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660 – Na esquina da sua casa
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CEO da Tupiniq,In Inside Out Agency e president do ...

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Os polirretos
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Quando a esperteza é muita, come o dono, já dizia Tancredo Neves (1910-1985). Em tempos do politicamente correto, a onda mais ridícula desde a modinha do ioiô ou, quem sabe, fotografar comida,  é ...

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Paciência, adjetivos e o amigo do amigo do papai….
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Criatividade
Luiz Alberto Machado
Iscas Econômicas
Criatividade: indispensável, mas ainda desconhecida “Existe criatividade sem inovação, mas não existe inovação sem criatividade”. Bill Shephard Dois fatores levaram-me a escrever este breve ...

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TRIVIUM: CAP.2 – AS DEZ CATEGORIAS DO SER (parte 6)
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Eu tenho que ser sincero com você guria (ou velhinho…) esta parte do segundo capítulo será bem chata, pois iremos tratar de algo realmente formal e de certa forma, burocrático: as Dez ...

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Cafezinho 170 – Os monstros da negatividade II
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Cafezinho 168 – O que nos define
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Cafezinho 167 – Monstros da negatividade
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“O otimista é o pessimista bem informado”, lembra ...

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Artigos estuprados

Artigos estuprados

Luciano Pires -

De tempos em tempos alguns de meus artigos voltam a circular pela internet com autoria atribuída a terceiros. Mas o que me deixa realmente fulo é quando alguns estúpidos mexem no texto para “melhorar” e destroem o que escrevi. Um estupro literário, se me permitem a licença. E deixam meu nome ali! É como se mexessem com meus filhos!

Por isso estou republicando meu artigo mais violado, que recentemente voltou a circular com força depois de ser desfigurado por algum idiota. Dessa forma recupero o que foi escrito originalmente. Se você quiser ver a versão desfigurada, acesse http://bit.ly/gYQ2nI.

OS PREÇONHENTOS

Alguns conhecidos voltaram da China impressionados. Um determinado produto do qual o Brasil fabrica um milhão de unidades por ano, uma só fábrica chinesa produz quarenta milhões… A qualidade já é equivalente. E a velocidade de reação é impressionante. Os chineses colocam qualquer produto no mercado em questão de semanas. Com preços que são uma fração dos praticados aqui.
Uma das fábricas chinesas está de mudança para o interior, pois os salários da região onde está instalada estão altos demais: 100 dólares. Um operário brasileiro equivalente ganha 300 dólares no mínimo. Que acrescidos de impostos e benefícios, representam quase 600 dólares. Comparados com os 100 dólares dos chineses, que recebem praticamente zero benefícios.

Hora extra? Na China? Esqueça. O pessoal por lá é tão agradecido por ter um emprego, que trabalha horas extras sabendo que nada vai receber.

Essa é a armadilha chinesa. Que não é uma estratégia comercial, mas de poder. 

Os chineses estão tirando proveito da atitude dos marqueteiros ocidentais, que preferem terceirizar a produção e ficar com o que “agrega valor”: a marca. Dificilmente você adquire nas grandes redes dos Estados Unidos um produto “made in USA”. É tudo “made in China”, com rótulo estadunidense. Empresas ganham rios de dinheiro comprando dos chineses por centavos e vendendo por centenas… Mesmo ao custo do fechamento de suas fábricas.

É o que chamo de “estratégia preçonhenta”.

Enquanto os ocidentais terceirizam as táticas e ganham no curto prazo, a China assimila as táticas para dominar no longo prazo. As grandes potências mercadológicas que fiquem com as marcas, o design. Os chineses ficarão com a produção, desmantelando aos poucos os parques industriais ocidentais. Em breve, por exemplo, não haverá mais fábricas de tênis pelo mundo. Só na China, que então aumentará seus preços, produzindo um “choque da manufatura”, como foi o choque do petróleo nos anos 1970. E o mundo perceberá que reerguer suas fábricas terá custo proibitivo. Perceberá que se tornou refém do dragão que ele mesmo alimentou. Dragão que aumentará ainda mais os preços, pois quem manda é ele, que tem fábricas, inventários e empregos… Uma inversão de jogo que terá o impacto de uma bomba atômica. Chinesa.

Nesse dia, os executivos “preçonhentos” tristemente olharão para os esqueletos de suas antigas fábricas, para os técnicos aposentados jogando bocha na esquina, para as sucatas de seus parques fabris desmontados. E lembrarão com saudades do tempo em que ganharam dinheiro comprando baratinho dos chineses e vendendo caro a seus conterrâneos.

E então, entristecidos, abrirão suas marmitas e almoçarão suas marcas.

Luciano Pires