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Entre Rios

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Luciano Pires -

E lá fui eu fazer minha palestra O MEU EVEREST em Guarapuava, no Paraná. Pra chegar lá tive que desembarcar em Curitiba e pegar a estrada que vai para Foz do Iguaçu. E dá-lhe chão… São mais de três horas de estrada.

Minha palestra encerraria um evento da Cooperativa Agrária Agroindustrial que fica no distrito de Guarapuava, a cerca de 30 quilômetros da cidade. O lugar chama-se Entre Rios. E o que ocorreu quando cheguei foi uma sucessão de surpresas.

A Cooperativa foi fundada em 1951 por imigrantes alemães, austríacos e iugoslavos do vale do Danúbio. Ao deixar a estrada principal para entrar no “território” da Cooperativa, parecia que eu havia saído do Brasil.

O complexo da Cooperativa está distribuído ao longo de uma estrada em formato de “u” que sai e retorna para a rodovia principal. Quando você entra nessa estrada secundária, muito bem cuidada, começa a ver paisagens inesperadas. Os campos plantados, tudo muito bem tratado, e a cada 10 quilômetros uma comunidade. São agrupamentos de casas com arquitetura européia e um clima muito diferente do nosso. Pequenas comunidades com recursos modernos, casas bonitas, sem cercas e com grandes gramados. Parecia que eu estava no interior da Europa.

Quando cheguei à área onde ficam as instalações administrativas da Cooperativa, encontrei um imenso churrasco – preparado por voluntários – para quase mil pessoas. Uma imensa festa comunitária de interior onde todo mundo conhece todo mundo. Bonito de ver, me senti com dez anos de idade, em Bauru…

E então fui para o local da palestra, dando de cara com um excelente auditório, bonito, construído para ser um auditório e não apenas adaptado. Cadeiras confortáveis e capacidade para 800 pessoas, som e imagem de primeira. Juro que eu esperava um galpão improvisado. E comecei a reparar nas conversas do pessoal: falavam de “green belts e black belts”, de 6 Sigma e qualidade total, de indicadores e processos administrativos como aqueles com os quais lidei em 26 anos de mercado automotivo. Nada demais, se eu não estivesse dentro de uma cooperativa agrícola, em meio a uma comunidade do interior do Paraná. Eu estava rodeado de profissionais de primeira linha, gente viajada e antenada com o que existe de mais moderno nas teorias de administração pelo mundo. A Cooperativa Agrária Agroindustrial tem 1.100 empregados diretos e 520 cooperados. É grande produtora de malte (a cerveja brasileira que você toma, seja qual for a marca, tem malte deles!). Também trigo, rações e moagem de soja. E estavam preparando a inauguração de uma nova instalação onde investiram 160 milhões de reais e que praticamente dobrará a capacidade de produção da Cooperativa.

Olha só: eu não estava mais uma vez diante da maravilha que é o potencial de nosso solo, uma daquelas coisas que Deus fez no Brasil e que tanto nos orgulham. Eu estava diante de homens e mulheres – brasileiros – que estão tirando da terra o melhor que ela pode dar, com índices de produtividade capazes de causar inveja em qualquer lugar do mundo. Gente trabalhando longe dos holofotes e construindo um negócio lucrativo, moderno e sustentável. E o melhor: com um espírito de comunidade como não se vê mais nos grandes centros.

O Brasil e os brasileiros que encontrei em Entre Rios são os que não aparecem em nenhum telejornal. São um exemplo de como este país é muito maior que os cadáveres das favelas, os dólares nas cuecas, a corrupção institucionalizada, a incompetência educacional, o desmatamento incontrolável ou o sistema de saúde deteriorado que nos envergonham.

Entre Rios representa o Brasil que precisamos. E sabe de uma coisa? Existem dezenas, centenas de Entre Rios pelo Brasil.

Pena que falar deles não dá audiência.