Artigos Café Brasil
Silvio Santos, Zé Celso e o Oficina
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Uma reunião para ser objeto de estudo em qualquer aula ...

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#TransgressaoEhIsso
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Transgredir é muito mais que pintar o rosto, urinar na ...

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Vem aí o Cafezinho
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Nasce nesta segunda, 4/9 o CAFEZINHO, podcast ...

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Educação adulta
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Preocupados demais com a educação de nossos filhos, ...

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O programa de hoje é uma homenagem a uns amigos ...

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589 – A cultura da reclamação
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Crianças mimadas, multiculturalismo, politicamente ...

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Tolerância? Jura?
Fernando Lopes
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Engraçada essa tal “tolerância” que pregam por aí, por dois simples motivos: 1) é de mão única e 2) pretende tolher até o pensamento do indivíduo. Exagero? Não mesmo. Antes que algum ...

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Ensaio sobre a amizade
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“A gente só conhece bem as coisas que cativou. Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm ...

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Um reino que sente orgulho de seus líderes
Luiz Alberto Machado
Iscas Econômicas
Um reino que sente orgulho de seus líderes  Victoria e Abdul   Uma vez mais, num curto espaço de tempo, o cinema nos brinda com um filme baseado na história de uma destacada liderança britânica. ...

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O que aprendi com o câncer
Mauro Segura
Transformação
Esse é o texto mais importante que escrevi na vida. Na ponta da caneta havia um coração batendo forte. Todo o resto perto a importância perto do que vivemos ao longo desse ano.

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Cafezinho 27 – Planos ou esperanças
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Tem gente que, em vez de planos, só tem esperança.

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Cafezinho 26 – Brasil Futebol Clube
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Não dá para ganhar um jogo sem acreditar no time.

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Cafezinho 25 – Podres de mimados 2
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O culto do sentimento destrói a capacidade de pensar e ...

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Cafezinho 24 – Não brinco mais
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Pensei em não assistir mais, até perceber que só quem ...

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Chico Anysio, Millôr e a moeda má

Chico Anysio, Millôr e a moeda má

Luciano Pires -

Em meu programa Café Brasil 276 – O Mundo Pós Idéia, conto que na Inglaterra do século 16 as moedas tinham seu valor de face determinado conforme a quantidade de ouro com que eram cunhadas. Quanto mais pesadas, mais ouro continham e, portanto, valiam mais. Sir Thomas Gresham, conselheiro da Rainha Isabel I da Inglaterra, em 1558 afirmou que se o estado decidisse cunhar novas moedas com o mesmo valor facial, mas com menos quantidade de ouro, os agentes econômicos tenderiam a guardar a moeda mais pesada, com mais ouro, a moeda boa, e fazer circular a moeda mais leve, com menos ouro, a má. A frase “A moeda má expulsa a moeda boa” ficou conhecida como a Lei de Gresham.

Bem, esta semana escolhi o tema “ironia” para montar um de meus programas de rádio e podcasts. Ao preparar o texto, pedi a meu amigo Minás Kuyumjian Neto que escrevesse algo sobre o tema. E ele começou assim: “Conta-se que, por volta de 1970, período mais negro da nossa ditadura, o escritor e humorista Millôr Fernandes estava em um coquetel quando foi procurado por um general tido como truculento, que lhe disse sorrindo: ‘Então você é o famoso humorista? Me conta uma piada’. Millôr teria respondido rapidamente: ‘Só se o senhor der uns tiros de canhão’.”

Esse era o Millôr. Irônico, sarcástico e genial.

Pois quando eu estava terminando o texto do programa recebi a notícia: Millôr Fernandes morrera no Rio de Janeiro, aos 87 anos. Lembrei que nas semanas anteriores haviam ido, aos 69 anos, nosso principal estudioso do comportamento animal Cesar Ades; os 63 anos, o pioneiro no estudo de células-tronco Julio Voltarelli; aos 88 anos, o geógrafo Aziz Ab’Saber e aos 80, Chico Anysio.

Cesar, Julio, Aziz, Chico e Millôr, todos geniais em seus campos de atuação, partindo quase ao mesmo tempo. Quanto dessa sangria de gênios um país pode suportar? Depende, especialmente da capacidade de reposição. Mas veja as idades deles: o mais novo se foi aos 63 anos! Todos formados numa época muito diferente da atual.

Lembrei-me imediatamente daquele mesmo programa Café Brasil 276, quando usei um texto do jornalista norte americano Noel Gabler chamado “As 14 Maiores Ideias do Ano”. Lá pelas tantas, após nominar vários cientistas e intelectuais de renome, Noel solta esta pérola: “Uma geração atrás, esses homens teriam chegado a revistas populares e às telas da televisão. Agora, eles são expelidos pelo tsunami informacional.” E arremata: “Vemos a substituição do intelectual público na mídia em geral pelo sabichão que troca extravagâncias por ponderação, e o consequente declínio do ensaio em revistas de interesse geral. E temos a ascensão de uma cultura cada vez mais visual, especialmente entre os jovens – uma forma menos favorável à expressão de ideias.”

A moeda má expulsando a moeda boa…

Cesar, Julio, Aziz, Chico e Millôr eram moedas boas. O que é que vai circular no lugar deles?

Luciano Pires