Artigos Café Brasil
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O impacto das mídias sociais nas eleições
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Baixe a pesquisa da IdeiaBigdata que mostra o impacto ...

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611 – Momentos felizes
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Felicidade não existe. O que existe na vida são ...

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610 – Abre-te Sésamo
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Abre-te Sésamo é a frase mágica do conto de Ali-Babá e ...

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LíderCast 109 – Romeo Busarello
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Lídercast 108 – Leandro Nunes
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LíderCast 106 – Labi Mendonça
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Confraria Café Brasil
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Interpretações do Brasil X – As escolhas públicas e as instituições como pano de fundo
Luiz Alberto Machado
Iscas Econômicas
Interpretações do Brasil X As escolhas públicas e as instituições como pano de fundo “Bons jogos dependem mais de boas regras do que de bons jogadores.” James Buchanan  Considerações iniciais A ...

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A minha experiência no ano passado mostrou que a história de viver cada dia como se fosse o último é uma baboseira. Aprendi que eu não preciso ter planos mirabolantes para ter uma vida digna, ...

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MInha culpa é sua, camarada!
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A tragédia do edifício que pegou fogo e desabou no Largo do Paissandu, em São Paulo, desvendou mais um bem bolado golpe; e golpe, novamente, travestido de “movimento social”: A máfia das invasões ...

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O domínio esquerdista na dramaturgia brasileira
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Ciência Política
Hoje, não há qualquer ameaça ao domínio da esquerda nas novelas, filmes, séries, teatro, programas de TV, jornalismo. Por isso a reação agressiva quando alguma obra fura a ditadura cultural.

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Cafezinho 73 – Estupidez Coletiva
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Cafezinho 72 – Fake News 1
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Cafezinho 71 – Reenquadre o hater
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Cafezinho 70 – O Efeito Genovese
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O comportamento de quem vê algo errado e nada faz a ...

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Mexendo No Bolso

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Luciano Pires -

Quando lancei meu podcast “Mídia e Baixaria”, comentei sobre pessoas que ligam para as rádios pedindo músicas ruins. Eu dizia que quem faz isso é uma minoria que as rádios preguiçosas usam para justificar a veiculação de porcarias musicais. Uma leitora e ouvinte, a Valnice, enviou-me um email comentando:

“Luciano, tempos atrás a emissora de rádio da minha cidade começou uma promoção onde uma pergunta era lançada no ar. As pessoas ligavam e quem respondesse primeiro levava um prêmio. Gostei, minha ’secretária para assuntos domésticos’ um dia me perguntou sobre Antônio Conselheiro, explicando que era pra responder a pergunta do programa. Fiquei feliz com a iniciativa, pois a vontade de saber a resposta aguçaria a curiosidade e consequentemente levaria à pesquisa… Os dias se passaram e as perguntas foram caindo de nível, tipo: quem fez o papel de Juca Pirama na novela tal? Quem matou Odete Roitman? Fiquei indignada, liguei para a rádio e me disseram que as pessoas reclamavam das perguntas que eram muito difíceis. Argumentei dizendo que mesmo assim as pessoas telefonavam e respondiam e tentei mostrar que o nível deveria aumentar, diminuir jamais, afinal, temos estudantes na cidade e seria um ótimo exemplo da emissora valorizar a inteligência dos ouvintes. A resposta foi limpa e seca: Você já ligou para o programa? Se sabe tanto deve ter ganhado todos os prêmios…”

Hummmm…. Exemplos como o da Valnice temos aos montes: a tentativa de sempre nivelar por baixo, de pensar pequeno, de impedir que as pessoas tenham que pensar, refletir. Assim mais gente participa, a audiência aumenta e “nóis vendemo uns reclame”. A conseqüência dessa preguiça mental é mais um tijolinho no empobrecimento cultural do brasileiro. E então um velho provérbio latino torna-se realidade: “Asinum Asinus Fricat”, um asno coça o outro.

Vários indicadores mostram que a preguiça mental foi irremediavelmente incorporada à cultura brasileira. Só o que parece importar é “ganhar algum”. Essa engrenagem perversa tem que ser quebrada, se quisermos levar este país para o futuro com alguma consequência.

Tempos atrás conheci um grande comprador de espaço publicitário na televisão, que um dia exigiu que uma emissora tirasse do ar um programa horroroso transmitido em rede nacional. Caso contrário ele pararia de anunciar na rede. Resultado: o programa acabou. O apresentador foi demitido e nos livramos do lixo. Por pressão de quem tinha o poder de impedir que a rede “ganhasse algum”. Meu conhecido mexeu no bolso dos caras.

E se o CONAR, o Conselho de Autorregulamentação Publicitária, a organização não governamental que visa impedir que a publicidade enganosa ou abusiva cause constrangimento ao consumidor ou às empresas, assumisse também a responsabilidade de instigar seus associados (as agências de publicidade) a não propor a seus anunciantes que coloquem dinheiro em programas de baixo nível no rádio, no jornal, na revista e na televisão?

E se cada um de nós se recusasse (e comunicasse isso) a consumir produtos das empresas que financiam a baixaria impedindo que elas ganhem algum? Os diretores de marketing dessas empresas pressionariam as agências de publicidade, que pressionariam os departamentos comerciais das redes de rádio e televisão, que pressionariam seus departamentos artísticos, que pressionariam os produtores, que pressionariam o mané a fazer perguntas de melhor nível na rádio da Valnice.

Essa proposta não é novidade. Dê uma olhada no www.eticanatv.org.br e imagine algo semelhante aplicado a toda a mídia. Só assim contribuiríamos para reduzir a miséria intelectual brasileira.

Mexer no bolso. É a única linguagem que o asno entende.