Artigos Café Brasil
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Investigar o que é verdade e o que é mentira - com base ...

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O impacto das mídias sociais nas eleições
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Baixe a pesquisa da IdeiaBigdata que mostra o impacto ...

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Síntese de indicadores sociais 2016 do IBGE
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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - ...

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Uma reunião para ser objeto de estudo em qualquer aula ...

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614 – Limão ou limonada
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No começo dos anos 1970 apareceu um termo que anos mais ...

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Café Brasil 613 – Biologia política
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E aí? Você é de direita ou de esquerda? Se incomoda com ...

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612 – O Efeito Genovese
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Em 1964, Kitty Genovese foi assassinada em Nova York. ...

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611 – Momentos felizes
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Felicidade não existe. O que existe na vida são ...

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LíderCast 110 – Rafael Baltresca
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Lídercast 108 – Leandro Nunes
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Lídercast 107 – Lucia Bellocchio
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Hoje conversamos com Lucia Bellocchio, uma jovem ...

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Confraria Café Brasil
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Videocast Nakata T02 10
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Complexo e outros males
Fernando Lopes
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Uma das expressões que a esquerda (radical ou não) adora usar é o tal “complexo de vira-latas”. Essa gente não tem a menor ideia do que seja isso, nem de quem cunhou a expressão, mas a macaqueia ...

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Interpretações do Brasil X – As escolhas públicas e as instituições como pano de fundo
Luiz Alberto Machado
Iscas Econômicas
Interpretações do Brasil X As escolhas públicas e as instituições como pano de fundo “Bons jogos dependem mais de boas regras do que de bons jogadores.” James Buchanan  Considerações iniciais A ...

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O que aprender quando o futuro já era
Mauro Segura
Transformação
A minha experiência no ano passado mostrou que a história de viver cada dia como se fosse o último é uma baboseira. Aprendi que eu não preciso ter planos mirabolantes para ter uma vida digna, ...

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MInha culpa é sua, camarada!
Fernando Lopes
Iscas Politicrônicas
A tragédia do edifício que pegou fogo e desabou no Largo do Paissandu, em São Paulo, desvendou mais um bem bolado golpe; e golpe, novamente, travestido de “movimento social”: A máfia das invasões ...

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Cafezinho 74 – O valor subjetivo
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Os impostos estão lá sim, altíssimos, exorbitantes, mas ...

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Cafezinho 73 – Estupidez Coletiva
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Não interessa determinar o que é verdade e o que é ...

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Cafezinho 72 – Fake News 1
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Quem julga o juiz?

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Cafezinho 71 – Reenquadre o hater
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Reenquadre o otário e ele vira ouro. Reenquadre a ...

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A política da pós-verdade

A política da pós-verdade

Luciano Pires -

A revista The Economist publicou recentemente um artigo que trata da era da pós-verdade, usando como exemplo a campanha eleitoral dos EUA. Mais propriamente, o candidato Trump, de quem a revista é contra. Pós-verdade é a confiança em afirmações que parecem verdadeiras, mas não têm qualquer base em fatos. Hélio Schwartsman comentou muito bem esse fato ao dizer que:

“Parte do problema é a natureza humana. Nossos cérebros têm uma perigosa inclinação por acreditar naquilo que nossos sentimentos dizem que está certo e evitam o trabalho de conferir a veracidade das teses de que gostamos. E, se nunca foi fácil estabelecer o que pode ser considerado um fato na política, isso está se tornando cada vez mais difícil. (…) Primeiro, instituições que se encarregavam de facilitar a formação de consensos como escolas, ciência, Justiça e mídia vêm sendo vistas com mais desconfiança pelo público. Além disso, passamos a nos informar através de algoritmos que, em vez de nos expor ao contraditório, nos enterram cada vez mais fundo naquelas versões que já estávamos mais dispostos a acreditar. Daí aos reinos mágicos é só um pulinho.”…

A pós-verdade sempre existiu como arma política, mas com o surgimento das redes sociais tomou conta de todos os aspectos de nossas vidas. Multiplicamos e fragmentamos nossas fontes de informação e mergulhamos num mundo onde damos mais credibilidade ao sujeito que comentou o post do que à fonte que publicou a informação que deu origem ao post. O resultado? A pós-verdade.

Fofocas, mentiras e dados manipulados ganham rapidamente a aparência de verdades, e os profissionais da comunicação sabem como trabalhar isso muito bem. Sob bombardeio, até influenciadores bem intencionados caem na armadilha: ao buscar uma imparcialidade impossível, dão voz a qualquer um e ajudam que a verdade se transforme em questão de opinião.

– Afinal, foi golpe ou não foi golpe?

– Depende…

Nesse contexto, sentimentos, e não fatos, se transformam na matéria prima dos influenciadores e influenciados. Os pós-verdadeiros competentes nem mesmo falsificam a verdade, mas a colocam em segundo plano. Ela está lá, de vez em quando dá os ares da graça só para garantir alguma credibilidade, mas não tem muita importância. É como assombração: eu nunca vi e acho que não existe, mas tem sempre alguém pra jurar que viu… O que importa é a opinião. Criam-se desse modo falsas visões de mundo, romantizadas, apontando para utopias e explorando  a perigosa inclinação por acreditar naquilo que nossos sentimentos dizem que está certo.

E quando você contesta o autor da pós-verdade, torna-se um validador da situação do nós-contra-eles que tanto interessa a ele. Quanto mais você o combater, mais tempo manterá a pós-verdade sob os holofotes. Quem assistiu os embates durante as discussões do impeachment viu claramente a técnica em ação: repita todo tempo uma pós-verdade, faça com que ela permaneça em evidência. Isso aumenta as chances de que mais gente acredite nela.

Qual é o caminho então?

Bem, eu acho que estas gerações não tem mais jeito. Deveríamos estar investindo nas próximas, ensinando nossas crianças, desde muito cedo, a pensar racionalmente, dar valor à objetividade, a compreender as relações de causa e efeito. Deveríamos ensiná-las a respeitar, copiar e admirar quem é bom, capaz, estudioso, inteligente, honesto e competente, assim as ajudaríamos a evitar que, no bombardeio de ideias conflituosas e confusas da era da pós-verdade, se agarrassem a uma só visão, a um salvador da pátria. E se transformassem em massa de manobra. E fique certo: essas coisas não se ensina na escola.

Essa deveria ser nossa missão: transformar, para nossos filhos, a política da pós-verdade em política da pró-verdade.