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O mensalão e os poetas da corrupção

O mensalão e os poetas da corrupção

Luciano Pires -

Tenho passado algumas horas assistindo na TV Justiça o julgamento do Mensalão. São aulas preciosas sobre justiça, retórica, lógica, política, jornalismo… Que maravilha! Vemos alguns dos advogados mais conceituados e bem pagos do Brasil tentando provar que seus clientes são inocentes, e os juízes interpretando os autos para concordar ou discordar das argumentações. Preciosas aulas de defesa de pontos de vista e de tomada de decisão, de escolha.

Num dos momentos-chave do julgamento entrou em discussão a questão dos “atos de ofício” que em português simples quer dizer: provas materiais. Existe algum ato de ofício, algum memorando, bilhete, email ou outro documento assinado pelo acusado que prove seu envolvimento no caso? Os advogados de defesa dizem que sem atos de ofício não existem provas.

Refletindo sobre a questão da subjetividade da materialidade (olha que louco isso!) das provas no mundo da retórica, lembrei-me de um texto que li no delicioso livro Senso Crítico de David W. Carraher, escrito pelo professor e pesquisador Stephen A. Tyler em seu livro The Said and The Unsaid (O Dito e o Não-Dito):

“Alguns objetos de nosso mundo são aparentemente não problemáticos – mesas, cadeiras e coisas semelhantes – enquanto outros, tais como pensamentos, imagens, memórias e dores, tem um status de objeto peculiar… Sua maior peculiaridade é que, embora não tenham nenhuma representação externa na percepção sensorial, falamos sobre eles como se não diferissem nada de mesas e cadeiras que, como todos sabem, podem ser percebidas pelos sentidos. Posso dizer que ‘eu tenho um pensamento’ do mesmo modo que diria ‘eu tenho duas pernas’, como se o pensamento e as pernas fossem objetos da mesma natureza. O problema é que nossa linguagem parece mentir a nós mesmos, pois ‘ter pensamentos’ não pode ser verificado ou descrito do mesmo modo que ‘ter pernas’; as pernas e os pensamentos não são objetos da mesma realidade. A linguagem trata pensamentos e pernas como se ambos tivessem extensão no espaço, como se fossem ambos substâncias.”

Parece que foi por aí que a discussão andou: os advogados tentando mostrar que o depoimento de uma testemunha – a subjetividade – , não tem, para efeito de prova, a mesma substância que o memorando assinado – a materialidade – pelo acusado. Sem prova, sem atos de ofício, sem culpa. Pois é. Aí me lembrei de nosso Poeta João Cabral de Melo Neto:

“As palavras pedra ou faca ou maçã, palavras concretas, são bem mais fortes, poeticamente, do que tristeza, melancolia ou saudade. Mas é impossível não expressar a subjetividade. Então, a obrigação do poeta é expressar a subjetividade, mas não diretamente. Ele não tem que dizer ‘eu estou triste’. Ele tem é que encontrar uma imagem que dê ideia de tristeza ou do estado de espírito – seja ele qual for – por meio de palavras concretas e não simplesmente se confessando na base do eu estou triste.”

Então matei a charada.

Zé Dirceu, Genoíno, João Paulo Cunha, Delúbio, Silvio, Valdemar, Jefferson e outros políticos envolvidos no caso, inclusive o sujeito oculto, não são simplesmente desonestos ou – no dizer do Procurador Geral da República – membros de uma quadrilha.

São poetas da corrupção.

Luciano Pires