Artigos Café Brasil
Democracia, Tolerância e Censura
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O que distingue uma democracia de uma ditadura é a ...

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O dia seguinte
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Com o aumento considerável do mercado de palestrantes ...

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Fact Check? Procure o viés.
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Investigar o que é verdade e o que é mentira - com base ...

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O impacto das mídias sociais nas eleições
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631 – O valor de seu voto – Revisitado
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Mais discussão de ano de eleição: afinal o que é o ...

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629 – Gramsci e os Cadernos do Cárcere
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628 – O olhar de pânico
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Aí você para, cansado, desmotivado, olha em volta e se ...

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LíderCast 125 – João Amoêdo
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Decidimos antecipar o LíderCast com o João Amoêdo ...

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LíderCast 124 – Sidnei Alcântara Oliveira
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Segunda participação no LíderCast, com uma história que ...

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LíderCast 123 – Augusto Pinto
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Empreendedor com uma história sensacional de quem ...

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LíderCast 122 – Simone Mozzilli
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Uma empreendedora da área de comunicação, que descobre ...

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046 – Para quem vai anular o voto
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Fiz um vídeo desenhando claramente o que acontece com ...

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Confraria Café Brasil
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Videocast Nakata T02 10
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Júlio de Mesquita Filho e a contrarrevolução cultural
Jota Fagner
Origens do Brasil
A ideia de concentração hegemônica não é exclusividade de Gramsci, outros autores de diferentes espectros ideológicos propuseram caminhos parecidos. Júlio de Mesquita Filho é um deles É preciso ...

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Imagine uma facada diferente
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Iscas Politicrônicas
Imagine Fernando Haddad sendo vítima de uma tentativa de assassinato. Por um ex-militante do DEM ou do PSL, no mesmo dia em que Bolsonaro quase morreu pelas mãos de um ex-PSOL. Primeiramente, os ...

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Uma discussão sobre inteligência artificial na educação
Mauro Segura
Transformação
Uma discussão sobre os benefícios que as novas tecnologias podem trazer para a educação brasileira. Mas será que estamos preparados para isso?

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A burocracia e a Ignorância Artificial
Henrique Szklo
O Estado brasileiro, desde 1500, tem se esmerado em atravancar qualquer mecanismo da administração pública com um emaranhado de processos burocráticos de alta complexidade, difícil interpretação ...

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Cafezinho 107 – O voto proporcional
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Seu voto, antes de ir para um candidato, vai para um ...

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Cafezinho 106 – Sobre fake news
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Fake News são como ervas daninhas, não se combate ...

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Cafezinho 104 – A greta
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Dois meio Brasis jamais somarão um Brasil inteiro.

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Memórias de um inconformado

Memórias de um inconformado

Luciano Pires -

Memories, de Elizabeth Weber em www.lizartist.com

Fui abordado por um leitor após uma palestra. Ele se queixou de que apelo repetidamente para memórias pessoais em meus textos, invocando um passado que pouco ou nada tem a ver com o dele. Saquei então uma frase deliciosa do escritor espanhol Max Aub :“Há três categorias de homens: os que contam a sua história; os que não a contam e os que não a têm.”

E ele: Hum. Prefiro quando você é crítico sobre atualidades. 

Eu: Muitos de meus textos trazem críticas, mas não acho que isso faça de mim um “crítico”. Se você disser “inconformado” eu concordo. Aprendi em meio século de vida a reconhecer a armadilha que é cair na crítica às instituições, ao povo, às elites, ao governo. Esses alvos nunca têm endereço certo e criticá-los dá rigorosamente em nada. Minha indignação é com aqueles que têm o poder de mudar as coisas, mas não mudam, evitando o compromisso com valores morais e com a cultura do país. É essa gente que ajuda a construir uma visão distorcida do Brasil, tornando até mesmo justificável a violência de parte do povo contra nossos símbolos e tradições. 

Ele: Mas quem é que você acha que tem esse poder, esse privilégio, essa força e capacidade de provocar mudanças? 

Eu: Olhe-se no espelho! Todo mundo tem o poder de despertar mudanças. O professor em seus alunos, os pais em seus filhos, o médico em seu paciente, o pastor nos fiéis, o ator na platéia, o escritor em seus leitores, a esposa no marido, o dono no cachorro… E vice versa. Aquilo que você chama de “crítica” é meu esforço para despertar a consciência do seu impacto e influência sobre as pessoas. Não quero que você ache que estou certo, que me siga, que concorde comigo. Só quero que você se importe e evite jogar a responsabilidade sobre as instituições, sobre as elites, sobre o povo. Isso é muito cômodo.

Ele: Luciano, por falta de educação, as pessoas depredam, roubam livros, esculturas e qualquer outra lembrança de nossa história suja, hipócrita e triste. Conforme-se que sempre foi e sempre será assim.

Eu: Pois é. Em qualquer lugar civilizado, depredar, roubar, enganar, dá cadeia. No Brasil dos conformados, dá dó. E isso nos traz de volta a seu comentário sobre minhas memórias. Talvez por nunca terem aprendido com nossa história – que é tudo menos hipócrita ou triste – muitas pessoas adotam uma visão conformada das mazelas do Brasil. Nunca aprendem com o passado, com as memórias. Por isso é fundamental conhecer o passado.

Quando apelo às memórias pessoais, procuro reflexões que tragam ensinamentos. Algumas são críticas, outras são bem humoradas, outras são quase poéticas. Mas todas são reflexões sobre um passado precioso onde estão as lições para o futuro. Quem não tem memória, perde suas referências, fica vazio e conformado, apoiando-se apenas numa estratégia para a vida: a esperança, sacou?

Só que esperança nunca foi estratégia.

Mas talvez seja o único recurso dos que não têm memória. 

Não sei se ele ficou satisfeito, mas que botei uma pulguinha lá, ah, isso eu botei.

Luciano Pires