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Ai se eu te pego

Ai se eu te pego

Luciano Pires -

Um amigo leitor, o Alberto, me escreve: “Continuo aqui em Istambul e ontem fui fazer uma visita a um amigo. Para minha surpresa, na televisão estava passando aquela música de um cantor brasileiro chamado Michel…”assim você me mata..”. Bem, será que não temos coisa melhor pra exportar?”

Pô, até na Turquia?

Anos atrás Rita Lee afirmou numa entrevista que se quisesse compor e gravar um sucesso musical, tinha um jeito de dividir a letra, de criar um refrão, um esquema estético que serviria como base para que a canção se transformasse num sucesso. Existiria assim um método, uma fórmula que explica esses sucessos grudentos. Mas um fenômeno como o “Ai se eu te pego” vai mais longe.

O biólogo inglês Richard Dawkins, lançou em 1976 no livro chamado O GENE EGOÍSTA um termo novo: “meme”, uma brincadeira com o termo “gene”, que vem do grego mimeme e quer dizer “alguma coisa imitada”. Um meme seria “uma idéia, comportamento ou estilo que se espalha de pessoa para pessoa dentro de uma cultura” através da escrita, da fala, de gestos e rituais. Músicas inclusive…

Os redatores de propaganda e de humor já sabem disso há muito tempo. Quem é que não se lembra de “Né não, Pedro Bó?”, “Só abro a boca quando tenho certeza”, “O macaco tá certo”, “ E o salário, ó…”. Memes, memes e mais memes. No âmbito da internet, onde se discute o conceito da distribuição de informação de forma “viral”, quando uma pessoa “contamina” a outra com um vídeo, um poema, um texto ou uma imagem, o conceito do meme vem a calhar. Temos um exemplo atual na propaganda do banco Itaú com o bebê gargalhando conforme uma folha de papel é rasgada. Irresistível! Aquilo é um vídeo famoso do Youtube, com mais de 30 milhões de visualizações, um meme, um fragmento de informação irresistível, que quem vê (é contaminado), repassa imediatamente (contamina) para seus conhecidos.

No início de 2012 “Luiza que está no Canadá” transformou-se no meme das redes sociais…

A Macarena é um meme. O refrão “pocotó, pocotó, pocotó, minha eguinha pocotó” é um meme. E “delícia, delícia, assim você me mata. Ai,se eu te pego, ai, ai, se eu te pego” também é um meme que, aliado aos gestos da dancinha, gruda no cérebro da gente. Some-se a exposição pública com Neymar e Cristiano Ronaldo e você tem a bomba atômica Michel Teló, que daqui a pouco vai passar, substituída por outro meme. Mas enquanto não passa, você pode não gostar, mas garanto que anda dizendo:

– Pô, não consigo tirar essa música da cabeça!

Pois é… Dizem que os memes fazem cócegas em nosso cérebro, e a única forma de combater as cócegas é coçando. E para coçar o cérebro, só repetindo o meme. É assim que a coisa funciona. Bem, agora você já sabe. Quando se pegar cantando, mesmo que mentalmente, “Ai se eu te pego”, é coceira no cérebro. Mas não se desespere. Com o tempo, passa…

Ô Alberto, quando você tiver a letra em turco, manda pra gente!

Luciano Pires