Artigos Café Brasil
Podpesquisa 2018
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Em sua quarta edição, a PodPesquisa 2018 recebeu mais ...

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Como decidi em quem votarei para Presidente
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Não sei se estou certo, não fui pela emoção, não estou ...

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O dia seguinte
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Com o aumento considerável do mercado de palestrantes ...

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Uma pesquisa de 2016 sobre comportamento humano mostrou ...

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Empreendedora cultural e agora cineasta, que ...

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LíderCast 127 – Lito Rodriguez
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Empreendedor, criador da DryWash, outro daqueles ...

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046 – Para quem vai anular o voto
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Fiz um vídeo desenhando claramente o que acontece com ...

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Confraria Café Brasil
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Os 7 erros da Folha de São Paulo sobre o “escândalo do Fake News”.
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Marxistas brasileiros vivem espécie de alucinação coletiva recorrente
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O jornal Folha de São Paulo publica um artigo feita por uma petista confessa: Ver aqui: https://www.facebook.com/carlos.nepomuceno/posts/10156853246303631 …sem nenhum fato, baseado em ...

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Sempre, sempre Godwin
Fernando Lopes
Iscas Politicrônicas
O advogado Mike Godwin criou em 1990 a seguinte “lei” das analogias nazistas: “À medida que uma discussão online se alonga, a probabilidade de surgir uma comparação envolvendo Adolf Hitler ou os ...

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É mais fácil seguir o grupo
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Origens do Brasil
Existe uma crença muito difundida de que a história humana avança em etapas gradativas e que culminará numa revolução transformadora. O tipo de revolução muda conforme o viés ideológico. A ...

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Cafezinho 116 – Os demônios brochadores
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Cafezinho 115 – Um voto não vale uma amizade
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Cafezinho 114 – E se?
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A República Da Quantidade

A República Da Quantidade

Luciano Pires -

Um seguidor do confucionismo, Ji Mèngke, que passou para a história como Mêncio, escreveu uns 300 anos antes de Cristo o seguinte:

“Alguns trabalham com a cabeça, outros com os músculos. Os que trabalham com a cabeça dirigem os que trabalham com os músculos.”

Muito bom, né? O pensamento de Mêncio tem me ocupado a cada vez que observo as coisas inexplicáveis que acontecem neste nosso brasilzão.

O apagão do Lula, por exemplo. Ops! Desculpe! A novilíngua petista já definiu que não foi apagão. Foi blecaute. Quem tem apagão é o FHC, né?

Pois bem, nos últimos anos investimos quantidades crescentes de dinheiro em nosso sistema de geração de energia. E então –  a se acreditar nas explicações dos técnicos escolhidos para falar – um raio cai no lugar certo e… pimba! Tudo no escuro. Mas “nunca antes neste país tivemos tanta geração, tanta conectividade, tanto controle, tanta eficiência.” Qual é o indicador de sucesso? Quantidade.

Outro exemplo? O exame do Enade, obrigando milhares de estudantes a deslocarem-se 40, 60, 100 quilômetros para fazer uma prova. Quem cuidou da logística do exame deve ser uma daquelas figuras onipresentes no Brasil: o burro com iniciativa. E as perguntas com propaganda do governo? Uma vergonha. Qual é o indicador de sucesso?  “Nunca antes neste país tivemos tantos estudantes participando de uma avaliação”. Quantidade.

Vamos ao SUS, o Sistema Único de Saúde? É tão bom que vão sugerir ao Obama que copie. E as filas, o desaparelhamento, a falta de médicos? Ah… O indicador de sucesso é: “Nunca antes neste país tanta gente teve atendimento médico”. Quantidade.

Quer mais? Que tal nosso sistema educacional? Investimos, comunicamos, elaboramos, implementamos. E entra ano, sai ano, terminamos os testes de nível de conhecimento empatados com a Belonésia do Sul em penúltimo lugar. Indicador de sucesso? “Nunca antes neste país tivemos tanta criança na escola, tanta sala de aula, tão pouca evasão escolar”. De novo, a quantidade.

Vamos às operadoras de celular? A prestação de serviços é uma merda, mas “nunca antes tivemos tantos técnicos, tantas torres, tantos atendentes telefônicos, tantos clientes”. Indicador de sucesso: quantidade.

E aquele programa horrível de televisão, com sangue, bundas e baixarias? “Nunca tivemos uma audiência tão alta”. Quantidade…

A resposta é sempre “nunca tantos, nunca quantos”: quantidade. Claro! Quantidade dá pra reproduzir facilmente com números que (quase) todo mundo entende. Mas e a qualidade? Dá pra reduzir a números? Não dá. Para avaliar “qualidade” tem que ter cabeça.

O Brasil é a República da Quantidade. Quer saber? Conseguimos. “Abrasileiramos” Mêncio:

“No Brasil, alguns trabalham com a cabeça, outros com os músculos. Os que trabalham com os músculos dirigem os que trabalham com a cabeça.”