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E.Escola

E.Escola

Luciano Pires -

Olha só o que me vem de Portugal: “A TMN é o primeiro operador a disponibilizar 300 mil computadores portáteis com banda larga, a 150 euros , no âmbito do programa e.escola, iniciativa anunciada pelo governo como o projeto mais ambicioso do Plano Tecnológico Nacional de combate à infoexclusão. O objetivo é levar a meio milhão de portugueses o acesso a computadores portáteis e à Internet de banda larga a preços reduzidos e destina-se a alunos do 10º ano, a professores do ensino básico e secundário e a trabalhadores em formação no âmbito do programa Novas Oportunidades.
A oferta da TMN, neste âmbito, consiste num PC portátil da marca Fujitsu Siemens, modelo AMILO PRO V3515, com a última versão do sistema operacional Windows Vista e do Microsoft Office, numa placa Banda Larga, com um valor superior a 800 euros, mas disponibilizada pela TMN por apenas 150 euros. O tarifário Internet incluído é o TMN Banda Larga Light, com 1 GB de tráfego incluído, disponibilizado com um desconto significativo sobre o preço de mercado. No último sábado, a TMN já disponibilizou cerca de 400 portáteis a trabalhadores em formação. As inscrições para o programa e.escola poderão ser feitas no site da TMN, ou preencher a ficha de inscrição diretamente no site do governo, selecionando para o efeito a opção TMN”.

Humm… A TMN é a operadora de celular da Portugal Telecom. Os tais notebooks, se tivessem o preço convertido para nossa moeda, custariam algo em torno de 404 reais. Serão colocados à venda 300 mil computadores. Portugal tem 10 milhões de habitantes, o que significa que a TMN vai fornecer computadores para 3% da população, dentro de seu projeto de inclusão digital.  Não me parece que a TMN esteja perdendo dinheiro nesse projeto, muito menos a Fujitsu-Siemens. Nem o governo português. Então onde é que está o truque?
Simples: no mercado futuro. Nossos irmãos portugueses sabem que, mesmo que cubram apenas os custos dos produtos, esse investimento vai render dividendos gigantescos no futuro. Sem contar os ganhos sociais da inclusão digital, com todas as conseqüências que o acesso a informações via internet causará no processo educacional dos portugueses, ainda existe o componente do marketing. A garotada aprenderá a lidar com computadores nas máquinas Fujitsu-Siemens. Acessará a internet através da TMN. Estão construindo consumidores fiéis.
Pois bem. Vamos fazer um exercício com o Brasil? Aqui, 3% da população seriam mais ou menos 5,5 milhões de pessoas. Já pensou se uma operadora de celular colocasse à venda para escolas, alunos e professores, 5,5 milhões de notebooks com banda larga sem fio por R$ 400,00?
Se a TMN pode fazer isso na Europa, será que ninguém consegue aqui?
Ah, talvez não. Não sabemos pensar a longo prazo. Precisamos de tudo ao mesmo tempo agora. Principalmente se o tudo for… dinheiro.
Mas se uma operadora de celular não puder, que tal um consórcio? Vale do Rio Doce, CSN, Votorantim, Petrobrás, Gerdau… Ou os bancos, com aqueles balanços mostrando resultados tão fantásticos que chegam a ser indecorosos.
Será que a Fujitsu-Siemens toparia a parada? Ou quem sabe a Dell. Ou a Positivo? Ou Lenovo?
E o governo, hein? Eu soube ontem que o Ministério da Cultura acaba de liberar – através do mecanismo de renúncia fiscal – a captação de R$ 4 milhões para a produção do filme “O Doce Veneno do Escorpião”. O filme é baseado no best seller (250 mil cópias vendidas) escrito por Bruna Surfistinha, que conta as aventuras eróticas de uma garota de programa.
Façamos as contas: quatro milhões de reais dariam mais ou menos 10 mil computadores do projeto e.escola português. E o que é que causaria mais impacto na sociedade? Dez mil computadores nas mãos de estudantes e professores ou o filme da Surfistinha? Bem, como aqui é o Brasil, eu fico em dúvida. E se bobear ainda serei ofendido por ter feito a comparação…
É melhor voltar pra realidade.
Caso você queira saber mais sobre o e.escola, acesse www.tmn.pt e morra de inveja.
Ou então espere o filme da Bruna.