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Foi Mal

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Luciano Pires -

Uns documentos importantes desaparecem. Foram enviados para mim por motoboy. Chegaram à portaria da empresa no final da tarde e… Ninguém sabe, ninguém viu. O comprovante de recebimento está lá, assinado. E o dono da assinatura me procura para dizer que recebeu e colocou na caixa de entrada. Dali pra frente não se responsabiliza mais.
– Não fui eu.
Busco o responsável pela área de trânsito de documentos que, todo solícito, se propõe a procurar. Algumas horas depois ele telefona sugerindo que eu tire segunda via… Ninguém sabe, ninguém viu. E argumenta:
– Seu Luciano, não fui eu.
Protestei, indignado. E recebi a resposta definitiva:
 – Foi mal…
Então o piscineiro faz seu trabalho semanal lá em casa. E vai embora largando um registro aberto. Inunda a casa de máquinas. O motor vai pro brejo. Protestei, e a resposta foi imediata:
 – Não fui eu.
Diante da impossibilidade de sustentar inocência, a frase definitiva:
– Foi mal…
No estacionamento, o manobrista me entrega o carro com um lindo risco na lateral.
 – Já estava assim. Não fui eu.
Chamo o gerente, que dá a resposta definitiva:
 – Foi mal…
Eu pensei em dar aqui um exemplo de companhia aérea, mas nem precisa, né?
– Foi mal. Foi mal. Foi mal…
Pois é. Essa é a grande encrenca da prestação de serviços. Você só sabe se o serviço é bom depois que recebe. Não dá pra ver antes, pra cheirar, experimentar, saber que peso tem, de que tamanho é… Precisa encomendar e torcer pra receber algo que preste. Sempre que pago serviço meia-boca com dinheiro bom, sinto-me um trouxa. E a dor de cabeça para corrigir a incompetência? Não há dinheiro que pague, não é? Pois o leitor Caio Márcio Rodrigues me escreve com uma idéia deliciosa que, se não é a solução, ao menos nos daria um saborzinho de vingança contra a turma do “foi mal”: o Real Flutuante. Olha só:

“Outro dia, o dono da empresa que trocou o telhado de minha casa, ao terminar a labuta de uns 15 dias, tascou:
 – Então, seu Caio, desculpe alguma coisa, tá?
 – Ué, mas se você fez algo para se desculpar, vai lá e arruma, tá? … Ainda dá tempo!
Não deu tempo: em vez de me pegar pelo braço e mostrar orgulhosamente sua obra, as qualidades, modo de usar, tecer comparações entre o prometido e o realizado, ele entrou no carro e se mandou. Aí fiquei pensando: já ouvi essa frase algumas vezes nos últimos tempos. Parece que ela está ficando comum. No Brasil, em vez de fazer o serviço direito, o sujeito faz de qualquer jeito e então pede desculpas por alguma coisa. Pensei em propor ao Banco Central a criação de uma moeda flexível: um Real que valesse mais, ou menos, conforme a qualidade do serviço que estamos pagando. Essa moeda de escala flexível funcionaria assim: um serviço impecável você pagaria com um Real “A” bom, firme. Um serviço mais ou menos você pagaria com o Real “B” roto, com o qual só dá para comprar metade das coisas. Seria legal, não? A moeda correspondendo à qualidade do serviço prestado.”


Genial a proposta do Caio!
Já pensou na cara do sujeito?

 – Pô, seu Luciano, mas o senhor me pagou com o Real de merda!
– Ô, vai desculpando aí. Foi mal…