Artigos Café Brasil
Quem faz nossa cabeça
Quem faz nossa cabeça
Isca intelectual de Luciano Pires. Imagino uma criança ...

Ver mais

A “Netflix de Conteúdo”
A “Netflix de Conteúdo”
Surge o Café Brasil Premium, uma espécie de "Netflix do ...

Ver mais

OrgulhoDeSerCorrupto
OrgulhoDeSerCorrupto
Isca intelectual de Luciano Pires. Neste Brasil ...

Ver mais

O moço do Uber
O moço do Uber
Isca intelectual de Luciano Pires relatando uma ...

Ver mais

558 – O Café Brasil Premium
558 – O Café Brasil Premium
Podcast Café Brasil 558 - O Café Brasil Premium. No ...

Ver mais

557 – Três princípios para falar de Justiça
557 – Três princípios para falar de Justiça
Podcast Café Brasil 557 - Três princípios para falar de ...

Ver mais

556 – Certos abraços – Revisitado
556 – Certos abraços – Revisitado
Podcast Café Brasil 556 - Certos abraços - Revisitado. ...

Ver mais

555 – Uma proposta para reforma da Previdência
555 – Uma proposta para reforma da Previdência
Podcast Café Brasil 555 - Uma proposta para transformar ...

Ver mais

LíderCast 066 – Alex Bezerra de Menezes
LíderCast 066 – Alex Bezerra de Menezes
Hoje converso com Alex Bezerra de Menezes, que é Clark ...

Ver mais

LíderCast 065 – Antonio Carlos Sartini
LíderCast 065 – Antonio Carlos Sartini
Hoje recebo Antonio Carlos de Moraes Sartini, Bacharel ...

Ver mais

LíderCast 064 – Luiz Henrique Romagnoli
LíderCast 064 – Luiz Henrique Romagnoli
Hoje recebo o Roma, Luiz Henrique Romagnoli, que faz ...

Ver mais

LíderCast 063 – Diogenes Lucca
LíderCast 063 – Diogenes Lucca
Hoje converso com Diogenes Luca, fundador e ex-comando ...

Ver mais

Confraria Café Brasil
Confraria Café Brasil
A Confraria Café Brasil nasceu para conectar pessoas ...

Ver mais

Videocast Nakata T02 10
Videocast Nakata T02 10
Videocast Nakata Temporada 02 Episódio 10 - Hábitos ...

Ver mais

Videocast Nakata – T02 09
Videocast Nakata – T02 09
Videocast Nakata - Temporada 02 Episódio 09 Quando ...

Ver mais

Videocast Nakata T02 08
Videocast Nakata T02 08
Videocast Nakata Temporada 02 Episódio 08 Já falei ...

Ver mais

Champagne a 21 mil dólares: como funciona a melhor balada de Hollywood
Raiam Santos
Se você tá chegando agora nesse humilde site, bem vindo! Meu nome é Raiam Santos, vivo de escrever livros, não levo minha vida muito a sério e gosto de fazer uns “experimentos ...

Ver mais

Uma nova vida em dois anos
Tom Coelho
Sete Vidas
“Semeia um pensamento, colhe um ato; semeia um ato, colhe um hábito; semeia um hábito, colhe um caráter; semeia um caráter, colhe um destino.” (Marion Lawense)   A vida me tem sido um ...

Ver mais

Quando sucesso e dinheiro não resolvem teu problema
Raiam Santos
Esse aqui é um post que foge um pouco da pegada recente aqui do MundoRaiam.com. Hoje não tem Fiverr, não tem audiolivros, não tem viagem pra Ásia e nem experimento social. Acho que nunca escrevi ...

Ver mais

Duas listas diferentes
Fernando Lopes
Iscas Politicrônicas
Já assistiu A Lista de Schindler? Não? Assista, é excelente. Já viu? Veja de novo. Uma das cenas mais tocantes é a da elaboração da lista de pessoas que o protagonista pretende “comprar” do ...

Ver mais

O Jogo

O Jogo

Luciano Pires -

Pediram-me para comentar a crise global que começou com os tais “subprimes” nos EUA. Fico apreensivo, não sou economista e provavelmente falaria besteiras. Mas aí me lembro daquelas famosas duas regras da economia: 1. Para cada economista existe outro igual dizendo exatamente o contrário. 2. Ambos podem estar errados…

Poxa, então posso dar meus pitacos! Olha só.

Luca Bartolomeo de Pacioli foi um monge franciscano e matemático italiano considerado o pai da contabilidade moderna. Em 1494 publicou um livro que ficou famoso, a “Summa de Arithmetica, Geometria proportioni et propornaliti”. Um capítulo desse livro definiu o que veio a ser a contabilidade de dupla entrada: entra um tanto, sai outro tanto e a diferença é o que vai dizer se o negócio vai bem ou mal. Esse método ficou famoso, mas tem uma limitação: é baseado em interações, na troca de bens ou serviços por dinheiro ou por outros bens ou serviços.

Quando a internet surgiu com força total, o mundo mergulhou de cabeça em transações bilionárias que prescindiam de produtos e serviços. As transações eram baseadas em idéias, em algo que poderia valer no futuro. Assistimos coisas malucas, como uma companhia aérea cujas centenas de aviões valiam menos que o software criado para gerenciar as emissões de passagens. Uma idéia na cabeça valia mais que um produto na mão.

E o mundo enlouqueceu, pois o modelo de Luca Pacioli não contemplava a transação de nada com coisa nenhuma. E quando se percebeu que aquelas idéias não tinham lastro a bolha explodiu. E ninguém entendeu…

Outro exemplo: uns trinta anos atrás o Japão era o tigre asiático, crescendo como ninguém, tornando-se a segunda maior economia do mundo e mostrando uma exuberância econômica de fazer inveja. No auge dos meus vinte e poucos anos eu não entendia o milagre japonês.

– Eles não têm terras. Não têm matérias-primas. Não têm água. É impossível sustentar essa posição sem ter base, sem ter raízes, sem ter extensão territorial.

E ao longo dos anos oitenta o Japão foi definhando e para mim o que aconteceu foi simples: o Japão só tinha promessas. Desenvolveu capacidade tecnológica e criatividade para trabalhar sobre as matérias- primas de outros países. A falta de raízes, de base, de lastro, logo esgotou o modelo japonês, que interrompeu aquela exuberância para entrar num processo infinito de quase estagnação. Ainda são poderosos e ricos, mas não podem ir mais adiante. O Japão não tem lastro.

A bolha da internet, aquele Japão e a atual crise dos subprimes dos EUA têm muito em comum: são complexos processos de interações econômicas baseados em percepções. Em riquezas virtuais. Em algo que não existe. São, portanto, insustentáveis.

Estamos assistindo um jogo no qual todos os jogadores blefam. Na hora de mostrar as cartas, a casa cai. E quem arriscou mais, perde mais. Ou ganha mais.

E no meio desse tiroteio só tenho certeza de uma coisa. O capitalismo curará suas feridas e sairá ainda mais forte.

O que verdadeiramente me apavora é a tentativa de explicar a crise econômica pelas lentes da ideologia. Isso é papo de jogador que não sabe perder.