Artigos Café Brasil
#TransgressaoEhIsso
#TransgressaoEhIsso
Transgredir é muito mais que pintar o rosto, urinar na ...

Ver mais

Vem aí o Cafezinho
Vem aí o Cafezinho
Nasce nesta segunda, 4/9 o CAFEZINHO, podcast ...

Ver mais

Educação adulta
Educação adulta
Preocupados demais com a educação de nossos filhos, ...

Ver mais

É tudo soda
É tudo soda
Isca intelectual de Luciano Pires lembrando que ...

Ver mais

583 – A regra dos dois desvios
583 – A regra dos dois desvios
Nunca brigue se o adversário estiver a mais de dois ...

Ver mais

582 – Sobre transgressão
582 – Sobre transgressão
Alguns fatos recentes trouxeram à tona a discussão ...

Ver mais

581 – Carta aos jornalistas
581 – Carta aos jornalistas
Advogados erram. Treinadores erram. Mecânicos erram. ...

Ver mais

580 – O esquecimento do bem
580 – O esquecimento do bem
O Brasil continua de pé, apesar de todos os tropeços e ...

Ver mais

LíderCast 085 William Polis
LíderCast 085 William Polis
William é um daqueles empreendedores que a gente gosta: ...

Ver mais

LíderCast 084 Rodrigo Azevedo
LíderCast 084 Rodrigo Azevedo
LiderCast 084 – Rodrigo Azevedo – Rodrigo Azevedo é ...

Ver mais

LíderCast 083 Itamar Linhares
LíderCast 083 Itamar Linhares
Itamar Linhares é médico-cirurgião na cidade de ...

Ver mais

LíderCast 082 Bruno Soalheiro
LíderCast 082 Bruno Soalheiro
LiderCast 082 – Bruno Soalheiro – Bruno criou a ...

Ver mais

Confraria Café Brasil
Confraria Café Brasil
A Confraria Café Brasil nasceu para conectar pessoas ...

Ver mais

Videocast Nakata T02 10
Videocast Nakata T02 10
Videocast Nakata Temporada 02 Episódio 10 - Hábitos ...

Ver mais

Videocast Nakata – T02 09
Videocast Nakata – T02 09
Videocast Nakata - Temporada 02 Episódio 09 Quando ...

Ver mais

Videocast Nakata T02 08
Videocast Nakata T02 08
Videocast Nakata Temporada 02 Episódio 08 Já falei ...

Ver mais

Mudança, inovação e o espírito conservador
Bruno Garschagen
Ciência Política
Mudei de casa recentemente. Muito mais do que necessário, mudei porque quis, porque considerei que seria melhor. Mudar é sempre, porém, um tormento. Embalar os pertences, transportá-los para ...

Ver mais

O pior dos pecados
Tom Coelho
Sete Vidas
“A conduta é um espelho no qual todos exibem sua imagem.” (Goethe)   Um renomado palestrante é contratado para fazer uma apresentação em um evento de uma multinacional. Porém, apenas uma ...

Ver mais

Gênese da corrupção
Tom Coelho
Sete Vidas
“(…) que os criminosos fiquem em terra de meus senhorios e vivam e morram nela, especialmente na capitania do Brasil que ora fiz mercê a Vasco Fernandes Coutinho (…) e indo-se para ...

Ver mais

Analfabetismo funcional
Tom Coelho
Sete Vidas
“Só a educação liberta.” (Epicteto)   O índice de reprovação no exame anual da Ordem dos Advogados do Brasil, em São Paulo, tem atingido a impressionante marca de 90%. Realizado em duas ...

Ver mais

Cafezinho 14 – A sala, o piano e a partitura
Cafezinho 14 – A sala, o piano e a partitura
Mesmo uma obra de arte, só tem utilidade de houver uma ...

Ver mais

Cafezinho 13 – A sociedade da confiança
Cafezinho 13 – A sociedade da confiança
Quem confia nas leis não precisa quebrá-las.

