Artigos Café Brasil
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Não sei se estou certo, não fui pela emoção, não estou ...

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O que distingue uma democracia de uma ditadura é a ...

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O dia seguinte
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Com o aumento considerável do mercado de palestrantes ...

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Fact Check? Procure o viés.
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Uma pesquisa de 2016 sobre comportamento humano mostrou ...

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Empreendedora cultural e agora cineasta, que ...

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LíderCast 127 – Lito Rodriguez
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Empreendedor, criador da DryWash, outro daqueles ...

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046 – Para quem vai anular o voto
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Confraria Café Brasil
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Marxistas brasileiros vivem espécie de alucinação coletiva recorrente
Carlos Nepomuceno
O jornal Folha de São Paulo publica um artigo feita por uma petista confessa: Ver aqui: https://www.facebook.com/carlos.nepomuceno/posts/10156853246303631 …sem nenhum fato, baseado em ...

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Fernando Lopes
Iscas Politicrônicas
O advogado Mike Godwin criou em 1990 a seguinte “lei” das analogias nazistas: “À medida que uma discussão online se alonga, a probabilidade de surgir uma comparação envolvendo Adolf Hitler ou os ...

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Origens do Brasil
Existe uma crença muito difundida de que a história humana avança em etapas gradativas e que culminará numa revolução transformadora. O tipo de revolução muda conforme o viés ideológico. A ...

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Bolsonaro e Transformação Digital
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Cafezinho 116 – Os demônios brochadores
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O que vem por aí? Uma mudança ou nova brochada?

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Cafezinho 115 – Um voto não vale uma amizade
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Cafezinho 114 – E se?
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Cafezinho 113 – Merdades e Ventiras
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Conte até dez antes de compartilhar uma merdade

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O jornal de ontem

O jornal de ontem

Luciano Pires -

Quando criança, na casa de meu avô Duarte eu invariavelmente me encontrava frente a um exemplar do jornal O Estado de São Paulo de domingo. Imenso, sem ilustrações, chatíssimo. A única coisa que me atraía era a tirinha do Reizinho.

Com o tempo fui aprendendo a apreciar aquele calhamaço, mas uma coisa sempre me incomodou. Os caras faziam um esforço tremendo para produzir aquele jornalzão que, vinte e quatro horas depois, seria o jornal de ontem. Velho, ultrapassado, sem validade, destinado a embrulhar carne ou peixe (sim, naquela época isso era normal), a ser vendido como papel velho. E todo o esforço começava outra vez, pra morrer no dia seguinte.

Quando comecei minha vida profissional essa sensação do “vale por 24 horas” me assombrava. Meu trabalho era o cartum, eu passava horas bolando a idéia e outro tanto passando para o papel. Publicava o resultado no jornal e… deu. Tinha que começar tudo de novo. Aquilo me parecia burro, um desperdício. Para mim era necessário que o esforço inicial de geração de conteúdo fosse multiplicado. O cartum não podia durar apenas 24 horas. O texto não podia “ficar velho” depois de publicado.

Um dia virei executivo do segmento de autopeças. Mesmo que minha área fosse a comunicação, os processos daquela grande indústria me rodeavam, e logo reparei que alguns conceitos seriam úteis, especialmente uma coisa que “eles” chamavam de “assets management” ou “gerenciamento de ativos”. Sendo bastante simplista, o “gerenciamento de ativos” é uma atividade que procura tirar o máximo de cada máquina, de cada processo, de cada propriedade, de cada colaborador. Ele procura eliminar as duplicidades. Por exemplo, se duas fábricas produzem um produto similar, o gerenciamento de ativos é a prática que estuda a possibilidade das duas se transformarem numa só. Assim, duas cozinhas viram uma. Duas seguranças, uma. Dois RHs, um. Dois jardineiros, um. Duas máquinas de café, uma só, etc etc etc.

Apliquei o conceito ao trabalho de gerador de conteúdo e hoje minha maquininha funciona assim: toda sexta-feira produzo um artigo como este, que é distribuído pela internet e transforma-se numa coluna em dezenas de sites, jornais e revistas. Depois ele é resumido e transformado num comentário de rádio. O mesmo artigo também é usado como roteiro do podcast Café Brasil. Eventualmente, inspira um cartum. E ainda pode gerar um bloco para palestra. No final do ano, o artigo é agrupado a outros e transforma-se num livro.

Esse é meu método, o “gerenciamento de ativos” aplicado à geração de conteúdo. Quando sento para escrever este texto, tenho em mente o artigo, o comentário de rádio, o cartum, o roteiro do programa, a palestra e o livro. E o vídeo, o CD, a camiseta, o adesivo, o programa de televisão… Tudo a partir de um pequeno artigo.

Aplicando o conceito de gerenciamento de ativos montei uma pequena linha de produção que já gerou em torno de 500 artigos, dois livros, centenas de cartuns, 200 podcasts (83 horas de programação), doze palestras e muito, muito mais.

Olhe em volta e veja quanto do trabalho que você está executando neste momento vai se transformar no jornal de ontem dentro de algumas horas. Tem que ser assim?

Meu método de gerenciar ativos reciclando, reaproveitando e adaptando, me ajudou a superar a “síndrome do jornal de ontem”.

E acabo de descobrir que o nome disso é sustentabilidade…

Luciano Pires