Artigos Café Brasil
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Transgredir é muito mais que pintar o rosto, urinar na ...

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Nasce nesta segunda, 4/9 o CAFEZINHO, podcast ...

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Preocupados demais com a educação de nossos filhos, ...

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Isca intelectual de Luciano Pires lembrando que ...

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583 – A regra dos dois desvios
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William é um daqueles empreendedores que a gente gosta: ...

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Mudança, inovação e o espírito conservador
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Ciência Política
Mudei de casa recentemente. Muito mais do que necessário, mudei porque quis, porque considerei que seria melhor. Mudar é sempre, porém, um tormento. Embalar os pertences, transportá-los para ...

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O pior dos pecados
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Gênese da corrupção
Tom Coelho
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“(…) que os criminosos fiquem em terra de meus senhorios e vivam e morram nela, especialmente na capitania do Brasil que ora fiz mercê a Vasco Fernandes Coutinho (…) e indo-se para ...

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Analfabetismo funcional
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“Só a educação liberta.” (Epicteto)   O índice de reprovação no exame anual da Ordem dos Advogados do Brasil, em São Paulo, tem atingido a impressionante marca de 90%. Realizado em duas ...

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Cafezinho 14 – A sala, o piano e a partitura
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Mesmo uma obra de arte, só tem utilidade de houver uma ...

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Cafezinho 13 – A sociedade da confiança
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Quem confia nas leis não precisa quebrá-las.

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Cafezinho 12 – Os tortos e os direitos
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Eu sou direito. Quero tratamento diferente dos tortos.

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Cafezinho 11 – Vergulho e Orgonha
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Se tenho orgulho de meu país? Sim. Mas também tenho vergonha.

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Meu nome é Teco

Meu nome é Teco

Luciano Pires -

Já falei bastante do Tico: Transtorno da Incompetência Compulsiva Obsessiva. Hoje é vez do Teco: Transtorno da Excelência Compulsiva Obsessiva. Empresas de sucesso crescem, os processos ficam complexos e chega a hora de botar ordem no terreiro. Começa a busca por métodos para gerenciamento e controle de grandes massas de dados, informações e pessoas. É quando surge o Teco: o Transtorno da Excelência Compulsiva Obsessiva. Empresas que sofrem do Teco apresentam os seguintes sintomas:

– Arrogância. Acreditam que o mundo gira em torno delas.
– Surge um estranho linguajar repleto de “análise crítica de requisitos”, “capability maturity model”, “usabilidade”, “walkthrough estruturado”, ”declaração de conformidade” entre outros. É a língua do “qualitês” que – convenhamos – é chique no úrtimo.
– Nascem processos derivados de processos que precisam de processos para acompanhar os processos. E dá-lhe melhoria de processos.
– É tanta gente envolvida, tantos processos “estruturados”, que ninguém mais pode ser responsabilizado pelo resultado final.
– O processo de tomada de decisão fica lento e pequenos problemas se transformam em grandes dores de cabeça.  
– Criam estruturas derivadas das áreas de qualidade para auditar as operações conforme roteiros traduzidos do inglês, japonês ou javanês. E como o custo dessas estruturas é considerado “custo da qualidade”, passa a ser sagrado. Reduzir esse custo é reduzir a qualidade.
– Mas reduzir custos é inevitável. Demitem-se os mais experientes (e caros). Trocam um de dez por dois de três, sem perceber que junto com a experiência vai o conhecimento implícito, aquele que é impossível de ser transmitido por sistemas formais.
– Recitam diariamente que “gente é nosso ativo mais importante” e que “o foco no cliente é fundamental”. Mas seus atos vão na contramão.
– Para quem tacoteco não existe vida fora de uma planilha Excel

E então aquela empresa que liderava as listas mundiais de qualidade apresenta defeitos em seus produtos, sem que ninguém descubra de onde vêm. A outra, que tem tecnologia de ponta, não consegue evitar um vazamento desastroso. A outra, bilionária, não consegue manter um esquema decente de atendimento aos clientes. Os problemas não são resolvidos, mas os powerpoints são excelentes. Teco, teco, teco.

Para escapar do Teco, eu já disse e repito: o segredo está na qualidade das conexões e dos relacionamentos entre os públicos externo e interno da empresa. Entenda-se por conexões e relacionamentos a comunicação de duas vias: aquela na qual eu falo e escuto. Se você procurar verá que alguns gregos trataram disso pouco tempo atrás: uns dois mil anos…

Recebi vários emails de pessoas que leram os artigos sobre o Tico e imaginaram que o Teco fosse o oposto, a transição da incompetência para a excelência. Não é.  O Tico e o Teco são excessos, transtornos compulsivos obsessivos, fases distintas da mesma doença: a incompetência.

 

Então o desafio é manter-se no meio termo, eqüidistante do Tico e do Teco? Não. Quem está no meio é medíocre.
O desafio é chegar e permanecer na excelência. Mas isso é papo pra outro artigo.

 

E aí? É Tico ou Teco?

Luciano Pires