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Preocupados demais com a educação de nossos filhos, ...

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Um reino que sente orgulho de seus líderes  Victoria e Abdul   Uma vez mais, num curto espaço de tempo, o cinema nos brinda com um filme baseado na história de uma destacada liderança britânica. ...

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Mauro Segura
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Esse é o texto mais importante que escrevi na vida. Na ponta da caneta havia um coração batendo forte. Todo o resto perto a importância perto do que vivemos ao longo desse ano.

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Cafezinho 27 – Planos ou esperanças
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Cafezinho 26 – Brasil Futebol Clube
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O culto do sentimento destrói a capacidade de pensar e ...

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Cafezinho 24 – Não brinco mais
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Chucrute com banana

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Luciano Pires -

Fui gravar um episódio do podcast Café Brasil em uma produtora de áudio chamada Panela Produtora e conheci uma história fascinante. Para poder apreciar e se deleitar com ela, você terá que assistir aos curtos vídeos cujos links eu publicarei neste texto. Vamos a ela.

Por volta de 1980 meu amigo Janjão, brilhante técnico de som da Panela, gravou em Recife quatro discos com músicos de forró: Toinho de Alagoas, Heleno dos Oito Baixos, Duda da Passira e José Orlando. Embora tenham sido oferecidos a várias gravadoras, nenhuma se interessou pelo material que acabou, anos depois, nas mãos de um produtor inglês que conseguiu que um CD com uma compilação dos quatro trabalhos fosse lançado nos EUA. E o disco ficou, por apenas um ponto, em segundo lugar na disputa do Grammy Awards 1991 na categoria Traditional Folk, numa época em que ainda não havia o Grammy Latino, portanto a disputa era acirradíssima. Outra daquelas histórias bem típicas dos brasileiros, sabe como é?

Quase 25 anos depois, buscando no Youtube por Toinho das Alagoas, o Janjão chega a um curioso vídeo onde um alemão chamado Jan do Pandeiro toca e canta – em português – uma música de Toinho, o Bicho da Cara Preta. E Jan explica:

“Esta canção é um ‘forró’ de Toinho de Alagoas, Brasil. Tocada no cavaquinho sobre uma base que fiz. Não é uma forma tradicional de tocar forró, que precisa de sanfona, zabumba e triângulo. E evidentemente, uma voz melhor que a minha.”

Veja o vídeo:

Impressionado com o “swing” do alemão, Janjão mostrou o vídeo para Filipe Trielli, um dos donos da Panela Produtora, que decidiu fazer um trabalho de áudio e vídeo sobre o vídeo original. Convidaram músicos para participar e o resultado é irresistível:

 

Mas é então que vem a mágica, demonstrando como a música é linguagem universal e como a internet derrubou definitivamente as fronteiras. Janjão entrou em contato com o Jan do Pandeiro na Alemanha. A princípio assustado com a perspectiva de tomar um processo por violação de direitos autorais, o alemão ficou aliviado quando Janjão contou do vídeo e combinou que enviaria para que ele assistisse, com a condição de que Jan gravasse sua reação enquanto assistia. Veja o vídeo:

Agora coloque-se no lugar de Jan do Pandeiro. Imagine que você é um apaixonado pela música de uma cultura distante da sua e grava um vídeo despretensioso para o Youtube. O vídeo cai nas mãos de profissionais da música daquela cultura distante que ficam entusiasmados com seu esforço e, usando como base o seu trabalho, produzem algo muito maior.

Dá para imaginar o impacto?

Bem, eu me emocionei ao acompanhar a história com a turma da Panela, a ponto de escrever este texto para compartilhar com você um acontecimento que, no meio da enxurrada de más notícias, maus augúrios, intolerância e pessimismo destes dias, é um sopro de emoção.

Tomara que você se contamine.