Artigos Café Brasil
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Nasce nesta segunda, 4/9 o CAFEZINHO, podcast ...

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Ensaio sobre a amizade
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Um reino que sente orgulho de seus líderes  Victoria e Abdul   Uma vez mais, num curto espaço de tempo, o cinema nos brinda com um filme baseado na história de uma destacada liderança britânica. ...

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O que aprendi com o câncer
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Esse é o texto mais importante que escrevi na vida. Na ponta da caneta havia um coração batendo forte. Todo o resto perto a importância perto do que vivemos ao longo desse ano.

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Cafezinho 27 – Planos ou esperanças
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Cafezinho 26 – Brasil Futebol Clube
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O Milho E O Fubá

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Luciano Pires -

Minha filha adolescente dá um trabalho… Tira notas baixas na escola e quando vou reclamar ela diz com todas as letras:
– Todo mundo foi mal. Até mais do que eu.
Reclamo que ela não estuda, que fica tempo demais na internet. E ela é infalível: “Os outros alunos também ficam.”
No final de semana sai com as amigas. E eu fico na orelha para que ela não ande no carro dos amigos mais jovens, que ainda não têm noção do perigo e que bebem nas festinhas. “Ah, pai, todo mundo anda!”
Quer festa de aniversário. Vai convidar os amigos. Menores. Digo que não vou deixar servir bebidas alcoólicas. Lá vem bomba: “Mas em todas as festas que eu vou eles servem!”
Aí chegam as provas de final de ano. Resultado: dependência. As malditas “depês”. Pulo na garganta dela, só para ouvir: “Os outros também ficaram.”
E quando ela vem com suas desculpas de adolescente, mando o velho:
– Quando você vai com o milho, já voltei com o fubá.
E assim levo a vida, em constante atrito com a aborrescente. Até ela amadurecer e entender que existe uma coisa chamada “responsabilidade”, e que não deve usar o comportamento da maioria de seus amigos como justificativa para seus erros e omissões.
Esse talvez seja o maior desafio dos pais: desenvolver o senso de responsabilidade nos filhos. E também o ensinar como utilizar a prática da paridade. Paridade é uma comparação que prova que uma coisa é igual a outra, ou semelhante. É por meio dela que entendemos o mundo. A gente vê ou ouve as coisas e exercita a paridade, comparando o que vemos ou ouvimos com o que conhecemos. Esse exercício comparativo – com base em nossos valores e convicções – é que fundamenta nossos julgamentos. Consideramos algo bom ou ruim a partir dessas comparações.
O que minha filha faz é um exercício de paridade de adolescente. Quando reclamo das notas baixas ela compara com os outros amigos. E conclui que o problema não é só dela, é da maioria. Portanto deve ser normal. E se é normal, não deve ser tão ruim… “Ah pai, não exagera!” 
Seu conceito de “responsabilidade” ainda não amadureceu para entender que a normalidade não se determina pelo comportamento dos outros. Nem da maioria. Fosse assim, trezentos torcedores de um time trucidando um torcedor do time adversário seria normal.
E esse mau uso da paridade não é problema exclusivo dos adolescentes, não. Olhem o caso dos gastos com cartões corporativos do governo. Um escândalo que traz à luz mais uma vez um exercício da paridade dos adolescentes feito por adultos. Alguém apontou comportamento errado dos integrantes do governo? Compare com o governo anterior. Não importa se o PT governa desde 2003. Importa é ver se os outros também tiraram notas baixas: “Ah, mas no tempo do FHC gastava-se mais!”. “O mensalão foi criado na época do FHC! “Só aceito CPI se ela cobrir também a época do FHC!”…
O Brasil é um país adolescente. Nossa democracia é adolescente. Mas nossos políticos são bem crescidos. Não podem usar justificativas adolescentes para seus atos. Ah, os problemas estão sendo encontrados? A CPI vai ser criada? A ministra já caiu? O ministro já devolveu o dinheiro? O governo está fazendo tudo pela moralidade? Temos transparência?
– Quando vocês vêm com o milho, já voltei com o fubá.
Mas digamos que tudo isso fosse verdade e que providências estão sendo tomadas. Ainda assim teríamos uma grande encrenca, pois o pior problema não dá pra contabilizar: o exemplo que está sendo passado para nossos filhos, de que os erros passados justificam ou atenuam os atuais.
Não justificam. Não atenuam.
Responsabilidade. É isso que explico todo dia para minha filha.
E haja milho…