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Ensaio sobre a amizade
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Um reino que sente orgulho de seus líderes  Victoria e Abdul   Uma vez mais, num curto espaço de tempo, o cinema nos brinda com um filme baseado na história de uma destacada liderança britânica. ...

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O que aprendi com o câncer
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Esse é o texto mais importante que escrevi na vida. Na ponta da caneta havia um coração batendo forte. Todo o resto perto a importância perto do que vivemos ao longo desse ano.

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Cafezinho 27 – Planos ou esperanças
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Pensei em não assistir mais, até perceber que só quem ...

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Gosto/Não gosto

Gosto/Não gosto

Luciano Pires -

Jonah Lomu foi um famoso jogador de rugby da Nova Zelândia que morreu aos 40 anos de idade. No funeral os amigos fizeram a tradicional haka, uma dança e grito de guerra dos guerreiros Maoris, criada para amedrontar os inimigos, dando um toque de emoção profunda à cerimônia. Publiquei a cena em minha página no Facebook, você pode vê-la aqui: http://bit.ly/1XsPem0.

Mostrei para um grupo de conhecidos e, entre expressões de espanto e curiosidade, ouvi também risinhos e sarcasmo.

Lembrei então que um escritor e professor norte americano de estudos interculturais Lloyd Kwast, missionário batista que por anos ensinou em Camarões, aprendeu na prática o que significa lidar com culturas diferentes das suas. Kwast criou um modelo para ajudar a dar o passo inicial na identificação de culturas diferentes. Seu modelo tem camadas em diferentes níveis.

A primeira camada com a qual temos o contato é o COMPORTAMENTO. O que é feito? É quando reparamos no comportamento das pessoas e suas atividades. A roupa que vestem, as atitudes, o linguajar.
Observar as atividades das pessoas num baile funk do pancadão, numa balada sertaneja ou num concerto de música clássica já começa a dar pistas sobre a lógica de seu comportamento. Qual é a lógica de um sujeito usar chapéu, bota de cano alto e cinturão com fivelão dentro de uma balada no centro da cidade de São Paulo? Ou um senhor usar um smoking e sapatos de cromo alemão para assistir a um concerto?

A segunda camada são os VALORES. O que é bom e o que é melhor? Ao questionar as razões para o comportamento das pessoas, o que as levou àquelas escolhas como sendo “aquilo que deve ser feito”, podemos entender os valores que as movem. Por exemplo: compreender que o rap e o hip hop surgem como expressão de uma determinada classe social e que o jeito de falar, de vestir, a temática deles representa os valores de um grupo de pessoas de uma determinada região, de gente que também quer trabalhar, ter sucesso, proteger seus filhos e colaborar pra um mundo melhor. Calma! Já caiu o disjuntor? Segura aí.

A terceira camada são os CREDOS. O que é verdade? Certos credos influenciam diretamente os valores que influenciam o comportamento. Quais são os credos de um grupo de jovens negros, de baixa renda, moradores em regiões periféricas onde a bandidagem está mais presente do que o estado? Em que eles acreditam? O que os leva a falar daquele jeito, dançar daquele jeito?

A última camada, a mais profunda, é VISÃO DO MUNDO. O que é real? É a forma como interpretamos a realidade, a maneira como nos vemos em relação ao mundo. Inclui noções sobre a existência humana, o bem o mal, o divino e o sobrenatural.

Comportamento, valores, credos e visão do mundo. Olhe para aquela turma do baile funk e tente exercitar as camadas do modelo de cultura de Kwast. Imagine que a cultura é aprendida das pessoas que estão à nossa volta, através dos diferentes credos, valores, tradições e comportamentos que são passados de geração em geração.

Bom, tá dando pra sacar? Tentar apreciar uma cerimônia como a haka, por exemplo, sem saber o que existe por trás dela, que tipo de cultura o gerou e seu significado é entregar a análise ao gosto/não gosto. E isso é pouco.
Quando você não conhece o objeto de sua análise, será escravo de seu senso estético e vai ficar horrorizado quando chegar no Nepal, por exemplo, e descobrir que eles não usam papel higiênico. Ou ver um chinês comendo um gafanhoto. Aquele gafanhoto, antes de ser um nojo, é herança de seus avós, de um período em que, quem não comesse gafanhoto, morria de fome…

– Ah, Luciano, então eu vou ter que comer gafanhoto?

Não, seu Mané. Só estou dizendo que para dizer “gosto/não gosto”, é conveniente  não ser um ignorante.