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Meu amigo Irineu Toledo criou um projeto chamado ...

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O pessoal da Chinchila fez uma paródia de Bohemian ...

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O Guia do Anunciante em Podcasts
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Conversei com o Marcelo Szuster no LíderCast 175, um ...

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Cara, você aceita pagar pelo ingresso de um show a ...

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A doação de órgãos é um ato de generosidade, é o ...

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LíderCast 177 – Rodrigo Ricco
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CEO da Octadesk, empresa focada na gestão de ...

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Professor, podcaster e profissional de marketing e ...

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046 – Para quem vai anular o voto
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Fiz um vídeo desenhando claramente o que acontece com ...

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Confraria Café Brasil
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A Confraria Café Brasil nasceu para conectar pessoas ...

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Videocast Nakata T02 10
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Videocast Nakata Temporada 02 Episódio 10 - Hábitos ...

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A chave de fenda
Chiquinho Rodrigues
Toninho Macedo era um daqueles músicos de fim de semana. Amava música e tocava seu cavaquinho “de brincadeira” (como ele dizia) aos sábados e domingos em uma banda de pagode ali do bairro onde ...

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Trivium: Capítulo 3 – Morfologia Sincategoremática (parte 6)
Alexandre Gomes
A MORFOLOGIA SINCATEGOREMÁTICA se refere a PALAVRAS que só tem significado quando associadas a outras PALAVRAS.   Bom, se tais palavras se referente a outras palavras, então as funções delas ...

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Vilmoteca
Chiquinho Rodrigues
Ser músico e ter viajado por esse imenso Brasil são dádivas que agradeço todo dia ao Papai do Céu! Ter colecionado experiências e conhecido os mais variados tipos de malucos acabaram fazendo de ...

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Trivium: Capítulo 3 – Palavras Atributivas: verbos, advérbios e adjetivos (parte 5)
Alexandre Gomes
Continuando a tratar de VERBOS, irei expor agora sobre as classes de verbos:   TRANSITIVOS: aqueles que expressam uma ação que começa no sujeito (agente) e “vai até” (trans + ire) o objeto ...

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Cafezinho 228 – O medo permanente
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Enquanto destruíam nosso sistema de justiça criminal ...

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Cafezinho 227 – Paralisia por análise
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A falta de experiência e repertório dessa moçada ...

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Cafezinho 226 – O MCSC
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Um movimento que independe de partidos, de políticos, ...

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Cafezinho 225 – O Meu Everest
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Nos livros, isso tem o nome de planejamento estratégico.

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O preço da liberdade

O preço da liberdade

Luciano Pires -

Larry Flynt é um editor norte-americano, criador da Hustler, revista masculina que desde que nasceu, no início dos anos 70, ficou célebre pelos excessos na linguagem pornográfica, impertinente e mal educada, uma agressão à moral e aos bons costumes da sociedade. A Hustler rendeu a Larry Flynt muita dor de cabeça. Ele foi perseguido por gente que se julgou ultrajada e pela justiça, sofrendo em 1978 um atentado que o deixou paraplégico.

No filme O Povo Contra Larry Flynt, o ator Edward Norton interpreta o advogado de Flynt, Alan L. Isaacman, reproduzindo trechos de sua argumentação em julgamentos ao longo dos anos. Um desses trechos cai como uma luva para o momento que vivemos no Brasil:

“Estamos discutindo uma questão de gosto, não de Lei. E é inútil discutir gosto – muito menos nos tribunais. (…) Na verdade, tudo o que esta discussão faz é permitir a punição de discursos impopulares (…) – e estes são vitais para a saúde da nação. Não estou tentando convencê-los de que deveriam gostar do que Larry Flynt faz. Eu não gosto do que ele faz. Mas o que eu gosto é de viver num país onde você e eu podemos tomar esta decisão por nós mesmos. Eu gosto de viver num país no qual eu possa pegar a revista Hustler, lê-la se quiser ou atirá-la no lixo se acho que ali é seu lugar. Ou não comprá-la. Gosto de ter esse direito, me importo com ele. E vocês deveriam se importar com ele também, porque vivemos num país livre. Dizemos muito isso, mas às vezes nos esquecemos do que significa. Vivemos num país livre. Esta é uma ideia poderosa, é um jeito maravilhoso de se viver. Mas há um preço para esta liberdade, que é, às vezes, ter que tolerar coisas das quais não gostamos necessariamente.

Se começarmos a cercar com paredes aquilo que alguns de nós julgam como sendo obsceno, acordaremos um dia e perceberemos que surgiram paredes em lugares que jamais esperaríamos que surgissem. E aí não poderemos ver ou fazer nada. E isto não é liberdade”.

Que tal?

O que define uma democracia não é a prevalência da vontade da maioria, mas a liberdade de poder dizer “não” das minorias.

O que define uma democracia é a liberdade que você tem de dizer o que quiser, quando quiser e como quiser, assumindo a responsabilidade pelo que diz.

Aceitar que alguém exponha uma opinião contrária à sua, por mais absurda que você a julgue, é regra da democracia. Quando você não aceita que a pessoa exponha a opinião, você não é um democrata. Entenda bem, não é que você deva concordar com a opinião e sim aceitar que ela possa ser exposta.

Conviver com quem pensa diferente é o grande teste para um democrata, mas isso é difícil, sabe? A gente se irrita e rapidamente começa a arquitetar formas de se livrar do pentelho que nos enche o saco. E esse conceito de “se livrar” é muito abrangente, vai de um fingir que concorda só para ele parar de encher o saco ou invadir a sala de aula para impedir o professor de falar, até um “deletar”, que pode ser virtual ou real…

Neste Brasil esculhambado, com tentativas de censura para todo lado, estamos saindo da fase do extermínio virtual para o real.

A primeira a ser deletada será a liberdade de seu inimigo.
 
Em seguida, a sua.

Azar nosso.

Luciano Pires