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A Intimação

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Luciano Pires -

Fui intimado. Tenho que ir à delegacia prestar contas num processo no qual fui envolvido pelo jogador Zé Roberto, ex-Santos e ex-Seleção Brasileira de Futebol. O Zé Roberto sentiu-se ofendido pela divulgação de uma carta bem pouco elogiosa ao Brasil, que ele teria escrito quando voltou para a Europa. Zé Roberto nunca escreveu a tal carta, que circulou pela internet em 2007 e foi polêmica. Muita gente – acreditando na autoria do jogador – deu-lhe razão enquanto outros o criticaram fortemente. Tão fortemente que o jogador decidiu processar quem divulgou a carta falsa. Recolheram o que foi publicado na internet e eu entrei no rolo, pois assino tudo que escrevo. Em meu artigo “Absurdos Possíveis” reproduzi parte da tal carta:

“(…) Por muitos anos vivi com minha família na Alemanha e me identifiquei completamente com o país.(…). Minhas filhas mal falam português e são totalmente fluentes em alemão. (…) Todo o tempo que estivemos no Brasil, ainda que livres fisicamente, éramos reféns psicológicos. (…)Assistir o noticiário televisivo alimentava ainda mais nossos medos. Por sorte, minhas filhas não entendem muito bem português. Se entendessem, descobririam um país em que o crime está por todos os lados: está nas escolas, está nas faculdades, está no Judiciário, está no Congresso e está até mesmo na família do presidente. (…) Me ponho no lugar delas e penso como deve ter sido desagradável esta estadia no Brasil.(…) Hoje, a felicidade de minha família tem como pré-requisito afastá-la do Brasil. Por isto que, ainda que com tristeza, faço o melhor para elas. Aos meus fãs, muito obrigado. Ao Brasil, boa sorte.”

E após reproduzir o texto da tal carta, eu escrevi:

“Forte, né? Zé Roberto descreve o lado negro do Brasil. (…)Mas tem um detalhe. Essa carta é falsa. Zé Roberto desmentiu oficialmente. Alguém escreveu, colocou seu nome e lançou na internet, como vem acontecendo com centenas de outros textos.”

Escrevi no artigo, com todas as letras, que a carta era falsa. Portanto trabalhei a favor do Zé Roberto. Mas os advogados não leram meu artigo. Ou, se leram, não entenderam. Que absurdo…

Perderei horas preciosas visitando uma delegacia para explicar o que já está explicado, além de ter que pagar o advogado, é claro. Esse é apenas mais um prejuízo provocado pela burrice que assola o Brasil.

Mas ao rever essa história uma coisa me chamou a atenção. Naquele artigo – citando fatos absurdos que ganhariam credibilidade instantânea – eu afirmava:

“… no Circo Brasil do novo milênio nenhum absurdo é tão absurdo que não possa ser possível. A situação está tão confusa que já não sabemos mais o que é verdade e o que é mentira. E assim, atitudes absurdas que algum tempo atrás eram absolutamente impossíveis, por imorais, não éticas, desumanas, burras ou preconceituosas, passam a ser – ao menos no imaginário das pessoas – possíveis.”

Pois depois daquele artigo tivemos os mensaleiros no STF; o Renan sendo salvo pelo Congresso; aquele horror da morte da Isabela Nardoni; o Ronaldo e os travecos; o escândalo do Paulinho da Força; Dantas preso, Dantas solto; o pai e a madrasta esquartejando as crianças; Exército a serviço de políticos no Rio; Lula III; os índios atacando com facões; o padre voador; a demarcação das terras na Raposa Serra do Sol; a seleção do Dunga; Corinthians na série B; os arapongas no Planalto…

No Circo Brasil do novo milênio nenhum absurdo é tão absurdo a ponto de não ser possível.