Artigos Café Brasil
Cafezinho Live
Cafezinho Live
Luciano Pires, criador e apresentador dos podcasts Café ...

Ver mais

Me Engana Que Eu Gosto
Me Engana Que Eu Gosto
Me engana que eu gosto: dois meio brasis jamais somarão ...

Ver mais

Tá chegando o Podcast Café Brasil 700!
Tá chegando o Podcast Café Brasil 700!
Tá chegando a hora do Podcast Café Brasil 700!

Ver mais

Aplicativos IOS e Android para o Café Brasil Premium!
Aplicativos IOS e Android para o Café Brasil Premium!
MUDANÇAS IMPORTANTES NO CAFÉ BRASIL PREMIUM A você que ...

Ver mais

711 – Cafezinho Live – Gustavo Cerbasi
711 – Cafezinho Live – Gustavo Cerbasi
O mundo está mergulhado num cenário de perplexidade, ...

Ver mais

710 – Todo mundo junto
710 – Todo mundo junto
Cara... que tempo louco estamos vivendo, não é? E no ...

Ver mais

709 – Sobre perguntas
709 – Sobre perguntas
O Sandro Magaldi e o José Salibi Neto são dois ...

Ver mais

708 – Manifesto do Educador Honesto
708 – Manifesto do Educador Honesto
Afinal de contas, o que é um educador? É uma professora ...

Ver mais

LíderCast 193 – Paulo Eduardo Martins
LíderCast 193 – Paulo Eduardo Martins
Jornalista combativo que sofreu as consequências da ...

Ver mais

LíderCast 192 – Eduardo Villela
LíderCast 192 – Eduardo Villela
Homem dos livros, mas de fazer livros. Com extensa ...

Ver mais

LíderCast 191 – Giovani Colacicco
LíderCast 191 – Giovani Colacicco
Professor do Departamento de Ciências Contábeis da ...

Ver mais

LíderCast 190 – Alcides Braga
LíderCast 190 – Alcides Braga
De office boy a dono da Truckvan, uma história ...

Ver mais

Palestras Online
Palestras Online
Há muito tempo, Luciano Pires publica seus videocasts ...

Ver mais

Cafezinho Live – Como será o Brasil com Bolsonaro
Cafezinho Live – Como será o Brasil com Bolsonaro
Um bate papo entre Adalberto Piotto, Carlos Nepomuceno ...

Ver mais

046 – Para quem vai anular o voto
046 – Para quem vai anular o voto
Fiz um vídeo desenhando claramente o que acontece com ...

Ver mais

Confraria Café Brasil
Confraria Café Brasil
A Confraria Café Brasil nasceu para conectar pessoas ...

Ver mais

Um mundo carente de lideranças
Luiz Alberto Machado
Iscas Econômicas
A carência de lideranças políticas e o enfrentamento da pandemia “Um líder é alguém que sabe o que quer alcançar e consegue comunicá-lo.” Margaret Thatcher Poucos conceitos passaram por ...

Ver mais

Aprenderemos algo?
Fernando Lopes
Iscas Politicrônicas
Sim… afinal, não é possível que atravessemos esse inferno “coronário” sem tirar algum ensinamento, alguma aprendizagem, disso tudo. No caso do brasileiro, alguma disciplina e respeito, e já ...

Ver mais

Liga e desliga
Chiquinho Rodrigues
Ela disse pra mim que gostar e desgostar eram coisas simples! Que existia dentro dela um botão de “liga e desliga”. Quando esse botão estava no “liga” era porque ela ...

Ver mais

Vivendo e aprendendo
Luiz Alberto Machado
Iscas Econômicas
Vivendo e aprendendo  Lições da quarentena “Vivendo e aprendendo a jogar Vivendo e aprendendo a jogar Nem sempre ganhando Nem sempre perdendo Mas, aprendendo a jogar.” Guilherme Arantes O mundo ...

Ver mais

Cafezinho 269 – O meu sapato
Cafezinho 269 – O meu sapato
E aí chega a crise, o vento leva embora a espuma .

Ver mais

Cafezinho 268 – Skin In The Game
Cafezinho 268 – Skin In The Game
Faça o exercício de imaginar que decisão você tomaria ...

Ver mais

Cafezinho 267 – Cafezinho.Live
Cafezinho 267 – Cafezinho.Live
Escolha bem suas conexões para não infectar também a mente.

