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Gosto ruim

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Bum! Minha esposa bate o carro na traseira de um táxi. Nada muito importante, mas suficiente para impedir que seu porta-malas abra. Na confusão do trânsito ela troca informações com o motorista e pede que ele me ligue. Uma hora depois recebo a ligação do Luiz, identificando-se como o “taxista que levou uma batida da sua esposa”. Começou pedindo desculpas pela “incomodação”. Pedi que orçasse o estrago para ver se valia a pena usar o seguro e ele quase implorou para que eu não acionasse a seguradora. Se ela entrasse no jogo ele estaria frito, pois demoraria para pagar, pagaria quase nada por seus dias parados, etc. Ele fora muito educado com minha esposa no momento do acidente e estava sendo delicado comigo ao telefone, parecia ser boa pessoa. E tomou a iniciativa: “olha já orcei por aqui, vai ficar em x o conserto. Mas tenho certeza que se levar na oficina perto de minha casa consigo pela metade do preço.” Entendi o drama dele e pensei em depositar o dinheiro na sua conta, como fiz tempos atrás numa situação semelhante. Mas hoje em dia não dá para confiar em mais ninguém, não é? E se fosse uma armação? E se ele depois viesse querendo mais, indenizações, isso e aquilo?

Falei com minha advogada, que mandou um modelo de recibo que teoricamente me isentaria de problemas futuros. Imprimi e combinei de me encontrar com o taxista num local público. Afinal, hoje em dia não dá para confiar em mais ninguém…

Pronto. Chego lá e conheço o Luiz. Muito educado, se desculpando pela dor de cabeça, pela “incomodação”. Paguei o valor combinado, ele assinou o recibo e nos despedimos. E eu saí com um gosto ruim na boca. O gosto da desconfiança.

Eu podia ter resolvido o problema na primeira conversa, bastaria ter transferido o dinheiro para sua conta e pronto! Mas hoje em dia não dá para confiar em mais ninguém, não é mesmo?

Pois é. No mesmo dia em que tudo aconteceu, recebi um email de uma ouvinte de meus podcasts, a Luciane: “Sinto falta da cordialidade e respeito dos dias da minha infância. Não sei, não fui criada assim! O bem era algo quase palpável, se esperava que todos fossem bons. Lógico que o ser humano não é de todo bom, mas era o que se cobrava de cada um para viver em comunidade. Meu pai passeava comigo pelas ruas de mãos dadas a apontar: ‘tá vendo aquele senhor? É meu amigo, gente boa!’ ‘tá vendo aquela senhora? É fulana, foi muito amiga da sua vó’. E era um desenrolar de histórias de amizade e ajuda. Cresci e me deparo com um mundo que eu não quero compartilhar com minha filha. Já não posso apontar e dizer que as pessoas ‘são boas’.”

Lembrei do Luis indo embora, comprar a peça para consertar seu táxi. E me senti culpado por desconfiar dele. Mas sabe como é… Hoje em dia não dá pra confiar em mais ninguém.

Putz. Que gosto ruim na boca.

Luciano Pires