DEIXA A VIDA ME LEVAR...
Fiz a avaliação do ano que passou. E descobri que fiz um monte... Produzi e apresentei um programa semanal de rádio. Escrevi meus cinqüenta e tantos textos semanais que publico pela internet toda sexta feira. Interpretei três desses textos por semana na rádio Transamérica. Lancei meus programas de rádio em PodCast para serem baixados pela internet. Coordenei a produção de um boletim cultural quinzenal, que agora transformei num blog a ser lançado em breve. Coordenei a manutenção do meu sáite elaborando um novo portal. Respondi e-mails. Ministrei palestras, criando duas novas. Produzi um cartum mensal, publicado em revistas. Coordenei a criação, produzi e dirigi a gravação da Melô da Eleição e já escrevi a letra da Melô do Mensalão. Continuei dois livros meio-escritos. Lancei uma rádio pela Internet e... Ufa! Mas terminei o ano com gosto de cabo de guarda-chuva na boca. Faltaram outras três ou quatro coisinhas muito importantes, que não consegui realizar...
Aí a turma fica curiosa pra saber como é que eu faço pra produzir tanto. Acham que não durmo, que sou ultra organizado ou que tenho uma equipe gigantesca. Nada disso. Sou maníaco por trabalho? Sim. Mas sigo regras... A primeira é ter gente boa me ajudando. Tenho um webmaster eficiente para cuidar de meu sáite. Tenho uma assistente particular e uma empresa que administra minhas palestras. Tenho uma assessoria de imprensa que ajuda a divulgar meu trabalho. Construí uma rede de colaboradores pela internet que injeta conteúdo no meu sáite praticamente todo dia. A segunda regra é a tecnologia. Tenho um laptop com acesso à internet pelo celular. Jamais desgrudo dele. Qualquer lugar é meu escritório. A terceira regra me parece a mais importante. Tenho um método baseado em algo que aprendi em meus 25 anos de mundo empresarial: gerenciar ativos. Meu ativo é meu trabalho. E a raiz de tudo está num texto como este aqui, que produzo semanalmente e publico nas sextas feiras, para 25 mil “assinantes”. É a partir deste texto e da multiplicação de seu uso e divulgação, que produzo tanta coisa. Primeiro transformo o texto num comentário para rádio. O mesmo texto torna-se parte de meu programa na rádio Mundial, também distribuido em PodCast no meu sáite. Um dia, alinho dez textos afins e tenho a espinha dorsal de uma palestra. E com a distribuição dos meus textos pela internet, acabei tornando-me colunista de dezenas de jornais, revistas, sáites e rádios. Tudo que produzo, produzo para ter vários usos, em vários meios, de várias formas. E aí vem a terceira e definitiva regra: tempo. Ou paciência. Já são cinco anos publicando um texto inédito toda semana. Em cinco anos foram aproximadamente 260 textos viajando pela rede e criando uma massa crítica de leitores como só o tempo pode fazer. E então as pessoas começam a trombar com textos, comentários, palestras, programas, cartuns, sáites, vídeos e outras coisas produzidas por mim. Pra quem vê de fora, a impressão é de que sou um vulcão de produção.
Resumindo: cerquei-me de gente boa para ajudar; uso a tecnologia ao limite; produzo pensando em múltiplos usos e tenho paciência para esperar. Só isso.
Vou dizer algo que já é batido: você tem a mesma quantidade de tempo que Albert Einstein, Jô Soares e Jesus Cristo tiveram ou têm para realizar suas obras. A mesma. A questão é estar antenado para fazer com que cada segundo de sua vida seja produtivo, para agregar valor. Mesmo os momentos de contemplação, de lazer, de ócio, devem ser criativos e pensados para agregar valor. Você jamais me verá de boca aberta, cantando “deixa a vida me levar, vida leva eu....”.
Quem leva minha vida sou eu.