Ver mais

CAFEZINHO 266 – O QUE NÃO SE VÊ
CAFEZINHO 266 – O QUE NÃO SE VÊ
Neste momento em que para deter uma epidemia os ...

Ver mais

Antigos Problemas

Antigos Problemas

Luciano Pires -

Outro daqueles artigos antigos que precisa ser lido, relido e trilido:

“Quem assegurará que, daqui a cinqüenta anos, ou mesmo no segundo centenário de nossa independência (2022), a situação da educação popular brasileira não seja ainda parecida com a de hoje? Mas, se tal acontecer, esperemos, para lisonjear a nossa vaidade e recompensar o nosso esforço, que as nossas memórias e as nossas campanhas sejam lembradas… por outros sonhadores… (que) irão, como nós, agora, revolver a poeira dos arquivos, os livros, os folhetos, e os jornais…”

Quem disse isso foi Antonio Carneiro Leão, educador, professor e escritor brasileiro, imortal da Academia Brasileira de Letras, preocupado com a melhoria do ensino no Brasil.

Recorri a esse texto após receber por e-mail o relato de uma professora de música de um colégio carioca de porte:

“Recebi de meu patrão a incumbência de dar aulas de Teatro e Artes Plásticas para a classe de alfabetização, além das de música. Diante de minha afirmação de que havia me formado em música, e não em teatro e artes plásticas, ouvi, por parte do diretor:´A gente confia em você!´, ´A gente sabe que você é capaz!´, ´É simples, faz uma colagenzinha ou dramatizaçãozinha com eles, nada demais´. Tentei negociar, mas não foi possível. Falei de minha formação, de minha falta de preparo para tal, mas parece que isso não importa muito. Não querem contratar outro, se há um que pode dar conta do serviço de três… Infelizmente, preciso do emprego, do dinheiro e sou obrigada a agir de forma um tanto desonesta com os profissionais das artes, com os próprios alunos e pais (que, sinceramente, não estão nem aí) e comigo mesma… De acordo com minhas possibilidades, estou correndo atrás de material que me dê uma base mínima e que me deixe um pouco menos insegura ao longo do ano. Fico imaginando até quando vou conseguir levar essa “mentira”… Já andei consultando amigos advogados que me disseram que a resposta a estes casos não costuma ser favorável, ou seja, dificilmente teríamos razão perante a lei. Fica difícil…”.

Pois é. O relato da professora mostra uma das faces do descaso com que a questão da educação é tratada no Brasil. Quando entrei no ginásio, no Instituto de Educação Ernesto Monte, no final dos anos 1960 em Bauru, fui da primeira turma que experimentou uma mudança importante. Era a introdução do conceito “pluricurricular”, uma tentativa de revolução na educação. Eu tinha aulas de marcenaria. Economia doméstica (numa cozinha!). Artes. Educação Sexual em salas de aula mistas! Uma loucura para aqueles anos de chumbo. Tão louca que acabou sucumbindo, entre outros problemas, ao viés ideológico que tomou conta do país em todos os setores. Ao longo do tempo e da discussão ideológica, aquela grade “pluricurricular” perdeu a força. Voltou um currículo tradicional, centrado nos conhecimentos técnicos e reforçado por uma sociedade cada vez mais competitiva, em que os temas “humanos” valem cada vez menos.

Depois de mais de 40 anos dessa visão torta, não é de se estranhar que os problemas brasileiros não sejam de matemática, história, geografia, física ou ciências. São das áreas humanas. São problemas éticos. Sociais. Comportamentais. São problemas que a matemática não resolve, a economia não entende e a ciência não explica. Problemas cujas raízes talvez tenham sido discutidas naquela aula babaca que você matou, lembra?

E repentinamente descobrimos que os alunos estão saindo das escolas formados pela metade, se tanto. Sem qualquer preparo para as “coisas da vida”, mas capazes de recitar o “pi” ao contrário…

Pois é. Sorte da professora de música do início deste texto. A visão curta dos dirigentes do tal colégio carioca a obrigou a estudar, a ampliar seus horizontes, a aprender sobre temas que ela desconhecia. Exatamente o que se devia proporcionar aos alunos.

Ah, a propósito. O texto de Antonio Carneiro Leão que abre este artigo foi escrito em 1923…

O Brasil não tem problemas novos.

Luciano Pires