Assine o Café Brasil
Artigos Café Brasil
Por que eu?
Por que eu?
Ela foi a primeira mulher a assumir publicamente que ...

Ver mais

Cobertor de solteiro
Cobertor de solteiro
Cobertor de solteiro. Isca intelectual de Luciano Pires ...

Ver mais

O véinho
O véinho
Isca intelectual de Luciano Pires que pergunta: que ...

Ver mais

Pluralidade narrativa 2
Pluralidade narrativa 2
Revendo uma Isca Intelectual de Luciano Pires que tenta ...

Ver mais

537 – VAMO, VAMO CHAPE
537 – VAMO, VAMO CHAPE
Podcast Café Brasil 537 - Vamo,vamo, Chape. Este é um ...

Ver mais

536 – A política da pós-verdade
536 – A política da pós-verdade
Podcast Café Brasil 536 - A política da pós-verdade. ...

Ver mais

535 – Hallelujah
535 – Hallelujah
Podcast Café Brasil 535 - Hallelujah. Poucos dias atrás ...

Ver mais

534 – Labfazedores
534 – Labfazedores
Podcast Café Brasil 534 - Labfazedores. Luciano Pires é ...

Ver mais

LíderCast 050 – Bia Pacheco
LíderCast 050 – Bia Pacheco
LiderCast 050 - Hoje vamos conversar com Bia Pacheco, ...

Ver mais

LíderCast 051 – Edu Lyra
LíderCast 051 – Edu Lyra
LiderCast 051 - Hoje conversaremos com Edu Lyra, um ...

Ver mais

LíderCast 049 – Luciano Dias Pires
LíderCast 049 – Luciano Dias Pires
Lídercast 049 - Neste programa Luciano Pires conversa ...

Ver mais

LíderCast 048 – Jonas e Alexandre
LíderCast 048 – Jonas e Alexandre
LiderCast 048 - Hoje recebemos o Jonas e o Alexandre, ...

Ver mais

045 – Recuperando do trauma
045 – Recuperando do trauma
Quando terminar o trauma, quando o Brasil sair deste ...

Ver mais

Vem Pra Rua!
Vem Pra Rua!
Um recado para os reacionários que NÃO vão às ruas dia ...

Ver mais

44 – Tudo bem se me convém – Palestra no Epicentro
44 – Tudo bem se me convém – Palestra no Epicentro
Apresentação de Luciano Pires no Epicentro em Campos de ...

Ver mais

43 – Gloria Alvarez – Sobre República e Populismo
43 – Gloria Alvarez – Sobre República e Populismo
Gloria Alvarez, do Movimento Cívico Nacional da ...

Ver mais

Tempo de escolher
Tom Coelho
Sete Vidas
“Um homem não é grande pelo que faz, mas pelo que renuncia.” (Albert Schweitzer)   Muitos amigos leitores têm solicitado minha opinião acerca de qual rumo dar às suas carreiras. Alguns ...

Ver mais

O caso é o caso
Fernando Lopes
Iscas Politicrônicas
Sobre a morte do assassino nojento, tudo já já foi dito; Fidel Castro foi tarde e deve estar devidamente instalado no caldeirão-suíte número 13, com aquecedor forte, decoração vermelha e vista ...

Ver mais

SmartCamp: as startups transformam o mundo
Mauro Segura
Transformação
Vivemos o boom das startups no Brasil e no mundo. O que está por trás disso? Mauro Segura esteve no SmartCamp, que é uma competição global de startups, e fez um vídeo contando a sua experiência.

Ver mais

Desemprego zero
Tom Coelho
Sete Vidas
“O desemprego do homem deve ser tratado como tragédia e não como estatística econômica.” (Papa João Paulo II)   No início dos anos 1990, experimentei o sabor amargo do desemprego. Por opção, ...

Ver mais

Mc Papa

Mc Papa

Luciano Pires -

MCPAPA

Talvez tenha sido em 62 ou 63. Eu devia ter uns seis anos e estava jogando bola no parquinho infantil, ao lado da Igreja Santa Terezinha em Bauru. Repentinamente o sino da igreja começou a tocar e professora juntou a garotada no meio da quadra e comunicou que o Papa havia morrido. Era João XXIII. Eu era jovem demais para entender. Assumiu Paulo VI, que permaneceu até os anos 80. Quando morreu, a mídia já tinha um papel importante na divulgação do processo de escolha de seu sucessor, João Paulo I. Lembro-me da capa do Jornal da Tarde, com a foto de João Paulo I sob a manchete “O Papa que ri”. João Paulo I era mesmo sorridente, uma simpatia. Ficou Papa por um mês e morreu. Veio João Paulo II apresentado como um Papa diferente, atlético, que esquiava, conduzindo a igreja por alguns dos períodos mais conturbados da história. Certos dogmas foram mais fortes que ele, que perdeu muito de sua energia após o atentado e talvez não tenha conseguido reformar a igreja tão profundamente quando desejava. Sua morte encerra definitivamente o século 20.

A mídia superou-se nos funerais e na escolha do novo Papa. Nunca houve uma chaminé como a Sistina e ver milhares de pessoas horas e horas em fila e lágrimas apenas demonstra a força da fé. Mas tenho umas dúvidas.


Quantos estavam no Vaticano menos pelo Papa e mais por poder um dia dizer “eu estava lá?” E aquelas cenas de final de Copa do Mundo, com as pessoas se abraçando e gritando ao anúncio do nome do novo Papa? Os muçulmanos devem ter reagido àquelas imagens da mesma forma que nós quando vemos os milhões de fiéis em Meca…Ou a turba em lágrimas e convulsões carregando a foto do Aiatolá morto. Será que não é tudo a mesma coisa? Claro que sim. Em graus diferentes de fanatismo talvez.


Mas não é essa reflexão que quero sugerir aqui.


O grande desafio do novo Papa será conciliar moral, política e exposição na mídia. Ele já é um produto, “vendido” pela mídia da mesma forma que um Big Mac. Da mesma forma que os terroristas islâmicos. Ou o tsunami.


Mas a biografia e as feições de Bento XVI não parecem ser as de um profissional acostumado com a mídia, transigente e carismático, pelo contrário. Temo que num mundo que precisa urgentemente reaprender a lidar com o intangível, com a imaginação, com a sensibilidade, um Papa focado no comando e controle e apegado a velhos dogmas seja um retrocesso. Mas isso é apenas a primeira impressão, vamos dar tempo ao homem.


Talvez a esperança vença o medo.

Êpa. Onde é que eu já ouvi isso mesmo?