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A matriz Carver

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As manifestações que acontecem pelo Brasil pedindo da melhoria da saúde ao fim do funk alto no busão, explicitam centenas de objetos da insatisfação popular e deixam claro que colocar ordem e resolver as demandas parece ser tarefa impossível.

Para quem conhece planejamento estratégico, parece evidente que a primeira ação a ser tomada é a priorização dos problemas. Não dá para resolver tudo de uma vez, então comecemos pelos mais urgentes e importantes. E para isso vou buscar inspiração nos militares, dando uma sugestão para a nossa Presidente.

Dona Dilma, o Exército dos Estados Unidos tem o que eles chamam de CARVER Matrix, um acrônimo feito a partir das primeiras letras de Criticality, Accessibility, Return (ou Recuperability), Vulnerability, Effect e Recognizability. Em português teríamos o mesmo CARVER, com Criticidade, Acessibilidade, Retorno, Vulnerabilidade, Efeito e Reconhecimento.

Eles analisam os alvos sob o ponto de vista de cada um dos fatores CARVER, dando a eles uma nota de 1 (mais baixo) a 5 (mais alto), dessa forma calculando uma matriz de prioridades. Quanto mais alta for a pontuação CARVER do alvo, mais importante ele se torna. Vamos ver como funciona, sempre considerando que o objetivo final é o bem estar da população:

Criticidade: quão crítico é o problema (alvo) em relação à capacidade de proporcionar o bem estar da população? Projetos que têm baixa criticidade, como plebiscitos, por exemplo, podem ser legais ou fáceis de fazer, mas no final representam muito pouco na capacidade de atingir o objetivo principal.

Acessibilidade: qual o grau de facilidade para atingir o alvo? É um objetivo muito fácil de acessar ou vai precisar de recursos que não temos?

Retorno: qual o impacto na capacidade do inimigo de se recuperar após a destruição do alvo? Qual o retorno que teremos do investimento de recursos aplicado no ataque ao alvo? Se o inimigo se recupera rapidamente, talvez seja perda de tempo atacar.

Vulnerabilidade: qual a vulnerabilidade do alvo? Quanto recurso é necessário para atingi-lo? É caro ou barato destruir aquele alvo?

Efeito: qual a consequência da destruição do alvo? Se atingirmos nosso objetivo, qual a consequência em nossas vidas e na vida dos outros?

Reconhecimento: o alvo pode ser visto com facilidade ou está bem camuflado? É fácil reconhecer os passos necessários para atingi-lo? É algo familiar ou vamos ter que começar do zero?

Dona Dilma, se a senhora tiver tempo, monte uma Matriz Carver e lance nela alguns dos principais motes das manifestações, calculando a pontuação. Faça o exercício lembrando que as notas para cada atributo devem levar em consideração seus objetivos, sua missão, seu propósito: o bem estar da população. No final, a senhora concluirá quais são os alvos mais importantes e que devem ser atacados já.

Mas, por favor, faça isso sozinha. Não peça ajuda ao Mercadante, ou a senhora não vai entender nada. Não peça ajuda ao João Santana ou a senhora só fará promessas. Não peça ajuda ao Lula, ou a senhora só atenderá as prioridades pessoais dele. E, por favor, não peça ajuda ao Guido Mantega. Ele vai errar a conta.

Luciano Pires