Artigos Café Brasil
#DicaNetFlix Trotsky
#DicaNetFlix Trotsky
É uma série de terror. Tem assassinos em série, ...

Ver mais

Visualizando as estruturas do discurso do Portal Café Brasil
Visualizando as estruturas do discurso do Portal Café Brasil
Se você se aproximar do Café Brasil, prepare-se para ...

Ver mais

Café Brasil Premium – Retrospectiva 2018
Café Brasil Premium – Retrospectiva 2018
Ao longo de 2018 o Café Brasil Premium decolou e ...

Ver mais

#Retrospectiva PodSumários
#Retrospectiva PodSumários
Comece 2019 praticando o Fitness Intelectual. A barriga ...

Ver mais

648 – Ethos, Logos, Pathos e o Diálogo Aberto
648 – Ethos, Logos, Pathos e o Diálogo Aberto
Neste cenário onde até “bom dia” leva patada, o que é ...

Ver mais

647 – Father Hunger
647 – Father Hunger
Quanta gente perdida e desorientada, quanta carência, ...

Ver mais

646 – Harry Nilsson
646 – Harry Nilsson
Mais um daqueles especiais musicais que você gosta ...

Ver mais

645 – O Brasil e a demanda por dar certo
645 – O Brasil e a demanda por dar certo
Estamos em período de mudanças ou apenas nos preparando ...

Ver mais

LíderCast 139 – Nívio Delgado
LíderCast 139 – Nívio Delgado
De carinha do Xerox a Diretor Superintendente da maior ...

Ver mais

LíderCast 138 – Ricardo Abiz
LíderCast 138 – Ricardo Abiz
Empreendedor também, um pioneiro em diversas áreas de ...

Ver mais

LíderCast 137 – Pedro Pandolpho
LíderCast 137 – Pedro Pandolpho
Empreendedor, sócio da Pronto Light, outro típico ...

Ver mais

LíderCast 136 – Paulo Farnese
LíderCast 136 – Paulo Farnese
Empreendedor, fundador da agência EAí?, envolvido com ...

Ver mais

Cafezinho Live – Como será o Brasil com Bolsonaro
Cafezinho Live – Como será o Brasil com Bolsonaro
Um bate papo entre Adalberto Piotto, Carlos Nepomuceno ...

Ver mais

046 – Para quem vai anular o voto
046 – Para quem vai anular o voto
Fiz um vídeo desenhando claramente o que acontece com ...

Ver mais

Confraria Café Brasil
Confraria Café Brasil
A Confraria Café Brasil nasceu para conectar pessoas ...

Ver mais

Videocast Nakata T02 10
Videocast Nakata T02 10
Videocast Nakata Temporada 02 Episódio 10 - Hábitos ...

Ver mais

Liberte-se de sua profissão
Mauro Segura
Transformação
A profissão é uma espécie de carimbo, que nos identifica como profissional e sela nosso reconhecimento. Por outro lado, o carimbo de uma profissão pode ser extremamente limitante, fechando portas ...

Ver mais

Da cor do Racismo Espanhol 2: a luta por justiça continua…
Jota Fagner
Origens do Brasil
E a minha amiga, a professora que foi discriminada na Espanha, continua seu relato. Por: Stella da Silva Lima   Uma professora espanhola viaja até o Brasil para visitar a irmã, também ...

Ver mais

O que move o ser humano é o desejo de não se mover um dia
Henrique Szklo
Tudo o que o homem criou e que deu certo desde o tempo em que vivíamos em cima das árvores, ou seja, desde os primórdios de nossa existência, está relacionado ao desejo de conquistar mais ...

Ver mais

Biografias para começar bem o ano
Mauro Segura
Transformação
Período de férias é sempre bom para ler livros. Aqui você encontra dezenas de recomendações de livros de biografias que foram referendados pelos usuários do LinkedIn.

Ver mais

Cafezinho 144 – O mundo é um moinho
Cafezinho 144 – O mundo é um moinho
Cada um entende como quer. Ou como pode.

Ver mais

Cafezinho 143 – 13 dias
Cafezinho 143 – 13 dias
É pra descer a lenha mesmo, cobrar o que está errado, ...

Ver mais

Cafezinho 142 – Renan Não
Cafezinho 142 – Renan Não
Eu não sei o que você está fazendo aí, cara, mas eu ...

Ver mais

Cafezinho 141 – Os cães de Pavlov
Cafezinho 141 – Os cães de Pavlov
Como cães de Pavlov, estamos condicionados a babar.

Ver mais

Fazendo história

Fazendo história

Luciano Pires -

Estão me perguntando o que acho sobre a onda de protestos que se espalha pelo Brasil. Acho que ainda é cedo para explicar, mas escolhi um texto publicado num jornal, que diz exatamente o que penso. Aqui vão os principais trechos.

