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O guri e a bolinha de papel

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Luciano Pires -

“Chega suado/ E veloz do batente / Traz sempre um presente / Prá me encabular / Tanta corrente de ouro / Seu moço! / Que haja pescoço
Prá enfiar / Me trouxe uma bolsa / Já com tudo dentro / Chave, caderneta / Terço e patuá / Um lenço e uma penca / De documentos / Prá finalmente
Eu me identificar”

Na teoria cognitiva, “perspectiva” é a escolha de uma referência a partir da qual decodificamos uma experiência. Chico escolheu a perspectiva da mãe para analisar a situação e nos deu uma música emocionante e com uma crueza que chega a doer.

Bem, na reta final das eleições presidenciais de 2010 parece que perdemos completamente a noção de perspectiva. Discutimos temas importantes como o aborto pela perspectiva de quem consegue mais voto dos cristãos, sem dar bola para a questão do direito ao corpo x direito à vida. Discutimos a liberdade de imprensa pela perspectiva de quem quer se proteger dela, sem dar bola para as garantias constitucionais de expressão. Discutimos a privatização pela perspectiva ideológica, sem dar bola para os resultados obtidos.
E o dia 21 de outubro de 2010 ficará marcado como o dia em que chegamos ao fundo o poço, quando o candidato a presidente José Serra foi agredido no Rio de Janeiro. Não importa como foi a agressão, se com palavrões, bandeiradas, empurrões, bolinhas de papel, bexigas com água ou rolo de fita adesiva, o candidato foi agredido. Teve tolhida sua liberdade de caminhar pelas ruas. Essa é a perspectiva, que não muda, mesmo se a vítima da agressão for Dilma Roussef, Jô Soares, Tiririca ou você.

E à noite vi, estarrecido, Luis Inácio Lula da Silva abandonar a perspectiva de Presidente da República para assumir a de militante partidário e fazer troça de Serra. Nenhuma, repito melhorando o termo: NEM UMA palavra de censura à agressão saiu da boca do militante Lula. Apenas troça.

Consigo compreender a mãe da música do Chico. Cega de amor, como toda mãe, ela é incapaz de assumir qualquer outra perspectiva para decodificar a realidade. Mas e o Lula? Estava cego de amor? E os militantes que se dispuseram a agredir o candidato? E a imprensa que fez troça da “bolinha de papel”? E as centenas de imbecis no twitter, no facebook, nos blogs e emails, ridicularizando a vítima da agressão? Essa gente está brincando com fogo. Não percebe que, ao desviar a discussão para o acessório, está incentivando a violência. Do palavrão para a cusparada. Da cusparada para a bolinha de papel. Da bolinha de papel para o rolo de fita adesiva. Do rolo de fita para a pedra. Da pedra para a faca. Da faca para a bala. É assim que funciona quando não damos um basta à primeira manifestação de intolerância.

A única perspectiva possível para decodificar o que aconteceu ontem é a das garantias do indivíduo, da liberdade de expressão, da liberdade de ir e vir, das garantias constitucionais. E a conclusão só pode ser uma: indignação!

Mas a burrice nacional só consegue discutir a bolinha de papel.

Luciano Pires