Artigos Café Brasil
Silvio Santos, Zé Celso e o Oficina
Silvio Santos, Zé Celso e o Oficina
Uma reunião para ser objeto de estudo em qualquer aula ...

Ver mais

#TransgressaoEhIsso
#TransgressaoEhIsso
Transgredir é muito mais que pintar o rosto, urinar na ...

Ver mais

Vem aí o Cafezinho
Vem aí o Cafezinho
Nasce nesta segunda, 4/9 o CAFEZINHO, podcast ...

Ver mais

Educação adulta
Educação adulta
Preocupados demais com a educação de nossos filhos, ...

Ver mais

591 – Alfabetização para a mídia
591 – Alfabetização para a mídia
Hoje em dia as informações chegam até você ...

Ver mais

590 – O que aprendi com o câncer
590 – O que aprendi com o câncer
O programa de hoje é uma homenagem a uns amigos ...

Ver mais

589 – A cultura da reclamação
589 – A cultura da reclamação
Crianças mimadas, multiculturalismo, politicamente ...

Ver mais

588 – Escola Sem Partido
588 – Escola Sem Partido
Poucos temas têm despertado tantas paixões como a ...

Ver mais

LíderCast 91 – Saulo Arruda
LíderCast 91 – Saulo Arruda
Saulo Arruda, que teve uma longa carreira como ...

Ver mais

LíderCast 90 – Marcelo Ortega
LíderCast 90 – Marcelo Ortega
Marcelo Ortega, palestrante na área de vendas, outro ...

Ver mais

LíderCast 89 – Bruno Teles
LíderCast 89 – Bruno Teles
Bruno Teles, um educador que sai de Sergipe para se ...

Ver mais

LíderCast 88 – Alfredo Rocha
LíderCast 88 – Alfredo Rocha
Alfredo Rocha, um dos pioneiros no segmento de ...

Ver mais

Confraria Café Brasil
Confraria Café Brasil
A Confraria Café Brasil nasceu para conectar pessoas ...

Ver mais

Videocast Nakata T02 10
Videocast Nakata T02 10
Videocast Nakata Temporada 02 Episódio 10 - Hábitos ...

Ver mais

Videocast Nakata – T02 09
Videocast Nakata – T02 09
Videocast Nakata - Temporada 02 Episódio 09 Quando ...

Ver mais

Videocast Nakata T02 08
Videocast Nakata T02 08
Videocast Nakata Temporada 02 Episódio 08 Já falei ...

Ver mais

Vale fazer um curso universitário se as profissões vão desaparecer?
Mauro Segura
Transformação
Numa perspectiva de que tudo muda o tempo todo, será que vale a pena sentar num banco de universidade para se formar numa profissão que vai desaparecer ou se transformar nos próximos anos?

Ver mais

Tolerância? Jura?
Fernando Lopes
Iscas Politicrônicas
Engraçada essa tal “tolerância” que pregam por aí, por dois simples motivos: 1) é de mão única e 2) pretende tolher até o pensamento do indivíduo. Exagero? Não mesmo. Antes que algum ...

Ver mais

Ensaio sobre a amizade
Tom Coelho
Sete Vidas
“A gente só conhece bem as coisas que cativou. Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm ...

Ver mais

Um reino que sente orgulho de seus líderes
Luiz Alberto Machado
Iscas Econômicas
Um reino que sente orgulho de seus líderes  Victoria e Abdul   Uma vez mais, num curto espaço de tempo, o cinema nos brinda com um filme baseado na história de uma destacada liderança britânica. ...

Ver mais

Cafezinho 28 – No grito
Cafezinho 28 – No grito
Não dá pra construir um país no grito.

Ver mais

Cafezinho 27 – Planos ou esperanças
Cafezinho 27 – Planos ou esperanças
Tem gente que, em vez de planos, só tem esperança.

Ver mais

Cafezinho 26 – Brasil Futebol Clube
Cafezinho 26 – Brasil Futebol Clube
Não dá para ganhar um jogo sem acreditar no time.

Ver mais

Cafezinho 25 – Podres de mimados 2
Cafezinho 25 – Podres de mimados 2
O culto do sentimento destrói a capacidade de pensar e ...

Ver mais

O bis

O bis

Luciano Pires -

Em uma de minhas palestras encontrei uma amiga que, 15 anos atrás, trabalhou na minha equipe quando eu dirigia o departamento de marketing de uma multinacional. Entre as lembranças dos bons tempos ela me fez uma surpresa: abriu a bolsa e tirou de dentro um punhado de embalagens de Bis, aquele chocolate da Lacta que a gente não consegue parar de comer, sabe? E com os olhos brilhando me entregou, dizendo:

– Você não faz idéia de como isto era importante.

Surpreso, examinei cada papelzinho. Todos assinados por mim. Ela havia guardado aquilo por quinze anos!

Toda vez que um dos meus funcionários realizava algo que eu julgava interessante eu dava a ele ou ela um Bis. A pessoa comia o Bis imediatamente e me dava o papel que o embrulhava. Eu escrevia no verso do papel a razão de ela ter recebido o Bis, assinava e a pessoa guardava. No final do ano, em nosso jantar de comemoração eu colocava na parede do restaurante uma série de cartazetes com vários prêmios, de “aumento de salário” a “três dias de folga”, passando por “viagem a lugar x”, “um exemplar do livro y”, “um jantar” e até “um aperto de mão”. Era um barato ver a turma chegando e analisando a listagem de prêmios na parede. No final do jantar cada um entregava sua coleção de Bis e a contagem mostrava quem havia recebido mais “Bises” e teria o direito de ser o primeiro a escolher qual dos prêmios receberia. O processo seguia por ordem de quantidade de “Bises” até que todos os prêmios fossem retirados da parede. É evidente que o ganhador sempre escolhia o “aumento de salário”…

A escolha de quando dar o Bis era prerrogativa minha, subjetiva, conforme meus critérios sobre o que teria sido um trabalho ou uma atitude que mereceria, mas qualquer funcionário podia advogar o Bis para quem achasse que valia a pena. Cada vez que um gerente entrava em minha sala acompanhado de um funcionário para contar o que ele havia feito e pedir o Bis, era um momento de celebração, de reconhecimento e de vitória. Aquele chocolatinho tinha um poder mágico de agradar a mim, ao gerente e ao funcionário.

Eventualmente até mesmo o funcionário vinha me contar o que havia feito e na cara de pau perguntava:

– Não vale um Bis?

Eu fazia questão de não marcar quantos Bis havia dado para cada um, para que a coisa toda fosse uma surpresa. O processo ficou famoso na empresa e até para gente de outros departamentos eu dei o chocolate, como um reconhecimento simbólico.

Sem frescuras, fogos de artifício, balangandãs ou planilhas complicadas, aquele processo de reconhecimento não custava nada e o valor daquela atitude singela foi demonstrado pela coleção de papéis de Bis guardada por quinze anos e mostrada a mim com brilho nos olhos.

Um Bis custa 15 centavos. Mas aqueles, não tem preço.

Luciano Pires