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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - ...

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Transgredir é muito mais que pintar o rosto, urinar na ...

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Nasce nesta segunda, 4/9 o CAFEZINHO, podcast ...

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No Fórum da Liberdade que aconteceu em abril de 2018 em ...

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LíderCast 104 – Odayr Baptista
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Com Paulo Cruz, professor, pensador, voz dissonante da ...

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O Ibope e a caricatura do conservadorismo
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Essa pesquisa que mede o grau de conservadorismo da sociedade brasileira é das coisas mais estúpidas que o Ibope já fez.

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As 50 empresas mais inovadoras do mundo
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Aos domingos à tarde, a companhia da dona Terezinha de ...

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Fé de menos

Fé de menos

Luciano Pires -

Recebi um email de um ouvinte dos EUA, o Boris Kortiak, com um comentário interessante:

“Sempre que visito o Brasil vejo uma terra com enormes oportunidades, mas quando falo com as pessoas ouço apenas sobre os enormes problemas. Algumas vezes falamos sobre a mesma coisa, mas vista sob perspectivas diferentes. Como é possível que duas pessoas, olhando para a mesma coisa, vejam de forma tão diferente? O que acontece com os brasileiros para que olhem apenas o negativo e achem que as coisas são imutáveis, enquanto um estadunidense ou inglês veja as mesmas coisas como obstáculos a serem vencidos? Por que a maioria só vê uma imagem sombria do Brasil? Talvez não seja o ritmo constante de negatividade da mídia que ajuda a desmoralizar a população, mas a falta de fé na existência de soluções.”

“Falta de fé na existência de soluções”… suspeito que essa falta de fé não é causa, é conseqüência. Vejamos.

Se examinarmos a história do Brasil nos últimos quarenta anos veremos a sucessão de frustrações que nos levaram a essa falta de fé. No final do regime militar milhares de pessoas vão às ruas pelo Diretas Já, que o Congresso não aprova. Algum tempo depois conseguimos, de forma indireta, eleger um presidente civil: Tancredo Neves. Que morre antes de tomar posse. Seu substituto, Sarney, chega com um plano redentor, o Cruzado. E leva o Brasil ao maior período recessivo da história. Vem as eleições diretas e elegemos um jovem, Fernando Collor de Mello. Sua primeira ação é confiscar o dinheiro de todo mundo. E temos o primeiro impeachment da história. O sucessor, Itamar Franco, começa o governo relançando o Fusca, mas termina abrindo caminho para o Plano Real que finalmente coloca o Brasil nos eixos. FHC faz um ótimo primeiro mandato, mas o segundo termina em meio a acusações de “privataria”, compra de votos, etc. Frustrante. Vem Lula, com seu discurso pela ética. E oito anos de lambança. Nesses 40 anos a educação continuou em deterioração, a saúde é um escândalo, a violência é crescente, o trânsito torna-se caótico, a corrupção torna-se endêmica, os impostos crescem sem parar, a infraestrutura é uma piada, as enchentes de janeiro continuam matando, a seca do Nordeste idem, a Justiça não funciona… Ufa! 

Mas é claro que também experimentamos melhorias. Somos um país em franco crescimento, temos o povo mais otimista do planeta, melhoramos a distribuição de renda, tirando milhões da miséria e temos ilhas de excelência. Mas os problemas básicos continuam sem solução, passando de geração para geração. 

Não é natural que – após 40 anos – a conseqüência seja a tal “falta de fé na existência das soluções”?

É. Mas tenho uma visão diferente. Acredito que sabemos dos problemas e conhecemos as soluções. O que não temos é fé em nossa capacidade de implementar as soluções. Depois de 40 anos prometendo e não cumprindo, somos uma sociedade desconfiada, onde cada vez menos gente acredita nas instituições, nas leis ou nos outros. Daí a visão sombria e negativa. 

Numa sociedade baseada na desconfiança, todo mundo é culpado.

Inclusive você

Luciano Pires