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Dei ouro para o bem do Brasil

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Luciano Pires -

2014 é ano em que “comemoramos” o cinquentenário de uma das grandes pilantragens nacionais. Em 1964, logo em seguida à tomada do poder pelos militares, o Brasil estava na pior. Cofres vazios, sem reservas, uma situação complicada. Assis Chateaubriand, o chefe dos poderosos “Diários Associados”, a Rede Globo da época, lançou então a campanha “Dei ouro para o bem do Brasil”.

Com chamadas pelo rádio e pela TV Tupi, além dos jornais do então poderoso grupo empresarial de “Chatô”, a população mais humilde, especialmente de São Paulo, se comoveu com a situação difícil da nação, e se mobilizou num grande ato de cidadania. Alianças, pulseiras, colares, brincos de ouro e dinheiro passaram a ser levados para postos de arrecadação, onde eram doados pela população para ajudar o país a colocar as finanças em ordem.

A revista O Cruzeiro, em 13 de junho de 1964, apresentou um balanço parcial informando que mais de 400 quilos de ouro e cerca de meio bilhão de cruzeiros foram arrecadados. Não sei quando equivaleria esse meio bilhão de cruzeiros hoje, mas os 400 quilos de ouro dariam pouco mais de 42 milhões de reais. É claro que esses valores eram muito inferiores àquilo que o Brasil precisava, mas a campanha fez um grande barulho. Eu, com 8 anos de idade, lembro direitinho de ficar na fila com meus pais, em Bauru, para entregar algumas joias e receber o anel de latão. Lembro daquele anel grosso, largo demais para meus dedinhos de criança.

Que orgulho! Dei ouro para o bem do Brasil!

Pois é. O tempo passou, não se falou mais no assunto, ninguém sabe qual foi o valor total levantado, muito menos o que aconteceu com o dinheiro… E a campanha entrou para a história como uma picaretagem.

Lembrei disso quando li esta semana sobre uma campanha coordenada por algumas personalidades ilustres do PT, para que os militantes do partido comprem ações da Petrobras, que estão no patamar mais baixo de sua história. Conforme a Folha de São Paulo, os autores da proposta pedem aos apoiadores do PT que economizem “o valor das cervejas que beberíamos no fim de semana” e “o valor das despesa com o salão de beleza” e apliquem na compra de ações, pois a empresa está sendo alvo de um movimento especulativo para forçar sua privatização. Eles também pregam que o Estado compre as ações, para assim “reestatizar” a empresa.

Fico imaginando o que é que “reestatizar” tem a ver com a quadrilha que os partidos políticos instalaram na Petrobras. Querem mais bandidos lá, é isso?

De qualquer forma, chega a ser comovente saber dessa ação cívica proposta pelos governistas. É quase como outro “dar ouro para o bem do Brasil”.

Só que a turma está escolada, não é? Quem é que acredita que o dinheiro aplicado numa estatal vai ser utilizado para o bem do Brasil?

Ah, você acredita?

Olha, tenho aqui um anel de latão. Quer comprar?