“Antes de tudo, há que se questionar a validade ou não do movimento em si, tomando por base suas reivindicações e seu significado, assim como o momento em que surge. (…)

A inquietação das autoridades perante os acontecimentos, demonstrada pela inabilidade com que foram ou são tratados alguns problemas (vide as bombas desnecessárias, ou a proibição em péssima hora das manifestações públicas, assim como a violência adotada – violência negada pelas autoridades – para “deter” os estudantes, etc), é facilmente compreensível. Afinal de contas, quantas vezes houve uma contestação de tal vulto desde os idos de 68? Como aceitar passivamente o risco de uma mobilização popular de consequências imprevisíveis? Como resolver esse problema?

Se levarmos em consideração que o diálogo foi transformado em monólogo, que as vias burocráticas já provaram e comprovaram sua ineficácia (…), veremos que é plenamente justificável a saída às ruas, as concentrações estudantis e populares, como forma de expressar a inquietação popular relativa aos problemas que afligem a nação.

Se não houver a participação agora da classe considerada “pensante” (e portanto “perigosa”) na resolução dos problemas nacionais, não como causadora (como se quer fazer parecer), mas como apresentadora de possíveis soluções, como esperar que mais tarde aqueles que hoje são impedidos de se manifestar e, portanto, de errar e acertar, possam resolver outros problemas, quiçá mais complicados?

São constantes os apelos das autoridades, alertando sobre a infiltração, ou infiltrações no movimento. Não negamos que existam infiltrações de esquerda ou direita, ou mesmo de agitadores em potencial… Onde não existe? Qual a manifestação popular em que não existe infiltração?

(…) se as infiltrações existem, estas apenas subsistirão se houver condições para tanto, o que, neste caso, não corresponde à realidade. Pelo contrário. É fácil perceber a disposição das lideranças em não permitir a agitação, a conturbação, a inversão de valores, a descambada do movimento para a esquerda ou a direita.

Mas se a desmoralização do movimento não está conseguindo bons resultados, menos ainda está conseguindo a repressão. Será que os responsáveis pela violência contra os estudantes não percebem que os estão transformando em heróis? (…) Será que não percebem para onde está convergindo a opinião pública? Será que não vêem a hostilidade com que o aparelho repressivo é recebido pelo povo, mesmo em campos de futebol? Será que não vêem que seus próprios filhos podem estar (se não estão) participando da movimentação?

Por isso, e depois de analisar as posições, é que nós (…) estaremos ao lado do movimento enquanto demonstrar maturidade e firmeza de propósito.

Conservamos, porém, a integridade e liberdade de transformar nossa posição de apoio em ferrenho antagonismo diante de qualquer tendência do movimento em deixar a bandeira das liberdades democráticas, da volta ao estado de direito, optando por objetivos tendenciosos, assim como radicalismos e violências, que não coadunam com o espírito estudantil e com as formas de expressão utilizadas até o momento.

Resta-nos, finalmente, trabalhar para que toda essa movimentação atinja seus objetivos, deixando como saldo a ressurreição de uma classe.”

Que tal? Parece um tanto óbvio, repetindo vários argumentos que temos ouvido e lido por todo lado, não é? Pois é.

Agora preste atenção: esse texto foi escrito por mim mesmo, Luciano Pires, no editorial do Jornal Análise, do Diretório Central dos Estudantes da Universidade Mackenzie, em Maio de 1977. É sim… 1977, quando explodia o movimento estudantil que levou milhares de estudantes às ruas com reivindicações de caráter político, como a defesa das liberdades democráticas, o fim das prisões e torturas e a anistia ampla, geral e irrestrita. Aquele movimento, em plenos anos de chumbo, se tornou a grande mobilização inicial do processo de redemocratização do Brasil. Ele abriu caminho para os metalúrgicos do ABC, que iniciaram as grandes greves, angariando a simpatia popular que espalhou pelo país o grito de mudança. Eu era o editor do Jornal Análise e estava lá, no olho do furacão, gritando palavras de ordem contra o Coronel Erasmo Dias…

Minha experiência de 1977 se deu sob uma ditadura. No entanto… não quebramos bancas de jornal. Não incendiamos ônibus. Nossa energia estava canalizada para expressar nossa luta. E me lembro perfeitamente do cuidado que tínhamos em não deixar que alguns malucos se passassem por estudantes e radicalizassem. Era quase uma obsessão, e com razão. Estávamos rodeados de gente interessada em usar os estudantes como bucha de canhão…

Me orgulho de ter, de alguma forma, ajudado a fazer a história do Brasil.

Agora é a sua vez.

Luciano Pires