julgamentos ao longo dos anos. Um desses trechos cai como uma luva para o momento que vivemos no Brasil:

“Estamos discutindo uma questão de gosto, não de Lei. E é inútil discutir gosto – muito menos nos tribunais. (…) Na verdade, tudo o que esta discussão faz é permitir a punição de discursos impopulares (…) – e estes são vitais para a saúde da nação. Não estou tentando convencê-los de que deveriam gostar do que Larry Flynt faz. Eu não gosto do que ele faz. Mas o que eu gosto é de viver num país onde você e eu podemos tomar esta decisão por nós mesmos. Eu gosto de viver num país no qual eu possa pegar a revista Hustler, lê-la se quiser ou atirá-la no lixo se acho que ali é seu lugar. Ou não comprá-la. Gosto de ter esse direito, me importo com ele. E vocês deveriam se importar com ele também, porque vivemos num país livre. Dizemos muito isso, mas às vezes nos esquecemos do que significa. Vivemos num país livre. Esta é uma ideia poderosa, é um jeito maravilhoso de se viver. Mas há um preço para esta liberdade, que é, às vezes, ter que tolerar coisas das quais não gostamos necessariamente.

Se começarmos a cercar com paredes aquilo que alguns de nós julgam como sendo obsceno, acordaremos um dia e perceberemos que surgiram paredes em lugares que jamais esperaríamos que surgissem. E aí não poderemos ver ou fazer nada. E isto não é liberdade”.

Que tal?

O que define uma democracia não é a prevalência da vontade da maioria, mas a liberdade de poder dizer “não” das minorias.

O que define uma democracia é a liberdade que você tem de dizer o que quiser, quando quiser e como quiser, assumindo a responsabilidade pelo que diz.

Aceitar que alguém exponha uma opinião contrária à sua, por mais absurda que você a julgue, é regra da democracia. Quando você não aceita que a pessoa exponha a opinião, você não é um democrata. Entenda bem, não é que você deva concordar com a opinião e sim aceitar que ela possa ser exposta.

Conviver com quem pensa diferente é o grande teste para um democrata, mas isso é difícil, sabe? A gente se irrita e rapidamente começa a arquitetar formas de se livrar do pentelho que nos enche o saco. E esse conceito de “se livrar” é muito abrangente, vai de um fingir que concorda só para ele parar de encher o saco ou invadir a sala de aula para impedir o professor de falar, até um “deletar”, que pode ser virtual ou real…

Neste Brasil esculhambado, com tentativas de censura para todo lado, estamos saindo da fase do extermínio virtual para o real.

A primeira a ser deletada será a liberdade de seu inimigo.
 
Em seguida, a sua.

Azar nosso.

Luciano Pires