Artigos Café Brasil
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Não sei se estou certo, não fui pela emoção, não estou ...

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O que distingue uma democracia de uma ditadura é a ...

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O dia seguinte
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Fact Check? Procure o viés.
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LíderCast 127 – Lito Rodriguez
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LíderCast 124 – Sidnei Alcântara Oliveira
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Segunda participação no LíderCast, com uma história que ...

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Confraria Café Brasil
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Videocast Nakata T02 10
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Nobel de Economia valoriza sustentabilidade e inovação tecnológica
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Nobel de Economia valoriza sustentabilidade e inovação tecnológica “Nossos filhos terão mais de quase tudo, com uma gritante exceção: eles não terão mais tempo. À medida que a renda e os salários ...

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Ah, se os políticos usassem sua criatividade para o bem
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Tem gente que acha que os políticos não são corruptos. Nós é que somos certinhos demais. Já o meu amigo Rodriguez diz que o pior tipo de político é o honesto, porque, além de trouxa, é traidor da ...

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Somos quem podemos ser
Jota Fagner
Origens do Brasil
Já faz um tempo que venho desiludido quanto aos resultados da educação. Ainda acredito que ela seja essencial, mas já consigo enxergar que não basta. Uma pessoa bem instruída não é garantia de ...

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História da riqueza no Brasil
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História da riqueza no Brasil  Cinco séculos de pessoas, costumes e governos “A proposta de uma revolução copernicana na análise e interpretação da história do Brasil – esta é a marca ...

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Cafezinho 115 – Um voto não vale uma amizade
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Cafezinho 113 – Merdades e Ventiras
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Cafezinho 112 – Como decidi meu voto
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Meu voto é estratégico, para aquilo que o momento exige.

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Clima Fervente

Clima Fervente

Luciano Pires -

As conseqüências do aquecimento global aparecem no Ártico como em nenhum outro lugar no mundo. A diminuição da camada de gelo que cobre o oceano é visível, com conseqüências sobre a fauna da região e sobre nosso futuro. Foi isso que vi em minha viagem ao Pólo Norte.

Um relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas divulgado em 2007 pintou um quadro sombrio para o futuro da humanidade, com fome e falta d´água. E a mídia fez a festa do apocalipse, com capas e mais capas, reportagens e mais reportagens. Mas a discussão sobre o aquecimento global deixou de ser, há muito tempo, uma discussão científica. Virou puramente ideológica.
Nos anos 1970, o grande problema era o esfriamento global e a perspectiva de uma nova era glacial. Um relatório da Academia Nacional de Ciência levou a revista Science a concluir em 1975 que uma longa “era glacial é uma possibilidade real”. De acordo com a edição de abril de 1975 da revista Newsweek, “o clima da terra parece estar se resfriando”. E toma capa, reportagens e mais reportagens. Na edição de fevereiro de 1973 da Science Digest saiu escrito que “quando o congelamento começar, será muito tarde”.

Não sei não… Lembram-se de quando apareceu o vírus Ebola na África? Meu filho tinha uns dez anos e veio me perguntar apavorado sobre a epidemia que prometia arrasar a humanidade. Quase duas décadas depois, cadê o Ebola? E o Bug do Milênio? Agora é a vez da Gripe Aviária. Do fim do mundo pela alta de preços dos alimentos. E no Brasil, é vez da Febre Amarela e a Dengue. Pois é… De catástrofe em catástrofe a indústria do pânico vai faturando com nossos sustos

Aqui preciso de uma pausa antes que os ecoxiitas queimem meu computador. Não questiono as ameaças que o homem representa ao meio ambiente. Esse problema é de estupidez. Somos estúpidos, por isso maltratamos o meio ambiente. O supereducado executivo da multinacional que joga toneladas de lixo na baía da Guanabara é estúpido. O pobre miserável que joga o sofá velho no rio Pinheiros é estúpido. E estupidez não se resolve apenas com dinheiro e educação. É preciso que leis sejam cumpridas.

Mas o que de fato me incomoda é a forma como a mídia trata esses temas.
A mídia vive do torto. O direito não dá manchete. A mídia disputa um artigo cada vez mais raro: nossa atenção. Sem nossa atenção, ela não tem nada para alugar aos seus anunciantes. Mas nossa atenção está ficando escassa. Tem gente demais brigando por ela. A família. A propaganda. A internet. A escola. A leitura… Portanto a mídia precisa cada vez mais do torto. E quanto mais torto, melhor.
Esse tratamento de tintas fortes agrada sobretudo aos que têm interesses ideológicos e mercantilistas. Como explicar o bombardeio de críticas ambientais contra os Estados Unidos enquanto ninguém fala da China, de longe o maior poluidor do planeta? E a Índia? É fácil perceber que o aquecimento global transformou-se numa arma contra o “capitalismo selvagem”.

O aspecto positivo dessa discussão é que ela educa as pessoas a tratar melhor o planeta, repensar suas práticas, condenar os predadores da natureza. A fazer pressões que ajudarão a evitar que o mundo acabe em churrasco. Mas… A que preço, hein?
A sanha da mídia nos deixa preocupadíssimos com a ameaça do fogo do sol, enquanto morremos pela fumaça desse seu pequeno e desimportante cigarrinho…
O futuro da humanidade não está no aquecimento global.
Está em suas mãos.