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Sem enredo
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Ainda bem que o U2 pegou um avião e foi pra puta-que-pariu! Eu já não aguentava mais, cara! Te juro que se eu visse o Bono Vox mais uma vez no Jornal Nacional ou na droga de um palanque qualquer ...

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O melhor lugar da vida pra você usar a criatividade é na própria vida
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Muito se fala sobre a criatividade, mas a maioria não sabe exatamente para que serve, como utilizá-la, em que momento nem seu significado mais profundo. O número excepcional de atividades que ...

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Nosso Pearl Harbor
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Quando o Japão atacou os Estados Unidos, em 1941, destruindo a base aeronaval de Pearl Harbor, o então presidente Franklin D. Roosevelt discursou no congresso, externando toda a sua revolta pelo ...

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Destaques da Aula 5 do Curso on-line de Filosofia (COF)
Eduardo Ferrari
Resumos e Artigos
Lembremos que o objetivo dessa série é chamar atenção para o conteúdo do Curso On-line de Filosofia, que pode ser acessado na página do Seminário de Filosofia. Os principais destaques da aula de ...

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Cafezinho 220 – Mulheres gostosas fazem sexo e morrem no Everest
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Cafezinho 219 – Brasil recusado na OCDE
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Os sinais de que o Brasil é diferente do que aparece na ...

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Em Quem We Trust

Em Quem We Trust

Luciano Pires -

A maior empresa de relações públicas do mundo, a estadunidense Edelman, elabora desde 1998 um índice de confiança, chamado de “Trust Barometer”. Anualmente ela entrevista mais de 3.000 formadores de opinião em 18 países. Os entrevistados possuem formação superior e idade entre 35 e 64 anos. Fazem parte dos 25% da população com maior renda familiar em seus países. A pesquisa recém apresentada baseou-se em entrevistas telefônicas de 30 minutos, realizadas em Outubro e Novembro de 2007, nos Estados Unidos, China, Reino Unido, Alemanha, França, Itália, Espanha, Holanda, Suécia, Polônia, Russia, Irlanda, México, Brasil, Canadá, Japão, Coréia do Sul e Índia.
A pesquisa quer saber em que as pessoas confiam. Geralmente os produtos e as empresas dos países emergentes despertam desconfiança e as companhias brasileiras ficaram na 15ª posição, somente diante das chinesas, mexicanas e russas. Na Polônia e na Irlanda, apenas 9% e 13% dos formadores de opinião têm uma imagem positiva de nossas empresas. Na Suécia e na Inglaterra, só19%. Nos Estados Unidos, 34%. Na União Européia, 20%. Na Ásia, 44%. Na América Latina estamos melhor, com um índice de confiança de 69%. Já no Brasil, 73% dos entrevistados acreditam nas empresas brasileiras, enquanto 88% confiam nas japonesas.
Imediatamente lembrei-me de uma pesquisa realizada por uma empresa global de propaganda no ano 2000. Foram cerca de 80 mil pessoas que nos Estados Unidos, Japão, França e Alemanha disseram que achavam que o Brasil era único, distante, divertido, amigável, diferente, dinâmico, que se destacava, avançado e tradicional. Que bom, não é? Mas a pesquisa perguntava também o que elas achavam que o Brasil não era. E elas disseram: atualizado, inovador, honesto, confiável, sincero, de alta qualidade, útil e arrogante. Acham que somos divertidos, mas não honestos…
Um colega, transferido para a Inglaterra na época, dizia que cada vez que um carregamento de peças importadas do Brasil chegava, dava frio no estômago. Sempre vinha algo em desacordo, mal arrumado, mal embalado, faltando ou sobrando partes, sem documentação…
Noutra ocasião um dos gringos presentes a uma reunião global colocou na tela um mapa mostrando o mundo dividido entre EUA, Europa e ROFA: Rest Of the xxxxing Area …
Globalização. Oito anos atrás o Brasil entrava nela de cabeça. E de lá para cá o que fizemos? Evoluímos em qualidade de produtos e processos; aumentamos as exportações; damos retorno aos investidores como pouquíssimos países. Como acontece na educação e na saúde, temos diversos indicadores quantitativos excelentes! Mas e os qualitativos?
Continuamos como grandes exportadores de “commodities”, que não têm marca. Nossas redes de televisão tiveram seus sinais espalhados para o mundo ajudando a fazer com que o Brasil do “Cidade Alerta”e do PCC ficasse mais conhecido. Milhares de imigrantes brasileiros mal preparados – ou simplesmente mal educados – contribuíram para uma percepção pouco respeitável de nossa gente lá fora. Fomos amadores, incompetentes e relaxados com nossa imagem no exterior. Nossas iniciativas em comunicação focam na natureza, nas praias e no carnaval. E são neutralizadas cada vez que um turista é assassinado em nossas cidades. E, para piorar, Lula e Cia colaram a imagem do Brasil a Fidel Castro, Hugo Chávez e uns africanos cujos nomes não sabemos, numa mistura venenosa de ideologia com negócios…  O resultado está na pesquisa da Edelman.
Você faria negócios com alguém divertido, mas não confiável?
Nem eu.