Artigos Café Brasil
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Uma reunião para ser objeto de estudo em qualquer aula ...

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Transgredir é muito mais que pintar o rosto, urinar na ...

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Nasce nesta segunda, 4/9 o CAFEZINHO, podcast ...

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Preocupados demais com a educação de nossos filhos, ...

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Tolerância? Jura?
Fernando Lopes
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Engraçada essa tal “tolerância” que pregam por aí, por dois simples motivos: 1) é de mão única e 2) pretende tolher até o pensamento do indivíduo. Exagero? Não mesmo. Antes que algum ...

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Ensaio sobre a amizade
Tom Coelho
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“A gente só conhece bem as coisas que cativou. Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm ...

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Um reino que sente orgulho de seus líderes
Luiz Alberto Machado
Iscas Econômicas
Um reino que sente orgulho de seus líderes  Victoria e Abdul   Uma vez mais, num curto espaço de tempo, o cinema nos brinda com um filme baseado na história de uma destacada liderança britânica. ...

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O que aprendi com o câncer
Mauro Segura
Transformação
Esse é o texto mais importante que escrevi na vida. Na ponta da caneta havia um coração batendo forte. Todo o resto perto a importância perto do que vivemos ao longo desse ano.

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Cafezinho 27 – Planos ou esperanças
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Tem gente que, em vez de planos, só tem esperança.

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Cafezinho 26 – Brasil Futebol Clube
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Não dá para ganhar um jogo sem acreditar no time.

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Cafezinho 25 – Podres de mimados 2
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O culto do sentimento destrói a capacidade de pensar e ...

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Cafezinho 24 – Não brinco mais
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Pensei em não assistir mais, até perceber que só quem ...

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O Chiquinho

O Chiquinho

Luciano Pires -

Em setembro de 2009 escrevi um artigo chamado “Chiquinho e o Loki” em que eu contava que “em 1979, próximo a meu estúdio havia uma escola de música e dança. Eu queria uma atividade física que desse prazer e a dança parecia uma bela idéia. Ao matricular-me conheci o dono da escola: Francisco Florentino Rodrigues, o Chiquinho. Não demorou para eu descobrir que o Chiquinho era um coração com uma pessoa batendo dentro… Desenvolvemos uma amizade de irmãos. Moramos juntos e passamos por momentos inesquecíveis. O Chico seguindo sua vida como músico, tocando em bandas, fazendo jingles e compondo. E eu tentando virar cartunista.

O tempo e as prioridades nos separaram. Pouco nos víamos, mas temos aquele tipo de amizade que não precisa da proximidade física. Só o fato de saber que “ele está lᔠbasta para me trazer conforto, sabe como é?

Cerca de um ano e meio atrás o Chico sumiu. O celular não atendia. Então recebi um email de uma amiga comum: ‘Parece que o Chiquinho está internado num hospital com problema sério de saúde’. O Chico é diabético e já tinha sofrido um infarto. Saí atrás assustado e descobri que ele estava saindo de trinta dias numa UTI depois de mais dois infartos que comprometeram 80% de seu coração. O Chico estava mal! Corri para o hospital para visitar o velho amigo e, ao chegar, conheci a Ângela, que se apresentou como ‘a namorada do Chico’.

De lá para cá o Chiquinho viveu um calvário, com água no pulmão, insuficiência renal, infecção hospitalar, catarata e seguidas internações. Em quase dois anos, deve ter passado a metade internado. E a Ângela a seu lado.

O Chico com 56 anos, diabético, enfartado, duro, baixinho, careca e feio. E a Ângela com 37, uma bela mulher cheia de energia e um grande sorriso.

Quando aconteceram os infartos e começou o calvário do Chico pelos hospitais, muita gente sumiu, mas a Ângela ficou. Colocou sua vida de lado para dedicar-se ao Chiquinho, acompanhando-o em todos os momentos, cuidando dele como cuidamos de quem amamos. E graças à Ângela o Chiquinho está vivo.

Na manhã de sábado passado em Salto, cidadezinha próxima de São Paulo, num cartório simplesinho, fui padrinho do casamento do Chiquinho com a Ângela. Emocionado vi o velho amigo, com 22 quilos a menos, ossos aparecendo onde sempre havia gordurinhas e andando com fragilidade, mostrar aquele mesmo velho humor. Chico, aos 59 anos de idade, irradiava felicidade. E a Ângela, aos 40, tão feliz quanto.”

Bem, dia 15 de outubro de 2011 encontrei mais uma vez meu amigo Chico. Numa manhã de sábado horrível, com chuva e frio, me acabei em lágrimas enquanto segurava a alça do caixão e caminhava para o enterro de meu amigo. Meu amigo-irmão faleceu na manhã da sexta feira, enquanto dormia. Decidiu que não valia mais a pena viver e deixou que seu frágil coração parasse. Não falou com ninguém, apenas escolheu um final de semana para atrapalhar o menos possível os amigos.

Arrasado, na noite da sexta fui prestar-lhe uma homenagem. Eu havia comprado em 2007 um DVD de Oscar Peterson, indicado numa crônica do Chico, que adorava o grande pianista. O DVD, importado, ficou lacrado em minha estante, à espera do momento certo para ser visto. Decidi que minha homenagem ao Chico seria assisti-lo, repassando as lembranças dos bons momentos que vivemos juntos.

Abri a caixinha com cuidado, tirando o lacre, coloquei o DVD no aparelho e apareceu uma mensagem de erro. Retirei o disco para dar uma olhada e descobri, quatro anos depois de tê-lo comprado, que o DVD estava rachado. Quebrado.

Você acredita em coincidências?

Pois é… Esse era o Chico, sempre pregando peças na gente.

Mas agora ele não está mais lá.

Luciano Pires