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O maior brasileiro de todos os tempos

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Luciano Pires -

E o SBT coloca no ar um daqueles programas caça-níqueis com o título nada humilde de O MAIOR BRASILEIRO DE TODOS OS TEMPOS. E coloca nas mãos do público a indicação dos nomes, sem uma definição clara de critérios. É claro que só poderíamos esperar um desastre, com Luan Santana à frente de Tom Jobim, Neymar à frente de Garrincha e o tal “bispo” Edir Macedo à frente de Ruy Barbosa, entre outros absurdos. A lista é repleta de nomes que demonstram a incapacidade do povo de compreender algo mais que a visibilidade das personalidades, que são escolhidas muito mais pela presença no imaginário do que por seus feitos.

Não perderei tempo aqui analisando a lista de indicados, mas quero fazer um comparativo com outra lista que ouvi no rádio. Tratava da escolha na Inglaterra das músicas mais importantes de todos os tempos. Deu Queen na cabeça, com Bohemian Rhapsody. E Adele em quarto lugar à frente de ninguém menos que Beatles… Adele à frente dos Beatles? Quem é Adele? Pois é…

Quando Elton John e Stevie Wonder apresentaram-se no Rock’n Rio manifestei meu entusiasmo ao vê-los apresentando músicas com 30, 40 anos de idade e fazendo com que a platéia cantasse junto. E questionei se queridinhos do momento como Rihana e Adele também levantarão platéias daqui a 45 anos, como fez Paul McCartney na abertura das Olimpíadas com Hey Jude, canção de 1968… Meu interlocutor respondeu:

– Ah, mas eram tempos diferentes…

Exato! Tempos muito diferentes, sem o conhecimento que hoje temos, sem a internet, sem os projetos de marketing, sem chuteiras e bolas tecnológicas, sem carros de corrida computadorizados, sem programas para corrigir erros de gravação. Tempos em que o talento era imprescindível. O que mantém em evidência aqueles ídolos durante 40, 50 anos não é outra coisa que não o talento. Portanto, para escolher o Maior Brasileiro de Todos os Tempos o único critério possível deveria ser TALENTO. Talento para liderar, para criar, para descobrir e implementar idéias que mudaram a história de nossa sociedade.

Os doze indicados para a final são dois esportistas (Senna e Pelé), cinco políticos (FHC, Lula, Juscelino, Getúlio e Princesa Izabel), dois religiosos (Chico Xavier e Irmã Dulce), um arquiteto (Niemeyer), um inventor (Santos Dumont) e um mito (Tiradentes). Nenhum educador, nenhum cientista.

O programa do SBT é uma bobagem. Essa eleição é uma bobagem. A lista de concorrentes é uma bobagem. E você deve perguntar:

– Mas então, Luciano, por que perder tempo com essa bobagem?

Porque o que o programa demonstra não é bobagem: o triste retrato de uma época e dos critérios de escolha do mesmo povo que, a cada dois anos, elege os políticos que vão nos dirigir. Definitivamente, ninguém é tão burro quanto a soma de todos nós.

O que restou foi a profunda vergonha alheia de ver o jornalista Carlos Nascimento rasgar sua biografia anunciando Tiririca, Joelma, Lua Blanco (?), Anderson Silva e Dedé do Vasco entre os 100 indicados…

Já fomos mais inteligentes.

Luciano Pires