Artigos Café Brasil
Silvio Santos, Zé Celso e o Oficina
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Uma reunião para ser objeto de estudo em qualquer aula ...

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#TransgressaoEhIsso
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Transgredir é muito mais que pintar o rosto, urinar na ...

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Vem aí o Cafezinho
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Nasce nesta segunda, 4/9 o CAFEZINHO, podcast ...

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Educação adulta
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Preocupados demais com a educação de nossos filhos, ...

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591 – Alfabetização para a mídia
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Hoje em dia as informações chegam até você ...

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590 – O que aprendi com o câncer
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O programa de hoje é uma homenagem a uns amigos ...

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589 – A cultura da reclamação
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Crianças mimadas, multiculturalismo, politicamente ...

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Poucos temas têm despertado tantas paixões como a ...

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LíderCast 91 – Saulo Arruda
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Saulo Arruda, que teve uma longa carreira como ...

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Marcelo Ortega, palestrante na área de vendas, outro ...

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Bruno Teles, um educador que sai de Sergipe para se ...

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Confraria Café Brasil
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Vale fazer um curso universitário se as profissões vão desaparecer?
Mauro Segura
Transformação
Numa perspectiva de que tudo muda o tempo todo, será que vale a pena sentar num banco de universidade para se formar numa profissão que vai desaparecer ou se transformar nos próximos anos?

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Tolerância? Jura?
Fernando Lopes
Iscas Politicrônicas
Engraçada essa tal “tolerância” que pregam por aí, por dois simples motivos: 1) é de mão única e 2) pretende tolher até o pensamento do indivíduo. Exagero? Não mesmo. Antes que algum ...

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Ensaio sobre a amizade
Tom Coelho
Sete Vidas
“A gente só conhece bem as coisas que cativou. Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm ...

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Um reino que sente orgulho de seus líderes
Luiz Alberto Machado
Iscas Econômicas
Um reino que sente orgulho de seus líderes  Victoria e Abdul   Uma vez mais, num curto espaço de tempo, o cinema nos brinda com um filme baseado na história de uma destacada liderança britânica. ...

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Cafezinho 28 – No grito
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Não dá pra construir um país no grito.

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Cafezinho 27 – Planos ou esperanças
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Tem gente que, em vez de planos, só tem esperança.

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Cafezinho 26 – Brasil Futebol Clube
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Não dá para ganhar um jogo sem acreditar no time.

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Cafezinho 25 – Podres de mimados 2
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O culto do sentimento destrói a capacidade de pensar e ...

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Fé de menos

Fé de menos

Luciano Pires -

Recebi um email de um ouvinte dos EUA, o Boris Kortiak, com um comentário interessante:

“Sempre que visito o Brasil vejo uma terra com enormes oportunidades, mas quando falo com as pessoas ouço apenas sobre os enormes problemas. Algumas vezes falamos sobre a mesma coisa, mas vista sob perspectivas diferentes. Como é possível que duas pessoas, olhando para a mesma coisa, vejam de forma tão diferente? O que acontece com os brasileiros para que olhem apenas o negativo e achem que as coisas são imutáveis, enquanto um estadunidense ou inglês veja as mesmas coisas como obstáculos a serem vencidos? Por que a maioria só vê uma imagem sombria do Brasil? Talvez não seja o ritmo constante de negatividade da mídia que ajuda a desmoralizar a população, mas a falta de fé na existência de soluções.”

“Falta de fé na existência de soluções”… suspeito que essa falta de fé não é causa, é conseqüência. Vejamos.

Se examinarmos a história do Brasil nos últimos quarenta anos veremos a sucessão de frustrações que nos levaram a essa falta de fé. No final do regime militar milhares de pessoas vão às ruas pelo Diretas Já, que o Congresso não aprova. Algum tempo depois conseguimos, de forma indireta, eleger um presidente civil: Tancredo Neves. Que morre antes de tomar posse. Seu substituto, Sarney, chega com um plano redentor, o Cruzado. E leva o Brasil ao maior período recessivo da história. Vem as eleições diretas e elegemos um jovem, Fernando Collor de Mello. Sua primeira ação é confiscar o dinheiro de todo mundo. E temos o primeiro impeachment da história. O sucessor, Itamar Franco, começa o governo relançando o Fusca, mas termina abrindo caminho para o Plano Real que finalmente coloca o Brasil nos eixos. FHC faz um ótimo primeiro mandato, mas o segundo termina em meio a acusações de “privataria”, compra de votos, etc. Frustrante. Vem Lula, com seu discurso pela ética. E oito anos de lambança. Nesses 40 anos a educação continuou em deterioração, a saúde é um escândalo, a violência é crescente, o trânsito torna-se caótico, a corrupção torna-se endêmica, os impostos crescem sem parar, a infraestrutura é uma piada, as enchentes de janeiro continuam matando, a seca do Nordeste idem, a Justiça não funciona… Ufa! 

Mas é claro que também experimentamos melhorias. Somos um país em franco crescimento, temos o povo mais otimista do planeta, melhoramos a distribuição de renda, tirando milhões da miséria e temos ilhas de excelência. Mas os problemas básicos continuam sem solução, passando de geração para geração. 

Não é natural que – após 40 anos – a conseqüência seja a tal “falta de fé na existência das soluções”?

É. Mas tenho uma visão diferente. Acredito que sabemos dos problemas e conhecemos as soluções. O que não temos é fé em nossa capacidade de implementar as soluções. Depois de 40 anos prometendo e não cumprindo, somos uma sociedade desconfiada, onde cada vez menos gente acredita nas instituições, nas leis ou nos outros. Daí a visão sombria e negativa. 

Numa sociedade baseada na desconfiança, todo mundo é culpado.

Inclusive você

Luciano Pires