Artigos Café Brasil
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Não sei se estou certo, não fui pela emoção, não estou ...

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O dia seguinte
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Fact Check? Procure o viés.
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634 – Me chama de corrupto, porra!
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632 – A era da inveja
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Uma pesquisa de 2016 sobre comportamento humano mostrou ...

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LíderCast 127 – Lito Rodriguez
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Empreendedor, criador da DryWash, outro daqueles ...

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LíderCast 126 – Alexis Fonteyne
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LíderCast 124 – Sidnei Alcântara Oliveira
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Confraria Café Brasil
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Nobel de Economia valoriza sustentabilidade e inovação tecnológica “Nossos filhos terão mais de quase tudo, com uma gritante exceção: eles não terão mais tempo. À medida que a renda e os salários ...

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Ah, se os políticos usassem sua criatividade para o bem
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Tem gente que acha que os políticos não são corruptos. Nós é que somos certinhos demais. Já o meu amigo Rodriguez diz que o pior tipo de político é o honesto, porque, além de trouxa, é traidor da ...

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Somos quem podemos ser
Jota Fagner
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Já faz um tempo que venho desiludido quanto aos resultados da educação. Ainda acredito que ela seja essencial, mas já consigo enxergar que não basta. Uma pessoa bem instruída não é garantia de ...

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História da riqueza no Brasil
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Cafezinho 115 – Um voto não vale uma amizade
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Cafezinho 113 – Merdades e Ventiras
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Cafezinho 112 – Como decidi meu voto
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Meu voto é estratégico, para aquilo que o momento exige.

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O caso Eloá e a relevância

O caso Eloá e a relevância

Luciano Pires -

Em minha palestra “Quem não se comunica se estrumbica”, apresento a “Teoria dos Quatro Rês”, que também explico no Videocast Iscas Intelectuais (você não viu ainda? Pô! http://bit.ly/yyXQBM ). Um dos “Rês” da teoria é “relevância”.

Relevância vem do latim relevare, que quer dizer iluminar, levantar. Trazer para o primeiro plano aquilo que é importante. Mas nada é importante em si, nós é que tornamos importantes as coisas ao dedicar-lhes tempo e atenção.

“Dar atenção” parece ser algo racional, sob nosso controle, não é? Mais ou menos. Outro dia escrevi sobre a adaptação sensorial, quando o cérebro desliga nossos sentidos dos estímulos que não mudam de intensidade ou qualidade, guardando energia para as novidades. E dei o exemplo de quem mora perto de um aeroporto e não escuta mais o ruído dos aviões, que se tornou rotina. Adaptação sensorial. Mas o oposto também é verdadeiro. Já reparou que quando você quer comprar um determinado modelo de automóvel, começa a vê-lo por todos os lados? Concluindo que o tal modelo é importante, seu cérebro sofre uma adaptação sensorial e torna-o relevante ao olhar.

Muito bem. No final de fevereiro de 2012 começou o julgamento de Lindemberg Alves, que em 2008 sequestrou duas garotas, matando uma delas, a Eloá. Ao longo de uma semana, três ou quatro helicópteros de redes de televisão acompanharam um carro da polícia em busca da imagem do momento em que Lindemberg era retirado do camburão para ser levado para dentro do fórum. A imagem durava três segundos. O vôo dos helicópteros custou algumas dezenas de milhares de reais, sem contar os salários dos pilotos, técnicos e todo o arsenal envolvido nas redes de televisão que colocaram a imagem no ar. Foram horas e horas de tempo consumido com a cobertura do julgamento e com especialistas discutindo detalhes do processo e reprisando as imagens do criminoso em ação. Tamanha exposição tornou o assunto absolutamente relevante. E dezenas de milhões de pessoas dedicaram tempo às matérias televisivas.

Não haveria mal algum se nosso estoque de tempo fosse infinito, se não houvesse coisas mais importantes aguardando nossa atenção e providências. Quando deixo a imprensa definir o que é relevante, onde devo aplicar minha atenção e tempo, dou a ela o poder de decidir como vou consumir meu tempo. Minha vida. Já pensou nisso?

Por isso, reflita muito bem sobre que consequências o assunto que está consumindo um pouco de sua vida terá sobre seu presente e futuro. Vale a pena? O caso Eloá, por exemplo, é importante, o julgamento idem, a sociedade precisa da justiça e nós temos que saber do que se passou. Mas quanto de nosso tempo tem que ser dedicado ao assunto?

Concluindo que já havia me informado o suficiente, mudei de canal só para ver em outro noticiário uma importantíssima matéria com cenas de policiais perseguindo um cabrito na Austrália.

O Brasil é a República da Irrelevância.

Luciano Pires