Artigos Café Brasil
É tudo soda
É tudo soda
Isca intelectual de Luciano Pires lembrando que ...

Ver mais

A selhófrica da pleita
A selhófrica da pleita
Isca intelectual de Luciano Pires tratando do nonsense ...

Ver mais

Freestyle
Freestyle
Isca Intelectual de Luciano Pires dizendo que quando ...

Ver mais

O Cagonauta
O Cagonauta
Isca intelectual de Luciano Pires. Se o seu chefe é um ...

Ver mais

Café Brasil Curto 04 – O preço da liberdade
Café Brasil Curto 04 – O preço da liberdade
Isca intelectual de Luciano Pires lembrando que ...

Ver mais

Café Brasil Curto 03 – FISCALMENTE ILUDIDOS
Café Brasil Curto 03 – FISCALMENTE ILUDIDOS
Isca intelectual de Luciano Pires lembrando que não ...

Ver mais

Café Brasil Curto 02 – A FORMATURA
Café Brasil Curto 02 – A FORMATURA
Isca intelectual de Luciano Pires lembrando que quem ...

Ver mais

566 – Mindset
566 – Mindset
Podcast Café Brasil 566 - Mindset. Você já ouviu dizer ...

Ver mais

LíderCast 070 – Alexandre Barroso
LíderCast 070 – Alexandre Barroso
Hoje conversamos com Alexandre Barroso, num programa ...

Ver mais

LíderCast 069 – Panela Produtora
LíderCast 069 – Panela Produtora
Hoje converso com Daniel, Filipe, Janjão e Rhaissa ...

Ver mais

LíderCast 068 – Gilmar Lopes
LíderCast 068 – Gilmar Lopes
Hoje converso com Gilmar Lopes, que de pedreiro se ...

Ver mais

LíderCast 067 – Roberto Caruso
LíderCast 067 – Roberto Caruso
Hoje conversamos com Roberto Caruso, um empreendedor ...

Ver mais

Confraria Café Brasil
Confraria Café Brasil
A Confraria Café Brasil nasceu para conectar pessoas ...

Ver mais

Videocast Nakata T02 10
Videocast Nakata T02 10
Videocast Nakata Temporada 02 Episódio 10 - Hábitos ...

Ver mais

Videocast Nakata – T02 09
Videocast Nakata – T02 09
Videocast Nakata - Temporada 02 Episódio 09 Quando ...

Ver mais

Videocast Nakata T02 08
Videocast Nakata T02 08
Videocast Nakata Temporada 02 Episódio 08 Já falei ...

Ver mais

Ainda sobre a competitividade
Luiz Alberto Machado
Iscas Econômicas
Ainda sobre a competitividade Algumas comparações “A competitividade de um país não começa nas indústrias ou nos laboratórios de engenharia. Ela começa na sala de aula.” Lee Iacocca Meu último ...

Ver mais

Faz isso não…
Fernando Lopes
Iscas Politicrônicas
Temer, ao contrário de Dilma, é um político experiente, com muitos anos de vivência no ramo. Daí o estranhamento acerca dos erros que vem cometendo, de forma infantil, na condução da política ...

Ver mais

Dukkha
Filipe Aprigliano
Iscas do Apriga
Isca intelectual de Filipe Aprigliano sobre a primeira nobre verdade.

Ver mais

O furo no casco
Filipe Aprigliano
Iscas do Apriga
Isca Intelectual de Filipe Aprigliano sobre definir prioridades na eventualidade da tomada do poder por psicopatas.

Ver mais

O Compromisso

O Compromisso

Luciano Pires -

Quando eu era criança meu pai sempre me incomodava com um maroto dilema ético. Ele perguntava se eu preferia ser um herói morto ou um covarde vivo. E eu, voluntarioso, respondia:

– Herói morto!

Lembrei dessa história quando vi a foto de Dilma Roussef segurando a peruca que o vento estava levando, lá na base aérea de Brasília. Peruca? É. A candidata tem um câncer e está fazendo quimioterapia, que derruba os cabelos. Raspou a cabeça e agora anda de peruca. Uns fingem que não vêem, outros vêem e ficam constrangidos e alguns fotografam. Uns publicam e não dizem nada. Outros publicam e dizem de forma oblíqua. E há também os que publicam e dizem.

Se quem diz é do partido dela ou da base de apoio, tudo bem. Mas se quem diz é da oposição…

E eu não sei o que dizer. Estou perplexo.

A mulher está com câncer, pô! Cân-cer! Sabe o que é isso? Câncer é uma doença terrível. É uma neoplasia, o crescimento anormal e sem controle das células.

Mesmo com todo avanço da medicina, o câncer ainda mata. E muito. E quem está em tratamento tem que ficar em resguardo, descansando. E se está fazendo quimioterapia, então, é resguardo duplo. Triplo. A quimioterapia derruba as defesas naturais e qualquer resfriadinho pode virar uma pneumonia mortal.

Câncer mata.

A vida toda ouvi a palavra “câncer” com um misto de mistério e medo. Afinal, uma afirmação como “fulano está com câncer” nunca foi uma constatação. Sempre foi uma condenação. O peso dessa palavra é imenso, só atenuado quando lembramos que em outros países lusófonos o nome é “cancro”. Mas deixando as questões semânticas pra lá, câncer ou cancro matam!

Então o que é que essa mulher está fazendo no evento, na inauguração, na reunião? Que força a leva a abandonar o resguardo? Será uma grandeza de alma? Vocação para o sacrifício? Sede de poder? Talvez insistência dos colegas de partido e dos marqueteiros? Ou uma doentia necessidade de cumprir compromissos? Quem sabe a perspectiva de vencer mais uma batalha? Vencendo, a guerreira fica ainda mais forte?

A ministra assumiu um compromisso com o partido, com o presidente e com o Brasil. Um compromisso importante, de trabalhar para garantir a sucessão de Lula e a continuidade do projeto político do PT. É um compromisso sério, a ponto de levá-la a mudar de comportamento, modo de vestir e até de rosto. Mas tem que haver um limite.

Então faço aqui um apelo. Presidente, por favor, manda a Dilma pra casa. Manda que ela fique lá, quietinha, nanando, tomando um chazinho e vencendo a doença. Todo mundo vai entender e apoiar sua atitude. Presidente, se o senhor não mandar a ministra pra casa e a coisa se complicar a culpa será sua! Sei que a ministra é durona, mas se ela teimar peça para alguém da família –  a filha, quem sabe? – chamá-la e repetir a frase inesquecível de Roberto Jefferson:

– Sai daí Dilma. Sai daí logo, antes que você faça réu um homem inocente, o presidente Lula!

E agora é pra Ministra: Dona Dilma, faça uma reflexão. Seu compromisso é importante, mas não justifica que sua saúde seja usada como mais um componente da equação política. Nenhum compromisso é mais urgente que tratar aquilo que pode matar a senhora. Recolher-se neste momento não é covardia. É um ato de amor próprio do qual a senhora sairá como covarde viva apenas para quem a está usando.

Para os outros, será uma heroína viva.

Primeiro a vida, ministra. Depois a política.