Ver mais

Cafezinho 12 – Os tortos e os direitos
Cafezinho 12 – Os tortos e os direitos
Eu sou direito. Quero tratamento diferente dos tortos.

Ver mais

Cafezinho 11 – Vergulho e Orgonha
Cafezinho 11 – Vergulho e Orgonha
Se tenho orgulho de meu país? Sim. Mas também tenho vergonha.

Ver mais

Concessões

Concessões

Luciano Pires -



CONCESSÕES



Conversando com meu amigo, o músico Sérgio Sá, eu comentava sobre uma constatação triste. Dizia que eu havia separado os primeiros CDs de Djavan, Fagner e Simone e que ao ouvi-los, ficara entusiasmado com a proposta, a “rusticidade” das músicas e interpretações. Havia naqueles CDs uma originalidade, uma experimentação, um tipo de conteúdo que se perdera nos trabalhos seguintes. A cada CD lançado por esses artistas, senti uma perda. Até se transformarem em grandes estrelas da MPB, insossas, com uma pálida lembrança do que foram um dia.


O Sérgio me explicou o que acontecia: concessões.


Cada um desses artistas, ao surgir, tinha um trabalho próprio, uma identidade, um talento que o projetou, despertando o interesse dos fãs e das gravadoras. Com a chegada do sucesso, vieram os produtores. Os marqueteiros. As idéias das gravadoras para mais sucesso.


 


– “Não fale isso, fale aquilo…”.


– “Vista-se assim e assado…”.


– “Não grave isso, grave aquilo…”.


 


E assim foi, aos poucos, descaracterizada a proposta inicial de cada artista. Em nome de um “gosto médio” que catapultaria as vendas dos CDs.


Pois foi assim.


De dezenas de milhares passaram a vender centenas de milhares – até milhões – de CDs. Viraram estrelas. Cantando um nhém-nhém-nhém, mas estrelas…


Pois não é difícil ver o mesmo fenômeno acontecendo em outras áreas.


Ou vocês acham que o que aconteceu com o PT naquela eleição de 2002 foi diferente? Apoiadas nas propostas iniciais de mudança da sociedade, aquelas pessoas que pareciam lutar um ideal transformaram-se no grupo do poder. E surpreendentemente, em nome de um “gosto médio”, entraram no jogo político que sempre combateram…


Não me interessa discutir aqui as ideologias certas ou erradas, mas a descaracterização total da proposta inicial, pelas concessões.


Ou vai dizer que aquela “Carta ao Povo Brasileiro” não era uma entrega ao “gosto médio?”.


Li recentemente uma biografia de Charles Chaplin e o que mais me chamou a atenção foi que ele escrevia, dirigia, produzia, musicava e interpretava seus filmes. Daí o resultado genial. Era 100% do talento do artista. Sem concessões.


Não havia um comitê nivelando por baixo, buscando o “gosto médio”.


Essa ditadura do comitê está acabando com a expressão artística, política, social da humanidade. Ela exige concessões. E mais concessões. E concedendo, deixamos de ser nós mesmos… Passamos a ser os outros.


E aí fica fácil, muito fácil, perder a identidade. O valor.


No entanto, é impossível viver em sociedade sem concessões. Não dá. Quem faz assim – na verdade tenta – são os terroristas, os ermitões.


Vida em sociedade implica no exercício diário da política, da negociação, da concessão.


Mas tenho minhas dúvidas…


Não pode haver democracia na manifestação artística.


“Gosto médio” não existe.


Portanto, avalie, reflita, valorize suas concessões, pois cada uma delas vai levar embora um pouquinho de você. Cada uma delas vai violentar um pouquinho a sua proposta inicial. Cada uma delas vai tentar te empurrar para o “gosto médio”.


E lembre-se sempre:


– “Gosto médio” não tem gosto.