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Luciano Pires -

“O mundo divide-se em pessoas boas e más. As boas têm um sono tranquilo. As más divertem-se muito mais.”

Publiquei em minha página do Facebook essa frase de Woody Allen e minutos depois entrou o comentário de um leitor:

– A gente dissemina essa ideologia por aí, como se fosse piada. Depois se surpreende quando lê notícias sobre corrupção, crimes. Será que não teríamos um ganho de despocotização se começássemos a questionar mais seriamente esses slogans a partir de suas consequências práticas, no mundo real, no Brasil do Real? O que você acha, Luciano?

Bem, a primeira resposta que publiquei foi esta:

– Essa frase só está aqui por causa de quem a criou. É preciso saber quem é Woody Allen para entender a ironia da frase. Além disso, a escolha é sua entre ter sono tranquilo ou divertir-se. Eu prefiro o sono tranquilo. Chamar de “ideologia” uma frase de humor é demais. Isso é patrulhamento ao cubo.

Em seguida outro leitor:

– A ironia é um perigo. Se eu fosse presidente colocaria obrigatório os dizeres: “Atenção isto é uma Ironia. Na persistência dos sintomas, um médico deverá ser consultado”. E eu não estou sendo irônico… Em um país dominado por pocotós acho que devemos tomar sim, mais cuidado com o que dizemos e distribuímos, afinal, tem gente grande que acha que batatinha quando nasce, se esparrama pelo chão.

Deixando de lado a questão do patrulhamento ideológico (aí sim cabe “ideologia”), o que mais me incomodou nessa situação foi a insinuação dos comentários: nivele-se pelos pocotós. Não use ironia, não escreva coisas que eles possam interpretar mal… Esse é exatamente o método utilizado pelos políticos para controlar a população: a infantilização dos discursos, a redução das questões ao mínimo divisor comum, a absoluta falta de provocação ao pensamento crítico. É como Lula explicando o problema do aquecimento global porque o planeta é redondo. Ou José Serra explicando a gripe A porque os porquinhos espirram: a infantilização do debate, tratando os interlocutores como imbecis. Mas mais que isso, apontando para uma atitude, se seu interlocutor é um imbecil, seja também um imbecil.

Não dá.

Quando penso em escrever um texto, ou até mesmo quando escolho minhas leituras, filmes e outros produtos culturais, tenho em mente a informação contida e o esforço mental que será exigido do leitor, ouvinte ou espectador para compreendê-la.

Se a informação contida é nenhuma, não perco meu tempo. Se a informação contida é relevante, mas não exige nenhum esforço para ser compreendida, até invisto algum tempo no produto, mas sem muitas expectativas. Agora, quando a informação contida é relevante e exige algum esforço para ser compreendida, mergulho de cabeça. Tenho certeza que assim estarei praticando meu fitness intelectual, forçarei a musculação cerebral até o limite, sairei do exercício extenuado, mas com a certeza de que subi de nível.

A alternativa é permanecer imbecil.

To fora.

Luciano Pires