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Contemplando o caos

Contemplando o caos

Luciano Pires -

Saí de casa com antecedência de três horas para percorrer um trecho que leva menos de uma hora com trânsito normal, até o aeroporto de Cumbica, em São Paulo. E quase perdi o avião… Mais de duas horas para percorrer 60 quilômetros. O trânsito ficou totalmente parado, até muito perto de meu destino. A razão? Uma van que pegou fogo às sete e meia da manhã.

Detalhe: eu passei por ela às duas e meia da tarde…

Parada no acostamento há sete horas, sem fumaça ou chamas, parcialmente queimada. E os motoristas das cinco faixas reduzindo a velocidade para ver o veículo, provocando o congestionamento de quilômetros. Ao lado da van, um policial de trânsito observando o movimento.

Vi ali um retrato do Brasil que não nos interessa.

O acidente acontece pela manhã e sete horas depois continua o congestionamento que atrapalha a vida de centenas de milhares de pessoas, enquanto as autoridades observam.

Vi coisa parecida nos EUA. A primeira providência que eles tomam por lá é colocar tapumes que impedem a visão dos veículos acidentados. Sem nada para ver, os motoristas continuam trafegando normalmente, sem causar engarrafamentos. Uma providência que chega a ser ridícula pela obviedade, não é? E que tem um custo baixíssimo. Mas que demonstra que existe alguém pensando o problema como um todo, que há um processo para ser colocado em prática quando acontecem acidentes, e todos os envolvidos sabem o papel que lhes cabe.

Isso se chama competência. No Brasil, o policial de trânsito observa o caos… e espera. Provavelmente não tem equipamentos, não tem os tapumes, o guincho está quebrado, não tem a quem recorrer. Ou então acha que o problema não é dele e faz aquilo que pode fazer: observa, “passa um rádio” e… contempla o caos. O processo, quando existe, é pela metade. Fragmentado. Incapaz de cobrir todos os aspectos do problema. No Brasil, a competência é compartimentada, tem aqui, não tem ali, tem um pouquinho acolá, tem nadinha alhures. Lembro-me de uma palestra da Viviane Senna, sobre o Instituto Ayrton Senna, que tem um trabalho espetacular relacionado à educação. Viviane começou sua apresentação dizendo que no Brasil temos que escolher: ou qualidade ou quantidade. Não conseguimos nunca ter qualidade com quantidade. Por isso as ilhas de excelência rodeadas de bolsões de miséria e incompetência. Parece uma maldição. Temos boas ideias, temos gente capaz, temos recursos, temos boa vontade e conseguimos até mesmo desenvolver projetos fantásticos. Mas quando precisamos ampliar o alcance desses projetos, batemos de frente na incompetência.

Esse é, para mim, o maior indicativo da questão educacional no Brasil. Não conseguimos massificar a qualidade por falta de educação. Pela incapacidade das pessoas de compreender a razão do que estão fazendo, de perceber o impacto e a influência de seu trabalho no ambiente que as cerca, de entender a importância – e responsabilidade – que elas têm dentro do processo.

Tem gente que acha que isso é preguiça. Eu acho que é ignorância.

Estava estampada na cara daquele guarda de trânsito que contemplava o caos.

Luciano Pires