Artigos Café Brasil
O desengajamento moral
O desengajamento moral
Isca intelectual de Luciano Pires sobre o ...

Ver mais

O ridículo
O ridículo
Isca intelectual de Luciano Pires pra incomodar: será ...

Ver mais

Quando um não quer.
Quando um não quer.
Isca intelectual de Luciano Pires com um exemplo de ...

Ver mais

Um bosta
Um bosta
Isca intelectual de Luciano Pires lembrando que ...

Ver mais

549 – Os quatro compromissos
549 – Os quatro compromissos
Podcast Café Brasil 549 - Os quatro compromissos. Cara, ...

Ver mais

548 – O efeito borboleta
548 – O efeito borboleta
Podcast Café Brasil 548 - O efeito borboleta. Você já ...

Ver mais

547 – Sobre desigualdade
547 – Sobre desigualdade
Podcast Café Brasil 547 - Sobre desigualdade. O tema da ...

Ver mais

546 – Só por hoje
546 – Só por hoje
Podcast Café Brasil 546 - Só por hoje. Adicção é o ...

Ver mais

LíderCast 056 – Paula Miraglia
LíderCast 056 – Paula Miraglia
LiderCast 056 - Hoje conversaremos com Paula Miraglia, ...

Ver mais

LíderCast 055 – Julia e Karine
LíderCast 055 – Julia e Karine
LiderCast 055 - Hoje vamos conversar com duas jovens ...

Ver mais

LíderCast 054 – Rodrigo Dantas
LíderCast 054 – Rodrigo Dantas
LiderCast 054 - Hoje vamos falar com o empreendedor ...

Ver mais

LíderCast 053 – Adalberto Piotto
LíderCast 053 – Adalberto Piotto
LiderCast 053 - Hoje vamos entrevistar Adalberto ...

Ver mais

Videocast Nakata T02 07
Videocast Nakata T02 07
Videocast Nakata Temporada 02 Episódio 07 Se a sua ...

Ver mais

Videocast Nakata T02 06
Videocast Nakata T02 06
Videocast Nakata Temporada 02 Episódio 06 Em seu dia a ...

Ver mais

Videocast Nakata T02 05
Videocast Nakata T02 05
Videocast Nakata Temporada 02 Episódio 05 Começo esta ...

Ver mais

Videocast Nakata T02 04
Videocast Nakata T02 04
Videocast Nakata Temporada 02 Episódio 4 Você reparou ...

Ver mais

Desafiando a Zona de Conforto
Mauro Segura
Transformação
Como podemos superar os nossos receios de tomar riscos? Como podemos mudar o curso da nossa história? A decisão de mudar é meramente individual. Aqui Mauro Segura conta algumas histórias e dá ...

Ver mais

Especial é o seu bolso, não o cheque
Tom Coelho
Sete Vidas
“Você não fica rico com o que ganha; fica rico com o que poupa.” (Yoshio Teresawa)   Crédito de cheque especial lembra visita de parentes distantes. Eles chegam quase sem avisar para um ...

Ver mais

O que vi e vivi nos dias de terror no Espírito Santo
Bruno Garschagen
Ciência Política
Isca Intelectual de Bruno Garschagen. O que aconteceu no Espírito Santo abre uma janela de oportunidade fabulosa para discutirmos temas fundamentais para a segurança da sociedade.

Ver mais

Carnaval: síntese da economia criativa
Luiz Alberto Machado
Iscas Econômicas
Carnaval: síntese da economia criativa “A ‘Cadeia Produtiva do Carnaval’ pode ser traduzida num conceito formal de ‘Economia Criativa e Multidisciplinar’, pois lida com a interface entre ...

Ver mais

A política da pós-verdade

A política da pós-verdade

Luciano Pires -

A revista The Economist publicou recentemente um artigo que trata da era da pós-verdade, usando como exemplo a campanha eleitoral dos EUA. Mais propriamente, o candidato Trump, de quem a revista é contra. Pós-verdade é a confiança em afirmações que parecem verdadeiras, mas não têm qualquer base em fatos. Hélio Schwartsman comentou muito bem esse fato ao dizer que:

“Parte do problema é a natureza humana. Nossos cérebros têm uma perigosa inclinação por acreditar naquilo que nossos sentimentos dizem que está certo e evitam o trabalho de conferir a veracidade das teses de que gostamos. E, se nunca foi fácil estabelecer o que pode ser considerado um fato na política, isso está se tornando cada vez mais difícil. (…) Primeiro, instituições que se encarregavam de facilitar a formação de consensos como escolas, ciência, Justiça e mídia vêm sendo vistas com mais desconfiança pelo público. Além disso, passamos a nos informar através de algoritmos que, em vez de nos expor ao contraditório, nos enterram cada vez mais fundo naquelas versões que já estávamos mais dispostos a acreditar. Daí aos reinos mágicos é só um pulinho.”…

A pós-verdade sempre existiu como arma política, mas com o surgimento das redes sociais tomou conta de todos os aspectos de nossas vidas. Multiplicamos e fragmentamos nossas fontes de informação e mergulhamos num mundo onde damos mais credibilidade ao sujeito que comentou o post do que à fonte que publicou a informação que deu origem ao post. O resultado? A pós-verdade.

Fofocas, mentiras e dados manipulados ganham rapidamente a aparência de verdades, e os profissionais da comunicação sabem como trabalhar isso muito bem. Sob bombardeio, até influenciadores bem intencionados caem na armadilha: ao buscar uma imparcialidade impossível, dão voz a qualquer um e ajudam que a verdade se transforme em questão de opinião.

– Afinal, foi golpe ou não foi golpe?

– Depende…

Nesse contexto, sentimentos, e não fatos, se transformam na matéria prima dos influenciadores e influenciados. Os pós-verdadeiros competentes nem mesmo falsificam a verdade, mas a colocam em segundo plano. Ela está lá, de vez em quando dá os ares da graça só para garantir alguma credibilidade, mas não tem muita importância. É como assombração: eu nunca vi e acho que não existe, mas tem sempre alguém pra jurar que viu… O que importa é a opinião. Criam-se desse modo falsas visões de mundo, romantizadas, apontando para utopias e explorando  a perigosa inclinação por acreditar naquilo que nossos sentimentos dizem que está certo.

E quando você contesta o autor da pós-verdade, torna-se um validador da situação do nós-contra-eles que tanto interessa a ele. Quanto mais você o combater, mais tempo manterá a pós-verdade sob os holofotes. Quem assistiu os embates durante as discussões do impeachment viu claramente a técnica em ação: repita todo tempo uma pós-verdade, faça com que ela permaneça em evidência. Isso aumenta as chances de que mais gente acredite nela.

Qual é o caminho então?

Bem, eu acho que estas gerações não tem mais jeito. Deveríamos estar investindo nas próximas, ensinando nossas crianças, desde muito cedo, a pensar racionalmente, dar valor à objetividade, a compreender as relações de causa e efeito. Deveríamos ensiná-las a respeitar, copiar e admirar quem é bom, capaz, estudioso, inteligente, honesto e competente, assim as ajudaríamos a evitar que, no bombardeio de ideias conflituosas e confusas da era da pós-verdade, se agarrassem a uma só visão, a um salvador da pátria. E se transformassem em massa de manobra. E fique certo: essas coisas não se ensina na escola.

Essa deveria ser nossa missão: transformar, para nossos filhos, a política da pós-verdade em política da pró-verdade.