Artigos Café Brasil
Podpesquisa 2018
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Em sua quarta edição, a PodPesquisa 2018 recebeu mais ...

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Como decidi em quem votarei para Presidente
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Não sei se estou certo, não fui pela emoção, não estou ...

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O dia seguinte
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Empreendedora cultural e agora cineasta, que ...

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LíderCast 127 – Lito Rodriguez
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046 – Para quem vai anular o voto
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Confraria Café Brasil
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Videocast Nakata Temporada 02 Episódio 10 - Hábitos ...

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Os 7 erros da Folha de São Paulo sobre o “escândalo do Fake News”.
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Marxistas brasileiros vivem espécie de alucinação coletiva recorrente
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O jornal Folha de São Paulo publica um artigo feita por uma petista confessa: Ver aqui: https://www.facebook.com/carlos.nepomuceno/posts/10156853246303631 …sem nenhum fato, baseado em ...

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Sempre, sempre Godwin
Fernando Lopes
Iscas Politicrônicas
O advogado Mike Godwin criou em 1990 a seguinte “lei” das analogias nazistas: “À medida que uma discussão online se alonga, a probabilidade de surgir uma comparação envolvendo Adolf Hitler ou os ...

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É mais fácil seguir o grupo
Jota Fagner
Origens do Brasil
Existe uma crença muito difundida de que a história humana avança em etapas gradativas e que culminará numa revolução transformadora. O tipo de revolução muda conforme o viés ideológico. A ...

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O que vem por aí? Uma mudança ou nova brochada?

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Cafezinho 115 – Um voto não vale uma amizade
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Cafezinho 114 – E se?
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O Boss Of Departament

O Boss Of Departament

Luciano Pires -

Um amigo trabalha na área de comunicação de uma multinacional. E está enlouquecendo. A empresa cresceu demais, as lideranças experientes foram substituídas por uma garotada sem coragem de assumir riscos. As responsabilidades foram pulverizadas. As chefias estão preocupadas em “tirar peças”, em produzir produtos e só. E cortar custos. Tudo aquilo que envolve os processos relacionados com gente foi definido como prioridade zero nada. Afinal, não dá pra medir, né? Recentemente meu amigo envolveu-se num processo para que os cartões de visita da empresa fossem uniformizados. A cada cinco anos o sistema se encarrega de desmontar as regras. Com o tempo e a ajuda dos departamentos de compras, misteriosamente as cores mudam, os tipos de letras mudam, o layout muda, o tipo de papel muda e subitamente descobre-se que cada um tem um cartão de visita diferente, completamente fora do padrão que um dia existiu. E então a diretoria fica indignada, baixa o sarrafo, manda arrumar e o processo começa de novo. Por mais cinco anos…
Pois chegou a hora de arrumar a casa outra vez e meu amigo começou um levantamento para entender a extensão da encrenca. E foi ficando horrorizado. O problema cresceu. Não é mais só uma questão de layout, de cores ou de formato. Os caras começaram a escrever o que querem nos cartões.

– Ah, não gosto de “supervisor”. Vou colocar “chefe”.

– Ah, eu gosto mais de “gestor” do que de “gerente”.

Ah, sim, a empresa é uma multinacional, portanto os cargos devem ser escritos em inglês. E foi assim que meu amigo encontrou um cartão de “boss of departament”.  Provavelmente traduzido por uma figura que orgulhosamente distribui o cartão em seu círculo de amizades:

– Viu só? Me Tarzan!

E lá vai meu amigo botando ordem na zona, criando inimigos, mandando refazer e sendo taxado de encrenqueiro e de “agregador de custos”.
Não canso de me espantar com a infinita incapacidade que as pessoas têm de não enxergar o óbvio. Mas acho que estou exigindo demais. O óbvio talvez não seja tão óbvio. Um logotipo torto ou com a cor errada. Um tipo de letra em desacordo com o padrão. Um folheto mal escrito. Um uniforme sujo. Uma fachada velha e maltratada. Alguém que atende ao telefone dizendo “poblema”. Outro que escreve um e-mail dizendo “seje”. Um evento mal iluminado. Uma foto tremida… Detalhes que parecem só incomodar o cara de comunicação, que “ganha pra complicar as coisas e deixá-las mais caras.”
Recentemente recebi uma delegação da prefeitura de um município da grande São Paulo, na sala de reunião da empresa na qual trabalho. Uma sala arquitetonicamente bem resolvida e com móveis bonitos e confortáveis. A manifestação do grupo:

– Nada como ter dinheiro…

Retruquei que aquilo não era apenas “ter dinheiro”. Era respeito pelas pessoas que usam a sala. Era cuidado com a reputação da empresa. Mas só depois me dei conta. Aquelas pessoas estão acostumadas com maltrato. Com móveis velhos. Com suco quente. Com salgadinhos de quinta categoria. Com desconforto. Com unhas sujas. Com “poblema” e “a gente somos”. Da sala confortável só conseguiam enxergar o custo. Aquelas pessoas não foram educadas para valorizar o conforto e o capricho. Foram educadas para o “padrão de utilidade”. Cumpre a função? Então tá bom. Não precisa ser “bonito”. “Agradável”. Dá pra entender que “boss of departament” é chefe de departamento? Então tá bom. E assim vamos aceitando como normal o que é mais ou menos, o que é meia-boca. Construindo nossa reputação de país divertido, bonito, hospitaleiro, que tem gente feliz e que faz tudo nas coxas. O país do boss of departament.