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Em minha palestra Tudo Bem Se Me Convém, trato de moral e ética e em determinado momento projeto na tela dois círculos, um preto outro branco, para ilustrar a ideia de que tempos atrás era relativamente fácil determinar o que era certo ou errado, bom ou mau, conveniente ou inconveniente, legal ou ilegal. E então acontece uma animação e os dois círculos começam a se aproximar. Quando um entra sobre o outro, forma-se uma área cinza na intersecção. E quanto mais os círculos se sobrepõem, maior fica sendo a área cinza. Dou a essa área o nome de Zona da Indiferença, onde as pessoas, quando forçadas a confrontar questões difíceis, preferem ignorá-las. Como não têm certeza se a coisa é preta ou branca, ficam com o cinza: indiferentes.
Minha tese é que essa área cinza nunca foi tão grande, especialmente por um certo relativismo moral que toma conta da sociedade. Se não gosto de algo, e explicito minha contrariedade, sou imediatamente atacado pelos paladinos da igualdade, acusado de – vamos lá – fascista, coxinha, reacionário, etc. Assim, para não se incomodar, a maioria das pessoas prefere permanecer na área cinza, sem tomar uma posição, esperando para ver para que lado a maioria vai.

Me lembrei disso ao assistir na TV a reportagem sobre o garoto que pulou a cerca para mexer com o tigre num zoológico e teve o braço dilacerado, sob os olhos do pai, indivíduo perturbado e irresponsável.

O pai foi relapso, o garoto imprudente, mas o que me chamou a atenção foi que várias pessoas estavam por perto, viram o menino ultrapassando a cerca e mexendo com o tigre. Algumas delas inclusive filmaram a cena, mas preferiram ficar na zona da indiferença. Ninguém pulou no pescoço daquele pai exigindo que o garoto fosse retirado da situação de perigo. Afinal, “o filho é dele”.

Pouco tempo antes vi as imagens de um idiota quebrando automóveis importados numa concessionária em São Paulo, rodeado por centenas de pessoas que só filmavam e fotografavam. Ninguém parou o sujeito.

Sair da zona da indiferença não é fácil. A maioria das pessoas está nela, pretende continuar assim e reage indignada quando alguém faz marolinha. Sabe quando o sujeito fura a fila, você reclama e outras pessoas na fila olham como se você fosse um estressado? Pois é.

Ter consciência sobre o que é certo e errado, excetuando os psicopatas e as crianças muito pequenas, todo mundo tem. Mas capacidade de agir a respeito, nem todos têm. E no Brasil dos indiferentes, irresponsáveis e indisciplinados, não basta uma placa de proibido entrar, precisa ter um fiscal. Não basta investir na passarela, tem de fiscalizar. Não basta a placa de redução de velocidade, é preciso construir uma lombada. E se der algum problema, a culpa será sempre de um ente etéreo e inimputável.

O que liga a consciência do certo e errado com a capacidade de agir a respeito é uma coisa chamada caráter.

Que anda em falta no mercado.

Luciano Pires