Artigos Café Brasil
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Uma reunião para ser objeto de estudo em qualquer aula ...

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Transgredir é muito mais que pintar o rosto, urinar na ...

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Nasce nesta segunda, 4/9 o CAFEZINHO, podcast ...

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Preocupados demais com a educação de nossos filhos, ...

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591 – Alfabetização para a mídia
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Confraria Café Brasil
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Vale fazer um curso universitário se as profissões vão desaparecer?
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Transformação
Numa perspectiva de que tudo muda o tempo todo, será que vale a pena sentar num banco de universidade para se formar numa profissão que vai desaparecer ou se transformar nos próximos anos?

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Tolerância? Jura?
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Engraçada essa tal “tolerância” que pregam por aí, por dois simples motivos: 1) é de mão única e 2) pretende tolher até o pensamento do indivíduo. Exagero? Não mesmo. Antes que algum ...

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Ensaio sobre a amizade
Tom Coelho
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“A gente só conhece bem as coisas que cativou. Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm ...

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Um reino que sente orgulho de seus líderes
Luiz Alberto Machado
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Um reino que sente orgulho de seus líderes  Victoria e Abdul   Uma vez mais, num curto espaço de tempo, o cinema nos brinda com um filme baseado na história de uma destacada liderança britânica. ...

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Cafezinho 28 – No grito
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Não dá pra construir um país no grito.

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Cafezinho 27 – Planos ou esperanças
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Tem gente que, em vez de planos, só tem esperança.

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Cafezinho 26 – Brasil Futebol Clube
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Não dá para ganhar um jogo sem acreditar no time.

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Cafezinho 25 – Podres de mimados 2
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O culto do sentimento destrói a capacidade de pensar e ...

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O Boss Of Departament

O Boss Of Departament

Luciano Pires -

Um amigo trabalha na área de comunicação de uma multinacional. E está enlouquecendo. A empresa cresceu demais, as lideranças experientes foram substituídas por uma garotada sem coragem de assumir riscos. As responsabilidades foram pulverizadas. As chefias estão preocupadas em “tirar peças”, em produzir produtos e só. E cortar custos. Tudo aquilo que envolve os processos relacionados com gente foi definido como prioridade zero nada. Afinal, não dá pra medir, né? Recentemente meu amigo envolveu-se num processo para que os cartões de visita da empresa fossem uniformizados. A cada cinco anos o sistema se encarrega de desmontar as regras. Com o tempo e a ajuda dos departamentos de compras, misteriosamente as cores mudam, os tipos de letras mudam, o layout muda, o tipo de papel muda e subitamente descobre-se que cada um tem um cartão de visita diferente, completamente fora do padrão que um dia existiu. E então a diretoria fica indignada, baixa o sarrafo, manda arrumar e o processo começa de novo. Por mais cinco anos…
Pois chegou a hora de arrumar a casa outra vez e meu amigo começou um levantamento para entender a extensão da encrenca. E foi ficando horrorizado. O problema cresceu. Não é mais só uma questão de layout, de cores ou de formato. Os caras começaram a escrever o que querem nos cartões.

– Ah, não gosto de “supervisor”. Vou colocar “chefe”.

– Ah, eu gosto mais de “gestor” do que de “gerente”.

Ah, sim, a empresa é uma multinacional, portanto os cargos devem ser escritos em inglês. E foi assim que meu amigo encontrou um cartão de “boss of departament”.  Provavelmente traduzido por uma figura que orgulhosamente distribui o cartão em seu círculo de amizades:

– Viu só? Me Tarzan!

E lá vai meu amigo botando ordem na zona, criando inimigos, mandando refazer e sendo taxado de encrenqueiro e de “agregador de custos”.
Não canso de me espantar com a infinita incapacidade que as pessoas têm de não enxergar o óbvio. Mas acho que estou exigindo demais. O óbvio talvez não seja tão óbvio. Um logotipo torto ou com a cor errada. Um tipo de letra em desacordo com o padrão. Um folheto mal escrito. Um uniforme sujo. Uma fachada velha e maltratada. Alguém que atende ao telefone dizendo “poblema”. Outro que escreve um e-mail dizendo “seje”. Um evento mal iluminado. Uma foto tremida… Detalhes que parecem só incomodar o cara de comunicação, que “ganha pra complicar as coisas e deixá-las mais caras.”
Recentemente recebi uma delegação da prefeitura de um município da grande São Paulo, na sala de reunião da empresa na qual trabalho. Uma sala arquitetonicamente bem resolvida e com móveis bonitos e confortáveis. A manifestação do grupo:

– Nada como ter dinheiro…

Retruquei que aquilo não era apenas “ter dinheiro”. Era respeito pelas pessoas que usam a sala. Era cuidado com a reputação da empresa. Mas só depois me dei conta. Aquelas pessoas estão acostumadas com maltrato. Com móveis velhos. Com suco quente. Com salgadinhos de quinta categoria. Com desconforto. Com unhas sujas. Com “poblema” e “a gente somos”. Da sala confortável só conseguiam enxergar o custo. Aquelas pessoas não foram educadas para valorizar o conforto e o capricho. Foram educadas para o “padrão de utilidade”. Cumpre a função? Então tá bom. Não precisa ser “bonito”. “Agradável”. Dá pra entender que “boss of departament” é chefe de departamento? Então tá bom. E assim vamos aceitando como normal o que é mais ou menos, o que é meia-boca. Construindo nossa reputação de país divertido, bonito, hospitaleiro, que tem gente feliz e que faz tudo nas coxas. O país do boss of departament.