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Luciano Pires -


INVASÃO POCOTÓ



Cena um: convenção de vendas de uma das principais redes de fast food do nordeste. Faço, com sucesso, minha palestra “Brasileiros Pocotó” para um público composto dos gerentes das lojas de todo o Brasil. Gente com formação universitária, viagens para o exterior e um bom padrão de vida. Após o evento, uma festa, com uma mini-balada. Lá pelas tantas, o DJ coloca funk. Com Egüinha Pocotó e tudo o mais. E a pista de dança explode de gente pulando, desbundando e me gozando…


Cena dois: festa de 15 anos de minha filha, na semana passada. Combinei com ela que Pocotó era proibido e assim foi. Mas lá pelas tantas, o DJ manda funk. Tati Quebra Barraco, inclusive. E a pista explode, repleta de quase uma centena de garotos, garotas, jovens e tiozinhos. Todos pulando, desbundando e me gozando. A festa aconteceu em Alphaville, reduto da classe A paulistana. E toda a garotada cantava o refrão das letras, os palavrões e as baixarias, com gosto e vontade, dançando como se faz nos bailes funk cariocas.


Enquanto isso eu, sentado numa cadeira, observava e era gozado. Afinal, o grande despocotizador assistia sua filha e amigos entregues ao funk do mais baixo nível. Quando a coisa ficou preta, com aquelas letras pornográficas do MC Serginho, fui até o DJ e mandei parar. Ele trocou para um forró ou axé, o que não melhorou muito a situação. Mas aos poucos a pista foi esvaziando, esvaziando e ficou lá, meia boca. A turma queria funk.


Definitivamente, não dá para ganhar essa briga, com Gloria Perez endeusando o funk em horário nobre, colocando as filhinhas de papai de carro importado conversível no meio dos subúrbios cariocas. E com o Fantástico mostrando as baixarias musicais brasileiras como exemplo de criatividade popular, um mané como eu não tem a menor chance…


Minha luta é inglória.


Mas não vou parar. Engoli a seco a baixaria, suportei o sarro que todo mundo tirou e preparei-me para retornar à lida. Vou continuar. Usando as armas deles. Esta semana lanço um novo vídeo com a Egüinha Pocotó, usando a música Funk dos Burrão, uma sátira que anda circulando pela Internet. E usarei também a Oração ao Pocotó que lancei no ano passado. Quem acessou meu site www.lucianopires.com.br e já se divertiu com a Melô do Pocotó poderá curtir um novo ritmo. E poderá baixar, é de graça, e enviar para todo mundo. Não tenho espaço na TV, não tenho novela na Globo, não apareço dez vezes por dia nas rádios nem nas revistas de fofoca. Mas pinto e bordo pela Internet que é onde dá pra fazer acontecer.


Mas preciso de ajuda. Despocotizar o Brasil é impossível, mas cada dia tem mais gente agindo. Pois bem, o texto de hoje é um convite. Visite você também o www.lucianopires.com.br . Ajude-me a encher o saco dos pocotós.