Artigos Café Brasil
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Vem aí o Cafezinho
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Nasce nesta segunda, 4/9 o CAFEZINHO, podcast ...

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Educação adulta
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Preocupados demais com a educação de nossos filhos, ...

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Vale fazer um curso universitário se as profissões vão desaparecer?
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Transformação
Numa perspectiva de que tudo muda o tempo todo, será que vale a pena sentar num banco de universidade para se formar numa profissão que vai desaparecer ou se transformar nos próximos anos?

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Engraçada essa tal “tolerância” que pregam por aí, por dois simples motivos: 1) é de mão única e 2) pretende tolher até o pensamento do indivíduo. Exagero? Não mesmo. Antes que algum ...

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Ensaio sobre a amizade
Tom Coelho
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“A gente só conhece bem as coisas que cativou. Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm ...

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Um reino que sente orgulho de seus líderes
Luiz Alberto Machado
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Um reino que sente orgulho de seus líderes  Victoria e Abdul   Uma vez mais, num curto espaço de tempo, o cinema nos brinda com um filme baseado na história de uma destacada liderança britânica. ...

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Cafezinho 29 – O menos ruim
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Cafezinho 28 – No grito
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Não dá pra construir um país no grito.

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Cafezinho 27 – Planos ou esperanças
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Tem gente que, em vez de planos, só tem esperança.

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Cafezinho 26 – Brasil Futebol Clube
Cafezinho 26 – Brasil Futebol Clube
Não dá para ganhar um jogo sem acreditar no time.

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O meiostream

O meiostream

Luciano Pires -

No Podcast Café Brasil 525 Empreende Dor, fiz uma série de afirmações sobre o desafio de empreender no Brasil:

Empreender dói; empreender não é pra todo mundo; empreender não é apenas abrir um negócio próprio; empreender é MUITO mais difícil do que você pensa; o ambiente de negócios no Brasil é um dos mais áridos do mundo, você será sócio do Estado, que levará mensalmente boa parte dos recursos que você obteve ou tem guardado; as chances de dar errado são infinitamente maiores que as de dar certo; dificilmente você chegará a algum lugar oferecendo mais do mesmo. Quer aumentar as chances de dar certo? Estude antes de empreender, se prepare, viaje para o futuro e de lá olhe para o presente.

O retorno daquele programa foi espetacular. Recebi comentários suficientes para mais um ou dois programas. Parece que temos uma quantidade imensa de gente preferindo manter os pés no chão à cabeça nas nuvens. Uma das conversas com amigos envolveu os desafios do empreendedorismo no mundo da música, e ouvi um termo que acabou por resumir tudo aquilo que tenho tentado expressar. Falávamos que a discussão do empreendedorismo no mundo da música está sempre focada no “mainstream”, a área onde transitam os artistas que atingiram o megasucesso.

– Se deu certo com o Sepultura, vai dar certo comigo.

– Se a Anitta conseguiu, eu também consigo.

O outro lado da moeda está no underground, a região onde circulam os artistas completamente fora das mídias de massa, que precisam de outras profissões para sobreviver. São os carteiros, os padeiros, as secretárias, as enfermeiras, o comissário de bordo, o professor, a bancária, que nas horas vagas conseguem estudar, ensaiar, se apresentar aqui e ali a duras custas, pelo puro amor à arte.

Discutíamos o oito e o oitenta quando, entre o mainstream e o underground, surgiu o termo que eu buscava: o meiostream.

No meiostream estão os milhões que, embora não tenham atingindo o sucesso milionário, conseguem viver de sua arte com dignidade, com tribos de fãs fiéis e desenvolvendo o trabalho que amam com competência e tesão.

É isso! Meiostream! A maioria dos empreendedores sérios que encararem o desafio de investir em seus sonhos, provavelmente viverá a vida no meiostream, batalhando duro sem jamais conseguir comprar um iate, um avião, um apartamento em Paris. Nunca se apresentarão para dezenas de milhares de fãs, não estarão na novela da Globo, não serão reconhecidos nas ruas, não serão entrevistados nos programas de economia, não serão capa da Exame nem se transformarão em cases de sucesso a serem estudados pelas escolas de empreendedorismo. Serão nada mais que pais e mães empenhados em conseguir educar os filhos, em pagar suas contas, em manter seu crédito em dia… gente da classe média. Alguns da média alta, outros da média média, mas nenhum milionário. Sem glamour, sem baba ovos, sem visibilidade.

E o mais interessante: muitos deles perfeitamente confortáveis em permanecer no meiostream. Eles sabem que o preço pago por quem está no mainstream é a  perda do controle sobre sua arte e, em última instância, a liberdade. Outros meiostreamers consideram que estão obtendo o suficiente, não precisam de milhões de fãs nem de centenas de colaboradores, não precisam vender sua start up por bilhões de dólares, não precisam ter dois disto, três daquilo… Consideram que são bem sucedidos sendo o que são e como são.

Será que isso não é conformismo? Não acho. Acho que é equilíbrio, é a capacidade de calibrar seus esforços, de estabelecer seus limites e, dentro deles, sentir-se realizado. Isso é uma bênção.

Me identifiquei imediatamente. Sou parte do meiostream.

É possível ser feliz nele.