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E agora, Luiz?

          A festa acabou,

          a luz apagou,

          o povo sumiu,

          a noite esfriou,

          e agora, Luiz?

          e agora, você?

          você que é cheio de nome,

          que zomba dos outros,

          você que faz pouco,

          que ama, protesta?

          e agora, Luiz?

 

          Está sem mulher,

          está sem discurso,

          está sem carinho,

          já não pode beber,

          já não pode fumar,

          cuspir já não pode,

          a noite esfriou,

          o dia não veio,

          o bonde não veio,

          o riso não veio

          não veio a utopia

          e tudo acabou

          e tudo fugiu

          e tudo mofou,

          e agora, Luiz?

 

          E agora, Luiz?

          Sua doce palavra,

          seu instante de febre,

          sua gula e jejum,

          sua patota,

          sua lavra de ouro,

          seu terno de vidro,

          sua incoerência,

          seu ódio – e agora?

 

          Com a chave na mão

          quer abrir a porta,

          não existe porta;

          quer morrer no mar,

          mas o mar secou;

          quer ir para Atibaia,

          Atibaia não há mais.

          Luiz, e agora?

 

          Se você gritasse,

          se você gemesse,

          se você tocasse

          o pagode de sempre,

          se você dormisse,

          se você cansasse,

          se você morresse…

          Mas você não morre,

          você é duro, Luiz!

 

          Sozinho no escuro

          qual bicho-do-mato,

          sem teogonia,

          sem parede nua

          para se encostar,

          sem cavalo preto

          que fuja a galope,

          você marcha, Luiz!

          Luiz, para onde?