Artigos Café Brasil
Silvio Santos, Zé Celso e o Oficina
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Uma reunião para ser objeto de estudo em qualquer aula ...

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#TransgressaoEhIsso
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Transgredir é muito mais que pintar o rosto, urinar na ...

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Vem aí o Cafezinho
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Nasce nesta segunda, 4/9 o CAFEZINHO, podcast ...

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Educação adulta
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Preocupados demais com a educação de nossos filhos, ...

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591 – Alfabetização para a mídia
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Hoje em dia as informações chegam até você ...

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590 – O que aprendi com o câncer
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589 – A cultura da reclamação
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LíderCast 90 – Marcelo Ortega
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Marcelo Ortega, palestrante na área de vendas, outro ...

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Alfredo Rocha, um dos pioneiros no segmento de ...

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Confraria Café Brasil
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Tolerância? Jura?
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Iscas Politicrônicas
Engraçada essa tal “tolerância” que pregam por aí, por dois simples motivos: 1) é de mão única e 2) pretende tolher até o pensamento do indivíduo. Exagero? Não mesmo. Antes que algum ...

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Ensaio sobre a amizade
Tom Coelho
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“A gente só conhece bem as coisas que cativou. Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm ...

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Um reino que sente orgulho de seus líderes
Luiz Alberto Machado
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Um reino que sente orgulho de seus líderes  Victoria e Abdul   Uma vez mais, num curto espaço de tempo, o cinema nos brinda com um filme baseado na história de uma destacada liderança britânica. ...

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O que aprendi com o câncer
Mauro Segura
Transformação
Esse é o texto mais importante que escrevi na vida. Na ponta da caneta havia um coração batendo forte. Todo o resto perto a importância perto do que vivemos ao longo desse ano.

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Cafezinho 27 – Planos ou esperanças
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Tem gente que, em vez de planos, só tem esperança.

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Não dá para ganhar um jogo sem acreditar no time.

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Cafezinho 25 – Podres de mimados 2
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O culto do sentimento destrói a capacidade de pensar e ...

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Cafezinho 24 – Não brinco mais
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Pensei em não assistir mais, até perceber que só quem ...

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Lição De Vida

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Luciano Pires -



LIÇÃO DE VIDA 



Vivi dias atrás uma das experiências marcantes em minha vida, ao promover a edição de meu livro BRASILEIROS POCOTÓ, em Braille. São raras as obras de autores contemporâneos em Braille. Dá um trabalhão, custa caro e o retorno é baixo em termos de marketing. Mas eu achei que deveria fazê-lo. E fiz. Através da Escola Estadual Cônego Paulo de Nadal, de Porto Alegre, escola pública e bastante humilde, tomei contato com um grupo de abnegados que desenvolve um trabalho solitário de assistência educacional aos deficientes visuais. Visitei a escola, vi os esforços daquele grupo de pessoas dispostas a transformar as vidas dos que não contam com a visão. Foi emocionante. São pessoas que têm uma outra visão de mundo, que lutam por pequeninas vitórias que, para nós, significam quase nada.




Mandei o texto, fiz a doação do papel especial e logo tive o livro em mãos.




Então veio o evento de lançamento do livro numa feira do livro realizada na escola. Pelo celular de um amigo ouvi emocionado o grupo musical da escola entoando a Melô do Pocotó, com todas as crianças cantando em coro: “não, não quero ser um Pocotó”.  Mas o melhor foi o e-mail que recebi do professor Leopoldo, deficiente visual, que fez a revisão do livro em Braille. Olha só…




“Caro Luciano! Depois de ter o privilégio de ser o 1º Deficiente Visual a ler, em Braille, Brasileiros Pocotó, não poderia ficar omisso. Quando meus dedos deslizavam neste texto sentia que dentro de mim brotava um sentimento de satisfação, pois o texto refletia o que penso e o que por vezes já manifestei em rodas de amigos e que não tive coragem de expor em grande grupo. Quando fazia a revisão do texto em Braille, muitas vezes dentro do ônibus nos deslocamentos de casa até a Escola, freqüentemente despertava a curiosidade de outras pessoas, as quais perguntavam sobre o que eu estava lendo e eu respondia lendo, empolgado, partes do texto e comentando sobre esta obra e seu autor e ainda indicava o site para que as pessoas acessassem aos teus artigos. Um dia, fiquei tão empolgado com a leitura, que passei do ponto de descer e depois de várias tentativas em me chamar a atenção, o cobrador levantou e tocou em meu braço dizendo ´Professor, professor: não quero interromper sua leitura, mas o senhor já passou do ponto que deveria descer´. Poderia ficar horas e horas escrevendo sobre as impressões que tive com a Leitura do “Pocotó”, mas vou me limitar aqui em falar sobre a chance ímpar, com nosso grupo vocal, de fazer o solo do Melô do Pocotó (sei que tu acompanhaste pelo celular) e que fiquei emocionado porque todas as pessoas que se encontravam em nossa Feira do Livro  pediram bis e responderam em uníssono ´EU NÃO QUERO SER UM POCOTÓ´.
Um grande abraço. Leopoldo”



Pois é. E a gente acha que tem problemas…
Se o mundo acabasse agora, eu iria satisfeito.